Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

1278. Num país longínquo...

... mesmo muito longínquo do nosso e tão longínquo que o não é apenas na distância espacial, mas também e principalmente, na do entendimento da Moral e da Ética e na forma de as não ferir de morte, a dada altura afixou-se por tudo quanto era muro, parede e suporte vertical, o seguinte cartaz:



Nada mais foi preciso. A pressão social dos cidadãos honrados e sérios foi tal que os tais governantes, a começar por quem deveria mesmo começar, tiraram o chapéus, cumprimentaram a sociedade em geral, apresentaram as desculpas devidas pelos desmandos praticados e foram bolsar a arrogância de que estavam prenhes e a pesporrência que obscenamente os engravidava para outras bandas, deixando, finalmente!, os cidadãos em paz e sossego.

Houve até quem, de alívio, gritasse a plenos pulmões, como se absorvesse um hausto de ar puro, uma frase um tanto breijeirota, mas que resumiu tudo o que o comum dos cidadãos verdadeiramente sentia:

- Fosga-se!!!
In oculo descansum est !

NOTA:
Como se constata, só podia ter sido num país muito longínquo, envolto em bruma, que nada tem que ver connosco. (In)Felizmente.

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