1011. O anonimato na Blogosfera
(…) Este choque tecnológico (a existência da blogosfera) supõe a existência de um choque de natureza mais vasta, que pode passar pela chamada participação dos cidadãos. Não se pode querer uma coisa e limitar a outra. Por mim, aceito a ideia (indiscutível) de um código de conduta; aceito a (discutível) ideia do fim do anonimato. Mas não acho aceitável que a blogosfera seja tratada como um todo, em que, naturalmente, cabe o melhor e o pior da natureza humana. Como em tudo.
A Origem das Espécies é um dos blogs que visito. Não diariamente, mas com boa regularidade.
À parte aquelas saídas “hooliganístico-fcpeanas”, afinal desculpáveis, pois que há que dar escape à "selva" que todos trazemos cá por dentro,, Francisco José Viegas é autor que se lê com agrado e tenho dado por mim a concordar muito com o que escreve. Isto, não obstante o faça em textos muito curtos, apenas pequenos salpicos que não dão para grandes apreciações da capacidade do autor. Textos curtos que, in the other hand, são pequenos salpicos que não deixam de, aqui e ali, ir mostrando uns laivos da personalidade e pensamento do jornalista.
Aliás, conheci-o inicialmente, pelas crónicas na revista “A volta ao Mundo”. As suas digressões pelo Sul do continente sul-americano, que visitei razoavelmente também, incluindo Ushuaia, na Argentina, e Puerto Williams, no Chile, são bem conhecidas dos leitores da revista.
É, pois, com agrado, que o vou lendo.
E também desta vez, no post Código de conduta, de que acima transcrevo um extracto. Apenas discordo quanto à questão de considerar discutível a ideia do fim do anonimato na Blogosfera.
Sem necessidade de muitos considerandos, talvez agora um pouco ao estilo de FJV, apenas direi que sou decididamente pelo fim do anonimato na Blogosfera e, relativamente a essa questão, nem sequer admito discussão, embora reconheça que poderá haver quem lhe ponha alguns óbices, por motivos sérios e devidamente ponderados.
É que entendo que tudo aquilo que não posso (ou não sou capaz de) escrever de cara destapada, certamente que não merece ser escrito. E, assim sendo, não existe razão invocável para que seja publicitado fora da esfera privada.
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