Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

2884. Quantos vocábulos tem a Língua Portuguesa?

R elativamente ao número de vocábulos da língua portuguesa os dados de que disponho apontam para algo que ultrapassará os 400.000 vocábulos, rondando mesmo os 420.000.


Para o Inglês disponho de algo como 250.000, para o Francês, 220.000 e para o Es
panhol menos do que o Inglês.

Começo logo por ter muitas dúvidas – mesmo certezas de que não seja assim – quanto a este último, por me parecer que o Espanhol tem muito mais do que o Inglês, mesmo não esquecendo que nela não se devem incluir o catalão, o galego e o basco.

Tal como no Italiano (cerca de 270.000 a 280.000?) há que não incluir os inúmeros dialectos como – a título de mero exemplo, pois que são mais – o Gallo (norte) e o Veneziano (nordeste), o Provençal (noroeste), o Toscano (Toscânia, de que resultou o italiano propriamente dito), o Napolitano (Nápoles) e o Meridional (Calábria e Sicília).

Quanto ao Francês não me pronuncio, para não errar, muito embora entenda que quatro das cinco línguas latinas (o romeno não conheço) têm efectivamente mais vocábulos do que as germânica e anglo-saxónica.

Deixando de parte prefixos, sufixos, termos técnicos e siglas, bastará que entremos nas formas verbais para que logo constatemos a enorme quantidade de vocábulos que a língua portuguesa tem sobre a inglesa e mesmo a alemã.

Exemplo mesmo à mão, embora curto, está na conjugação do presente do indicativo dos verbos "ir" e "to go",

(I) go -------------- vou
(you) go ---------- vais
(he,she.it) go --- vai
(we) go ----------- vamos
(you) go ----------- ides
(they) go ---------- vão ,

ou seja, uma para seis.

Para além das formas verbais, porém, também relativamente aos substantivos existe uma clara diferença. Bastará a consulta a um dicionário de Português e a outro de Inglês (não falo de Inglês-Português ou vice-versa) para constatarmos que cada objecto pode, em português ter uma quase infinidade de designações alternativas enquanto que em inglês se fica por muitíssimo poucas.

Isto, o que me foi possível apurar. Reconheço, contudo, que não é suficiente, pelo que a busca vai continuar.

sábado, 28 de janeiro de 2012

2868. Profes...

Click na imagem, para ver, ouvir e estarrecer!!!


Pois é...

Estas são perguntas de algibeira. Qualquer borra-botas as devia saber. Todas elas...

Estes são os professores dos nossos filhos e netos.
(não sei se reparou que há por ali caras muito conhecidas...)
E reivindicam... e reivindicam.... e reivindicam... direitos, direitos e mais direitos.
E os deveres?

Mas não se ponha a gozar, porque lá em casa os papás ainda são piores.

Coitados dos putos! Como é que podem aprender alguma coisa de jeito?
E como é que poderão ser cidadãos verdadeiramente úteis ao País?

Desde o berço - e depois na escola - que não lhes é dada a menor hipótese!..

http://sorisomail.com/partilha/218598.html

(recolhido através de um post de Abel Lameiras)

domingo, 20 de janeiro de 2008

1432. O Hermitage em Lisboa

Nesta tarde soalheira de domingo, resolvemos, a Isabel, uma das nossa filhas e eu, ir visitar a exposição Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Museu Hermitage, de S. Petersburgo que está a decorrer no Palácio da Ajuda desde 26 de Outubro, prolongando-se até 17 de Fevereiro.

Trata-se de um excelente evento, já que as peças expostas, de pintura, escultura e artes decorativas, num total de mais de quinhentas, são de qualidade verdadeiramente excepcional.

Fomos apenas agora, na ilusão de que as salas estariam mais desafogadas de gente. Pura ilusão! A enchente era imensa e de tal forma que foi muito difícil ver as obras de arte em pormenor, como deve acontecer em apreciação cuidada.

Se, por um lado essa circunstância constituiu um incomodo grande, por outro trouxe alguma satisfação, por termos constatado que o português contemporâneo parece começar a interessar-se mais e de forma genuína por outros povos e suas culturas, passo indispensável para nos tornarmos melhores, mais conhecedores e menos mesquinhos.

Por mim, tirarei a desforra mais tarde. No entanto, a quem quiser ir e só disponha do fim de semana, sugiro vivamente que chegue aquando da abertura diária, pelas 11 horas. É a melhor forma de apreciar as obras expostas em sossego mais de acordo com tal apreciação.


Toda a dinastia dos Romanov, a principiar em Alexei I e a terminar em Nicolau II, casado com Alexandra de Hesse e pai da princesa muito conhecida Anastasia - acerca de cuja vida, Hollywood realizou um filme, salvo erro na década de 50, intitulado precisamente "Anastasia" - que se viu forçado a abdicar do trono em 1917, em consequência da Revolução bolchevique e foi morto, juntamente com toda a família, em Março de 1918, está representada, ainda que sumariamente, como não podia deixar de ser.

De entre todos os nomes dessa dinastia, avultam os imperadores Pyotr
(Pedro) I , o Grande, o primeiro czar do Império Russo (aclamado pelo Senado, em 1722 - muito embora fosse, desde 1696 quem realmente governava por interposta pessoa, Ivan V, seu irmão - tendo governado sozinho até 1725, ano em que faleceu) e Ekaterina (Catarina) II, ela também a Grande, verdadeira déspota esclarecida, que foi dona e senhora de todas as Rússias, governando a seu bel-prazer por 34 anos, entre 1762 e 1796.

De qualquer modo e não obstante o incómodo que é a multidão desenfreada e a circunstância de o programa prever mais duas outras mostras e, a final, estar prevista a criação de um núcleo do Hermitage em Portugal, uma visita a esta excelente exposição é um imperativo para todos quantos se interessam por um dos temas mais debatidos e controversos da História europeia.
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