Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim! Assim se vai confirmando que o Homem é, a jusante da circunstância que o envolve, produto de si próprio. 2004Jul23
quarta-feira, 20 de março de 2013
3127. OS CHIPRES E OS "COMENTADEIROS"
É a total inversão de valores. Pobre “suciedade”!
Refiro-me agora à verdade límpida por aí apregoada e que acaba de, uma vez mais, de ser manifestada com a maior imbecilidade numa das TVs de quintal cá do sítio, de que a maior culpa do que está a acontecer em Chipre, tal como a do que está a acontecer em Portugal e na Irlanda e na Grécia e na Itália e na Espanha, é da Alemanha, é da União Europeia, é do Banco Central Europeu, é… do raio que os parta!
Não é tal, como bem sabemos e esses cretinos igualmente estão fartos de saber.
A principal responsabilidade, a principal culpa, é de Chipre e dos cipriotas que causaram a situação em que estão metidos. A União Europeia – e a Alemanha como seu integrante mais poderoso – terá algumas responsabilidades, mas negligenciáveis em face das responsabilidades dos próprios. Na verdade, a União Europeia poderia talvez ter avisado os prevaricadores – porque de prevaricadores se trata na maior parte dos casos – de molde a que arrepiassem caminho.
Mas quem cometeu os “deslizes”, quem foi incauto, quem governou mal não foi a União Europeia nem muito menos a Alemanha.
A menos que esses “comentadeiros” de treta, sempre tão zelosos da liberdade individual dos países e dos cidadãos, entendam, sempre que as coisas aquecem realmente e se tornam impossível de dominar, deitem às malvas tão “sãos” princípios e pretendam que os mais fortes devam ter mão nos mais fracos.
A julgar pela porcaria da Comunicação Social que temos, o País está uma nojeira!
rvs 2013.03.20
domingo, 21 de fevereiro de 2010
2561. Ainda Marcelo e… o principio de Peter
Parece haver no PSD - mas não apenas ai - umas quantas pessoas que entendem que a melhor hipótese para presidente dos laranjas seria Marcelo Rebelo de Sousa.
Discordo em absoluto.
Primeiro, porque já lá esteve e, tirante a “grandíssima” vitória que foi a realização do referendo ao aborto, em 1998, nada fez de notório. E dispôs de todas as condições para tal.
Depois, porque, sob o ponto de vista político, Marcelo não está formatado para tais andanças. Uma coisa é ter a responsabilidade; outra muito diferente é sobre tudo ex-cathedra opinar com displicência.
De qualquer modo, estou quite seguro de que não correremos risco tão perigoso. Marcelo conhece a lei de Murphy e, assim, sabe bem que não pode ir além do seu patamar de incompetência política que está no comentário, razão por que jamais arriscará qualquer passo nesse sentido. Uma coisa é “eu faria”; outra, bem diferente, “eu vou fazer” ou “eu fiz”.
Embora de modo geral muito distintos entre si, Marcelo e José Pacheco Pereira têm esta vertente comum, porque são animais políticos irmãos gémeos.
De há muitos anos a esta parte que o comentarista Marcelo vem dando claros sinais dessa sua limitação e do conhecimento que dela tem. Como, então, esperar que algum dia resolva fazer política a sério, com todas a consequências decorrentes?
Adiante, pois. Deixemos onde está quem bem está e diverte o people. Não nos deixemos cair, porém, na tentação-asneira de forçar o desastre. Porque desastres é algo de que não temos falta, valha-nos Deus!
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