
Dias atrás, veio o Público fazer manchete com uma notícia requentadíssima, que já tinha sido dada aqui na blogosfera, há 2 anos, precisamente em Fevereiro de 2005 (creio que no dia 18) pelo confrade António Balbino Caldeira, no seu Do Portugal Profundo.
Com um atraso de 2 longos anos, mas lá veio, ainda que omitindo algumas coisas - que não terá chegado a constatar? - mas precisando outras. A este respeito veja-se no referido blog O dossier Sócrates, precedentes e seguintes
Especulou-se um tanto quanto a este súbito interesse do jornal por um assunto já tão conhecido na blogosfera (mas não somente aqui), interesse que - por mera coincidência, presume-se - terá surgido imediatamente após a inviabilização da Opa da Sonae sobre a PT, que terá levado Belmiro de Azevedo a ficar muito arreliado com o governo. Isso, porém, pouco importa. O que realmente conta é que a Comunicação Social finalmente pegou num assunto de importância inegável para a vida comum dos portugueses e para a dignidade do Estado.
Outros jornais se seguiram. Até que hoje, para surpresa geral, também o Expresso se refere ao assunto, em primeira página e letras garrafais.
Até aqui tudo bem, muito embora a Comunicação Social e principalmente o Expresso pareçam maridos enganados...
O que se afigura estranho é o título. Não pelo tamanho garrafal - há que vender, ainda que com substancial atraso... - mas pela afirmação que, tanto quanto se sabe, não corresponde à verdade. E não se imagina que no Expresso não se saiba disso.
Efectivamente, do que se sabe - por ter vindo já a lume variadíssimas vezes - é que José Sócrates Pinto de Sousa terá concluído a sua alegada licenciatura em 8 de Setembro de 1996, ou seja num domingo, dia em que, como é sabido, à semelhança de outros Serviços e Instituições, as Universidades se encontram encerradas, não se realizando, pois, exames universitários (que são públicos, como é sabido).
Confesso que não li ainda o interior do jornal, pelo que posso estar a julgar um tanto precipitadamente. Mas apenas um tanto, pois que, relativamente ao título, parece não restarem dúvidas quanto à sua inadequabilidade.
E se o título não é o mais adequado - é mesmo uma inverdade - por que motivo o Expresso por ele optou? Casualidade? Distracção? Outro? Seria bom que uma explicação fosse dada.
E por aqui me fico.
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