
... como é que alguém, que se insurge frontal e decididamente contra a aplicação da pena de morte, já não o faz contra o aborto e, muito pelo contrário, o aceita e até reclama.

Será que não haverá uma ponta de incoerência e mesmo hipocrisia numa destas atitudes? Ou se defende uma ou a outra; as duas, em simultâneo ou em alternância, consoante interesses escusos e em atitude pouco esclarecida, é que não pode ser.
Há valores que não é possível serem sujeitos ao capricho de conjunturas, por mais ululantes que se mostrem. Porque são valores perenes e incontornáveis, por inamovíveis.
O valor em causa nestas duas situações é um deles. É mesmo o mais importante de todos.
Pretender contrariar isto é oportunismo inadmissível e de abjurar de uma vez por todas. Sem eufemismos.
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Ficamos entendidos, não?
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