Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

888. Portugal: Democracia abortiva

Portugal: démocratie avortive - la suite

Le référendum portugais sur la légalisation de l'avortement est un échec, puisque la participation n'a pas dépassé les 50% nécessaires pour la validation du référendum.


Est-ce que la question va donc être enterrée ? Et bien non, le gouvernement portugais va tenter cette fois-ci de passer par le parlement. Quelle belle conception de la démocratie, n'est-ce pas? Cela me rappelle cette histoire de référendum sur la constitution européenne: le peuple a voté négativement, mais on essaie de l'imposer quand même. On remarquera la présentation pleine de condescendance de l'article de TF1 :

Dans ce pays encore fortement imprégné de catholicisme [...]

Comme si être catholique c'est être sur la sortie et donc être has been...

(…)
lundi, février 12, 2007

dieu-seul.blogspot.com
...

887. Sócrates em versão “gauloise”


Ségolème Royal, candidata socialista ao cadeirão da presidência da república francesa tem todas as características necessárias para atingir o desiderato que persegue.

Não. Não pelo facto de a madame se chamar Ségolème, muito embora um tal nome ser muito sugestivo e indicativo já. De facto, não é para todos conseguir “seguir ao leme” mesmo antes de o poder fazer…

Mas, talvez porque tenha seguido o socrático percurso, haja aprendido umas quantas prestidigitações e esteja agora a aliar a prática à teoria. Vai daí, promete tudo e mais alguma coisa, desconfia-se que o que sabe que pode fazer mas, de forma muito especial, o que sabe que não é possível. Mas, na verdade, que interessa isso, que interessa a verdade, quando o objectivo está na conquista do poder? Ignora-se, porém, se entre as promessas está também "a do bacalhau a pataco".

Segundo rezam as crónicas de então, na visita à China, em Janeiro último, a senhora foi um festival, de tal modo se esforçou também pelos “votos” chineses... Na ânsia incontível de sobressair, até terminologia gauloise inventou (substituindo a velha e gasta, desbotada mesmo, “bravoure” pela novíssima, cintilante e a estrear “bravitude”, que será a modos que uma espécie de “brave attitude”).

Sabe-se que a área politica da referida senhora – mas não a confinada à França – é extraordinariamente prolífica na criação de situações similares (Mário Soares foi sempre o expoente máximo, mas, reconheça-se, tem sido bem secundado…), de tal modo que os eleitorados já não estranham e até acabam por achar piada e aderir.

Veremos se desta vez assim acontece também.