Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

domingo, 11 de maio de 2008

1553. O camarada do "excepcional"

Camarada Almeida Santos!

Estou consigo! Definitivamente, estou consigo!

Aliás, já estava consigo sempre que me lembrava do seu justificado receio de que o país ficasse cortado ao meio, se a Al Qaeda ou outra organização de benemerência, destruísse uma das pontes sobre o Tejo, precisamente a que ligaria Lisboa ao aeroporto de "Jamais" que, afinal, é de "Toujours"...

Agora, porém, estou ainda mais, se possível...

Estarei, pois, consigo... per omnia saecula saeculorum!

Já agora... (Do you remember, comrade?)

* * *

Mas estarei mais ainda, sempre que rememore os extraordinários (eles também) discursos que o camarada fez em Moçambique, na qualidade de Ministro da pasta da Coordenação Inter-Territorial, principalmente o do jardim da casa do Governador do Distrito da Beira.

Inolvidável!

Ainda hoje, 34 anos após, sempre que o recordo, enchem-se-me os olhos de lágrimas de comoção, por saber que, nesse mesmo dia, os seus haveres - e os de uns quantos familiares e amigos - tinham já sido ou estavam a ser postos a salvo, com toda a certeza.

Cada vez que recordo o "ênfase" do seu discurso de então! Como foi que disse, como foi, ora deixa cá relembrar:

- É com todo o ênfase que vos digo, portugueses, deixem-se ficar por cá, não se vão embora, porque posso garantir-vos que tudo correrá bem. Estamos a tomar todas as medidas necessárias nesse sentido.
(poderão falhar uma ou outra vírgula, mas o teor e o conteúdo são integralmente estes)
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Ai aquele ênfase, camarada, ai aquele ênfase!

* * *

Mas, voltemos à substância do assunto de hoje...

Quanto à sua excelente afirmação de que Sousa está a ser um primeiro-ministro excepcional, como vinha dizendo, estou consigo. E vou mesmo mais longe, muito mais longe, aliás.

Em minha opinião, o dito Sousa está a ser mais do que excepcional. Está a ser de excepção. Jamais tínhamos tido um "primêro" de tal quilate! Fomos todos apanhados de supetão. E andamos a rezar a todos os santinhos para que, logo que nos vejamos privados do "excepcional", não venha outro igual... ou simplesmente parecido. É que, caramba!, não nos temos portado muito bem, é certo, mas também não merecíamos tão dura pena!...

O homem, porém, não é apenas de excepção, o que já seria muito. Não! Para o classificarmos com justiça, teremos que ir mais longe ainda, talvez para lá da própria
Taprobana. É que ele já nem é excepcional, nem sequer de excepção. Ultrapassou tudo isso. É já de urgente "estado de excepção"!

Sim, se fosse em outro país qualquer, vulgar de Lineu, que se prezasse, a acção do seu camarada Sousa tinha já dado ocasião à instauração do estado de excepção, desde o Rio Minho à Ria Formosa.

Como vocês são moderados, simples, comedidos, humildes e verdadeiros nas jactâncias!

Se não existissem, teriam que ser inventados... Mas, por outro lado, quem é que teria imaginação suficiente para tal invenção?...

Nadie podría vivir en este país sin vosotros! Esta es la más pura verdad, coño!
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