Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 14 de setembro de 2014

3204. Ad perpetuam rei memoriam

"Ad perpetuam rei memoriam", ou seja, em Português, "para memória futura", aqui fica esta verdade nua e crua:

Uma das piores opções de Pedro Passos Coelho, sob o ponto de vista pessoal, enquanto primeiro-ministro, assenta na circunstância de, firmemente, embora sem grandes alaridos, ter afrontado algo que se julgava inatacável, quanto mais derrotado: os interesses instalados na sociedade portuguesa, em geral, e no próprio PSD, em particular.

 A sanha da cambada que por aí anda - incluída a de inscritos sociais-democratas que nunca o foram - provém exactamente da verificação daquela realidade.


Na verdade, tivesse o primeiro-ministro acedido às pressões que de todos os lados logo ao governo chegaram e tudo lhe teria corrido de outro modo. Ninguém o atacaria ferozmente como tem atacado e teria tido uma vida muito mais calma.


 No entanto, nada do que estava mal e de que todos nos lamentávamos teria sido corrigido, como foi e continua a ser, muito embora com a dificuldade extrema de ter de ultrapassar obstáculos sem fim.


 Os ilegítimos interesses do "centrão" político foram seriamente abalados como tem vindo a constatar quem não é cego, mentalmente desprovido ou norteado por má fé. Os efeitos na banca são, porventura, o mais visíveis. Mas há mais, muitos mais.


 Ora, com este poder de resistência e acção, sem virar a cara a dificuldades e determinado ( o malabarista de domingo, chama-lhe teimoso - pois que poderia ele chamar-lhe? ), só presumo ter havido outro político em Portugal, desde Abril de 1974: Francisco Sá Carneiro.


 E limito-me a presumir porque ao fundador do PSD - que também se debateu com enormes dificuldades, que foi superando uma após outra - não foi dado tempo para que se defrontasse com algo sequer semelhante à prova a que tem estado submetido, e que tem vindo a vencer, Pedro Passos Coelho.