Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

terça-feira, 7 de outubro de 2008

1796. Lituânia - 1








Pormenor da Catedral de Vilnius,
capital da Lituânia.

O excelente púlpito, com a inscrição
ascendens in naviculam, Simonis Petris docebat turbas - Lucae 5 Cap
(de cima da pequena embarcação, Simão Pedro pregava às multidões - Lucas Capítulo 5)







Click nas fotos, para ampliar





Um aspecto geral da Kryziu Kalnas (Colina das Cruzes) , em Siauliai, Lituânia, perto da fronteira norte, com a Letónia.

A colina está pejada de milhares de cruzes católicas e ortodoxas e é um símbolo da enorme religiosidade de toda a a Lituânia.

Durante a ocupação soviética tornou-se também um símbolo da resistência, já que, tendo os soviéticos, com caterpillares e numa noite, destruído todas as cruzes, após o que abandonaram o local, nos dias seguintes outras cruzes lá apareceram colocadas por gente anónima. O local é impressionante.

João Paulo II celebrou missa, no descampado circundante, em 1993.


Fotos: Isabel e Ruben Valle Santos
...

11 comentários:

João disse...

Viva Ruben. Pelo que vejo, boas férias...

Ruvasa disse...

Viva, João!

Foram realmente boas. Curtas...

Abraço

Ruben

Ana disse...

Acredito que esta colina constitua uma visão realmente impressionante.

Férias sabem sempre a pouco, está visto...

Abraço

Ruvasa disse...

Viva, Ana!

Mais do que impressionante, arrepiante.

Para mais, chegámos lá com um frio de rachar (2ºC), um vento cortante e, repentinamente, caíu uma chuvada de curta duração, mas gelada e que deu para molhar tudo e todos.

Claro, as férias são sempre poucas. E o dinheiro também.

Abraço

Ruben

Ventania disse...

Há tempos quero conhecer essa colina. Tenho um amigo que reside próximo e assistiu a missa de JP II. Lembro que me mandou umas fotos (ainda por carta!!) e disse ter sido uma das visões mais belas que já teve.

Bom que voltou!!!! :)))

Ruvasa disse...

Viva, Ventania (Désirée)!

É, na verdade, uma visão muito bela, mas também arrepiante. E diz muito da dificuldade de tempos passados na Lituânia e nos outros estados bálticos.

A Lituânia é profundamente católica. Deve ter sido muito difícil, mmesmo com o auxílio da Polónia, que também teve dificuldades tremendas.

Obrigado pelas boas-vindas.

Abraço grande

Ruben

disse...

Caro Ruvasa,
Bem "voltado"... Sem dúvida impressionante esta imagem da Colina das Cruzes..não conhecia aliás confesso nunca tinha ouvido falar.Minha filha acaba de voltar da Lituânia mas infelizmente acho que não teve acesso a esta informação ...pena.Muito interessante mesmo!

Alice Salles disse...

Que fotos fantásticas! Gostaria muito de ter ido lá visto o que você viu, mas suas fotos já ajudam um monte!

Ruvasa disse...

Viva, Alice!

Vou publicar mais, porque julgo de interesse a divulgação.

Abraço

Ruben

Maria Augusta disse...

Ruben, estes países estiveram fechados por muito tempo, e não são muito conhecidos, o que torna tuas fotos e informações sobre eles ainda mais interessantes.
Imagino o quanto deve ter sido difícil para eles serem impedidos de exercer sua religiosidade durante os anos de dominação soviética.
Abraços.

Ruvasa disse...

Viva, Maria Augusta!

Confesso que, para mim, constituíram uma revelação.

A mentalidade destes povos, que passaram por dificuldades inenarráveis não é comparável à nossa, que aos não tivemos.

Um pequeno exemplo, contado por uma amiga polaca que arranjámos, de cerca de 35-36 anos de idade:

Até aos 20 anos, viveu em Cracóvia, portanto na Polónia - onde o nível de vida era superior ao dos actuais estados bálticos - com os pais e um irmão, num total de quatro pessoas, numa casa com a área máxima de 45m2! Hoje, vive sozinha, numa casa de 36m2 e considera-se uma privilegiada.

Ao constatar estas coisas pergunto a mim mesmo do que nos queixamos nós, tantas vezes?

Por volta dos 20 anos (1992), vendo que não tinha saída na situação em que se encontrava na terra natal, meteu-se à aventura e veio até Portugal, país de que tudo desconhecia, incluindo a língua e aqui tirou uma licenciatura em Filologia Ibérica, após o que, passando pelo Canadá, regressou a Cracóvia, onde, dominando cinco línguas, entre os quais o Português a fundo, é guia turística e tem outras ocupações de que não me apercebi bem (é normal terem dois ou três empregos, para poderem sobreviver).

Pois essa nossa amiga, posso dizê-lo, a primeira vez que em Portugal teve que comprar roupa, ficou muito surpresa por ela se comprar por números (tamanhos). É que na Polónia de então, as roupas passavam de pais para filhos e de irmãos para irmãos e entre primos, razão porque ela nem sabia dessa coisa tão simples que é a cada pessoa caber um número de vestuário.

Por aqui se vê a fibra de que é feita essa valorosa gente para quem as dificuldades são coisa não para abater, mas antes para tornear, sem lamentos.

À medida que forem surgindo as oportunidades, irei contando outras coisas interessantes e bem esclarecedoras.

Fiquei muito impressionado com tais povos e com a sua história, de que muito pouco sabia, mas que me habituei já a admirar e a muito prezar.

Abraço

Ruben