Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sexta-feira, 21 de março de 2008

1506. Eu sei que estamos na Páscoa...

... e que, por conseguinte, é bom que, pelo menos umas quantas vezes por ano - e a Páscoa será para isso propícia - devemos ser um tanto mais tolerantes do que d'habitude. Porém, não consigo passar sem deixar aqui este desabafo:

- Porra, que estou farto desta criatura!

Sempre que aparece no pequeno écran é para, em tom pomposo e anasalado de vendedor de mezinhas, que só servem para que o paciente
(paciente, uma gaita!) piore a cada intervenção, nos martelar os ouvidos e cremar a paciência.

Posso estar no melhor dos mundos. Aparece-me o homenzito pela frente e zás... fico pior do que estragado, esquizofrénico em último grau.

Quando se apercebem de que o personagem vai entrar cá em casa pela janela da TV, os meus familiares, caridosos, correm logo a mudar de canal
(e já tiveram que mudar 5 ou 6 vezes de seguida, tal era a omnipresença da senhoria na lusa "canaleira") com receio de que me dê um "treco" ao mínimo vislumbre de tal estampa, que nunca mais se estampa!!!

Mas que mal fiz eu a Deus para ter que aturar tal despautério, tal desaforo, c'um catano?!
...


Querem ver?

Experimentem pegar nesta foto e acrescentem-lhe um bigodinho curto, sem pontas, e o cabelo um pouco mais descaído para a testa. Só isso... que tudo o resto já lá está. Bem, não estará tudo, porque, a avaliar pelo inglês técnico e mais recentemente o espanhol ténico, não parece que o "cara" tenha jeito para outros linguajares...

Hein? Que tal? Porreta, não?
...