Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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sexta-feira, 2 de março de 2012

2898. O Adolfo é que sabia...

  • Primeiro, o aborto era um crime. Era tirar uma vida. Ponto.
  • Depois, até às 16 semanas, já não era, porque não havia vida. Era mesmo imperioso que se fizesse. Ponto.
  • Logo a seguir, até às 12 semanas, nem pensar que era, porque vida era outra coisa! Ponto.
  • Mais tarde, até às 10 semanas é que era bom, porque quem manda é a mulher. Se ela quer… Ponto.
  • Agora, por que não o “aborto pós-parto” se os recém-nascidos são não-pessoas por não terem consciência? Ponto.
  • A seguir e pelos mesmos motivos, os maluquinhos. Ponto
  • Depois… depois… depois… Ponto.

Grão a grão esvazia a galinha o ovo…

Wow!
Schließlich war ich recht, nicht wahr? - Adolph schreit über das Grab hinaus
(Ena!
Afinal, eu tinha razão, não tinha? – grita o Adolfo lá da tumba)

Pelos vistos, o único pecado que cometeu foi ter razão antes de tempo! Ora toma, Adolfo, grande benfeitor da Humanidade!…

Artigo polémico afirma que recém-nascidos não são pessoas e podem ser mortos

Dois investigadores, um italiano e uma australiana, defendem nas páginas do Journal of Medical Ethics (JME)- uma conceituada publicação da área da medicina - a ideia de aborto pós-parto. De acordo com Alberto Giubilini e Francesca Minerva, do ponto de vista moral, matar um recém-nascido, em nada difere de praticar um aborto.

Os investigadores das universidades de Filosofia de Milão e de Melbourne argumentam no artigo 'After-birth abortion: Why should the baby live?' ('Aborto pós-parto: Porque deve o bebé viver?') que um feto e um recém-nascido são dois seres «moralmente equivalentes», na medida em que ambos estão num estádio em que apenas têm o potencial para se tornarem pessoas. Como nenhum dos dois possui consciência, as mesmas razões que justificam o aborto sustentam o infanticídio.

No resumo da sua exposição explicam que «o aborto pós-parto deveria ser possível em todos os casos em que o aborto o é, e explicitam: «Inclusive quando não há malformações no feto».

Os especialistas em ética médica sustentam, no entanto, que o aborto pós-parto não é uma alternativa ao aborto («realizá-lo nas primeiras semanas da gravidez é a melhor opção», escrevem), no entanto, acrescentam que «se, depois do nascimento, se detectasse alguma doença que não tivesse sido identificada durante a gestação, ou as circunstâncias económicas, sociais ou psicológicas necessárias à educação de uma criança não estivessem reunidas» as pessoas deveriam ter a opção de não ficarem obrigadas criar a criança.(…)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

1644. "Veladas pela vida"

O confrade António Balbino Caldeira, do blog Do Portugal Profundo, postou acerca deste tema.

Porque, como não podia deixar de ser, também eu defendo a preserrvação da vida humana, sempre e sem subterfúgios, com um aceno de simpatia ao António,
aqui deixo a chamada para o assunto.
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terça-feira, 24 de julho de 2007

1193. Duas notas sobre a questão do aborto


Deixo aqui, sem comentários - até porque são desnecessários... - duas notas sobre a questão do aborto, a fim de que quem isto ler ajuize por si:


1ª questão
, que já tem uma ou duas semanas:

Foi superiormente decidido que o limite máximo de gravidez verificada, que permite que se proceda ao aborto, suave e capciosamente chamado de interrupção voluntária da gravidez, é de 9 semanas e 6 dias.

Foi ainda decidido que, após se verificar que aquele prazo não está excedido, pelo que o aborto pode ser feito, é dada à mulher - obrigatoriamente - um período de reflexão de 3 dias e, só depois desse período e se ela persistir na vontade de abortar, se procederá ao aborto.
Portanto, a mulher pode ir ate às 9 semanas e 6 dias, prazo limite para a verificação da gravidez e das condições para abortar.
Sem comentários, como prometido, mas com contas -

9 semanas e 6 dias + 3 dias = 10 semanas e 2 dias
ou seja,
neste caso o aborto será praticado
nunca antes das 10 semanas... e 2 dias,
quando o objecto do referendo e o que está vertido na lei
refere expressamente o limite das 10 semanas para a prática do aborto.

* * *

2ª questão, que é de hoje:

A Ordem dos Médicos, através do respectivo bastonário, veio dizer que médico que se declare objector de consciência para não realizar abortos no serviço público será sancionado no caso de o vir a fazer no sector privado.
E lamentou que o Governo não tivesse solicitado, como devia, à Ordem a tarefa de listar os médicos objectores, para controlo efectivo.
Questionado sobre o assunto, o ministro da saúde afirmou que esse é um problema da Ordem dos Médicos e que

ao Governo apenas interessa saber quais os médicos que,
em determinado hospital são objectores,
para "ali" não fazerem abortos.

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sexta-feira, 6 de julho de 2007

1172. Mude-lhe o nome!


O Hospital de Portimão, o Hospital de Garcia de Orta e a Maternidade Alfredo da Costa são os primeiros estabelecimentos a praticar o aborto a pedido da utente.
Notícia de há momentos, na SIC


* * *

Maternidade
- s.f. qualidade ou estado de mãe; estabelecimento hospitalar destinado a mulheres parturientes (De materno + -idade)
Qualquer dicionário de língua portuguesa

* * *

Há por aí alguém que seriamente seja capaz de afirmar que a chamada
Maternidade Alfredo da Costa, ao dispor dos seus recursos, materiais e humanos, para a realização de abortos, está a honrar o espírito que presidiu à intenção com que foi criada e o seu nome indica, isto é, está a servir alguma mãe, está a auxiliar alguma parturiente, ou seja, mulher que se prepara para ser mãe e põe nesse acto as suas melhores esperanças e anseios?

* * *

Assim sendo, senhor Correia de Campos, faça o favor de cumprir este também seu dever inalienável, que é o de não permitir que, em maternidade - que existe para ajudar a que seres humanos possam aceder à vida extra-uterina - se faça precisamente o contrário daquilo para que está vocacionada, pelo que um dia alguém a criou, ou seja, retirar a seres humanos a possibilidade de virem a ter uma vida extra-uterina.

Ou, quando para isso não se ache capaz, então, por uma questão de decoro, mude o nome à Maternidade Alfredo da Costa. Rapidamente!


Haja algum senso e dignidade, porque o país não é uma coutada onde cada um que, casuística e conjunturalmente, acede ao poder faz apenas aquilo que lhe dá na real gana, sem se julgar obrigado a prestar contas.

O país é mais do que isso e precisa de mais do que isso. Muito mais.
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quinta-feira, 21 de junho de 2007

1142. Sem comentários

Prática do aborto isenta de pagamento de taxas moderadoras

Todas as mulheres que decidam interromper voluntariamente a gravidez estarão isentas de taxas moderadoras no Serviço Nacinal de Saúde, tal como qualquer outra grávida. A garantia foi dada hoje pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, em conferência de imprensa, onde apresentou a regulamentação da nova lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), que entrará em vigor no dia 15 de Julho.
Público online

domingo, 25 de fevereiro de 2007

905. Aborto a simples pedido da mulher

O noss'primêro insistiu - na campanha pelo aborto livre, com especial ênfase a três e dois dias da votação - na necessidade que tínhamos de alinhar pela modernidade, ao lado dos países mais desenvolvidos da Europa a que pertencemos.
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Pois bem, volto ao assunto, para que fique tudo bem claro. E não em águas pútridas como é habitual.
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Vejamos, então, o que se passa na Europa, a nível de aborto livre a mero pedido da mulher.
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Apenas admitem, ou vão admitir, aborto livre, portanto a simples pedido da mulher, sem mais razões, os seguintes países (à frente a indicação do limite do prazo de gravidez, para a intervenção):
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10 semanas - Portugal e Eslovénia
11 semanas - Estónia
12 semanas - Dinamarca, Rep. Checa, Áustria, Eslováquia, Hungria, Roménia, Bulgária, Grécia, Letónia e Lituânia.
13 semanas - Holanda
18 semanas - Suécia
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Ressaltam destes dados, que são fiáveis e concrectos, várias conclusões:
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1. Dos países com os quais temos maiores afinidades e características comuns, ou seja, Espanha, França e Itália, nem um admite o aborto a simples pedido da mulher;
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2. Além destes, também Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Finlândia, Alemanha e Polónia, não admitem tal possibilidade;
...
3. Pondo de parte Holanda (13 semanas - que todos sabemos a bandalheira que é em termos de sexualidade, digo bem de sexualidade e de droga, bem como de família estruturada), Suécia (18 semanas - cuja taxa de suicídios é a mais elevada do Mundo, por alguma razão, se bem que não apenas por esta... mas também por esta certamente) e Dinamarca (12 semanas - igualmente extremamente liberal nestes assuntos e pertencendo a outro tipo de sociedade que não a nossa nem dos países mediterrânicos ou latinos), Áustria (12 semanas - não está na linha da frente dos países desenvolvidos), e Grécia (12 semanas - que há séculos não é exemplo para ninguém), apenas estão connosco os países constantes do ponto 5.;
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4. Nenhuma das potências europeias, desde as democracias mais antigas às mais recentes, se encontra no rol dos países que conferem à mulher - e a ela só - o poder de decidir discricionariamente sobre a morte do filho que traz no ventre;
...
5. Ficamos na companhia de Rep. Checa, Eslováquia, Hungria, Eslovénia, Roménia, Bulgária, Estónia, Letónia e Lituânia, que herdaram a sua situação, também nesta matéria, da extinta URSS, que, como bem sabemos, não primava pelo respeito pelos direitos humanos. Estão, pois, amarrados ainda a uma herança a que não tiveram capacidade para renunciar na totalidade ainda.

6. Se retirarmos da lista "dos qe vão ficar connosco" os antigos países de Leste, os tais, o resultado que se verifica é que, dos que antes já faziam parte da UE, apenas Holanda, Suécia, Dinamarca, Áustria e Grécia, na verdade, estão connosco, ou seja, países com os quais não temos a menor afinidade, como é sabido;

7. Não querem, pois, estar connosco
Espanha, França, Itália, Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Finlândia, Alemanha e Polónia.
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Significa isto que, além de ficarmos em dissonância relativamente aos países e povos com quem mais nos identificámos como povo, ao longo de toda a nossa milenar História, o grosso da coluna dos países com que agora passamos a identificar-nos são - com respeito se afirma, mas são-no na verdade - resultado da desagregação de um regime totalitário - o mais opressivo de quantos já se conheceram - para o qual os direitos humanos eram letra morta.
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Estamos, pois, em vias de descaracterização, relativamente ao espaço social em que se inserem os que nos são semelhantes e fomos levados a aderir a quem nada tem que ver com a nossa ídiossincrasia e história.
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A isto nos trouxe Sócrates, cantando e rindo. É também e principalmente por isto que a História o julgará. Severamente. Tardará, talvez, mas não faltará.

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É. Quando se analisam as coisas, à luz das evidências dos números e dos factos concretos, com estudo, sem demagogias nem inverdades, facilmente se chega à conclusão de que nem Sócrates consegue iludir o algodão. Sim, porque, na verdade, o algodão não engana. Nem se deixa enganar.
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sábado, 24 de fevereiro de 2007

899. Sócrates e a igualdade de oportunidades


Sócrates: Ainda há muito por fazer no combate à discriminação

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou esta sexta-feira que Portugal já deu passos significativos no âmbito da igualdade de oportunidades e no combate à discriminação, mas admitiu haver ainda muito para fazer.

«Claro que a igualdade de oportunidades compete, em primeira linha, ao Estado, mas não apenas ao Estado, também aos cidadãos, a cada um de nós e cada cidadão tem o dever de contribuir para uma sociedade livre», disse o chefe de Governo na cerimónia de apresentação do Plano Nacional de Acção do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades.

José Sócrates congratulou-se com o «orgulho que é para Portugal poder exercer a presidência da União Europeia durante o Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades».
Diário Digital

* * *

Ora, se há, noss'primêro, se há!

Quanto a discriminação e igualdade de oportunidades, o senhor, noss'primêro, Vossa Reverência, é uma verdadeira autoridade.

Só não estão aí para o atestar os morituri porque, como sabe, ainda nascituri, vão morrer mesmo. Por sua humanística iniciativa. Não fora esse facto desprezível e certamente que eles seriam os primeiros a atestar essa sua indiscutível autoridade. Uma pena, não concorda, noss'primêro?

E uma pena, porque eles é que saberiam avaliar bem essa sua característica. Os viventes "são muito... voláteis", como diria o seu camarada de lides, Jorge Coelho.

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(A partir deste post da "Sulista")
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

897. O calafrio de Jorge de Sena

Um calafrio me percorreu, de pensar que eu podia ter descido também, num balde despejado, pela pia abaixo (como outros irmãos meus que os meus pais não tinham querido).

E reagi, pensando maldosamente, como seria bom que soubéssemos, retrospectivamente, quem mandar a tempo por aquele caminho.


Jorge de Sena
Sinais de Fogo, Cap. XXIX

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

888. Portugal: Democracia abortiva

Portugal: démocratie avortive - la suite

Le référendum portugais sur la légalisation de l'avortement est un échec, puisque la participation n'a pas dépassé les 50% nécessaires pour la validation du référendum.


Est-ce que la question va donc être enterrée ? Et bien non, le gouvernement portugais va tenter cette fois-ci de passer par le parlement. Quelle belle conception de la démocratie, n'est-ce pas? Cela me rappelle cette histoire de référendum sur la constitution européenne: le peuple a voté négativement, mais on essaie de l'imposer quand même. On remarquera la présentation pleine de condescendance de l'article de TF1 :

Dans ce pays encore fortement imprégné de catholicisme [...]

Comme si être catholique c'est être sur la sortie et donc être has been...

(…)
lundi, février 12, 2007

dieu-seul.blogspot.com
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

881. Leitura Indispensável

Hoje, limitar-me-ei a fazer uma recomendação que julgo de alta relevância, tanto para quem se opõe ao aborto livre (a título de compensação moral), como para quem o apoia (porque nunca se está fora do tempo de corrigir desvios infelizes).

Vivamente recomendo que vá ao site A Aldeia e leia o artigo Conformismo e maturidade moral de Teresa Maduro Gonçalves, colocado online ontem ou anteontem.

Talvez que nele encontre bem explicitado e com exemplos bem documentados o que andei a pregar aqui durante várias semanas. Talvez que agora, mais esclarecido o assunto, algumas pessoas percebam do que efectivamente se estava - e está - a tratar. Mesmo que seja apenas uma a percebê-lo, já terá valido a pena. Mas tê-la-á valido igualmente, mesmo que não haja ninguém convencido, desde que a dúvida se instale em algumas mentes.

Atente bem nos termos e expressões


- conformismo,

- maturidade moral,

- experiência de Stanley Milgram

- quase 2/3 dos sujeitos estavam dispostos a correr o risco de causar a morte de outra pessoa, sob a autoridade do cientista

- esta experiência demonstrou que a maioria das pessoas não chega a atingir um estádio superior de desenvolvimento moral

- "A escravatura, eu sei que ela existe e existirá por muito tempo. Mas digo que fortalecê-la na lei, alargá-la e perpetuá-la é um erro" (Abraham Lincoln)

Uma vez lido e meditado o conteúdo do artigo, diga-me:

* Em que estádio de desenvolvimento moral entende que se situa quem aprova o aborto livre?


* E quem induz essa aprovação?

* E quem a defende argumentativamente?
......

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

880. Ora,




AQUI ESTÁ
O
ABORTO
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...
....
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...
...
...
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em todo o seu esplendor, como era de esperar, pelo que não constitui surpresa para ninguém.
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O governo do senhor acima retratado, ou seja, do noss'primêro, nada tinha preparado e em condições, para a hipótese de as suas propostas vingarem no referendo, como vingaram.
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Então, vai daí, logo na noite da vitória, começaram a desdizer-se, em sucessão sucedida sucessivamente sem cessar tão rápida que deixaram toda a gente boquiaberta, pensando e dizendo entre si:
...
- Mas, então estes senhores é assim que preparam os assuntos de governo e de interesse nacional?
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Parece que é mesmo. E, curioso, até hoje, ainda não pararam. Parece que não houve ainda tempo para reunirem e acertarem agulhas... Cada um que fala dá a sua versão de como as coisas se vão processar. E nenhuma delas condiz com qualquer das anteriores.
...
Vem o noss'primêro e diz que não vai haver consulta de aconselhamento; vem a seguir o ministro da saúde (não foi qualquer outro, foi logo o da saúde, grande autoridade, portanto, no tema!) e diz que sim, vai haver obrigatoriamente consulta de aconselhamento e de planeamento familiar.
...
Depois, no dia seguinte, vieram mais uns quantos, uns dizendo que sim e outros dizendo que não, outros que talvez sim, talvez não, e mais assim e menos assado... Para todos os gostos, que assim é que é lindo! Contentam-se todos... os tolos. Até que aparece de novo o ministro da saúde a dizer que, afinal, vai haver consulta de aconselhamento mas não é obrigatório o período de reflexão. Muito embora ele mesmo tivesse dito umas horas antes que sim, seria obrigatório...
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Mas, claro! Isso já todos sabíamos. Que não havia reflexão ali para os lados do governo, já não constitui segredo para ninguém, nem sequer para os nascituros que, agora legalmente, vão passar a morituros. Ave, (deixo-lhe, leitor, a possibilidade de aqui colocar o nome que quiser...), morituri te salutant.
Bem, que não é segredo para ninguém também não é bem assim. É-o para os tolos, mas esses não contam, porque apenas servem para bater palmas, rirem-se muito, de satisfação e embevecimento, e não usarem a própria inteligência nem a suposta capacidade para sentirem, quando se trate de dirimir conflitos de consciência, esperando que as dos seus gurus o façam. Ora, como estes estão muito assoberbados com o dize tu, direi eu, o que sabes não sei eu, não estão para aí muito virados, vê-se no que dá.
...
Aquilo não é um governo, senhores! É um albergue espanhol e, ainda por cima, uns falam catalão, outros castelhano, outros basco, outros galego e até parece que há uns quantos que dão uns toques no mirandês!... Resultado: como não sabem os outros "dialectos", não se entendem... dizendo cada qual o que entende. Pelo que se tem visto, não se consegue saber o que entendem... se é que entendem.
......
Foi tudo pensado e organizado em cima do joelho, comme d'habitude, aliás.
...
É que estudar dossiers custa que se farta. Já o sabia o senhor Mário Alberto. E nada mudou para melhor, "aperès lui" (sim, eu sei que é "après"; quem não sabe é ele...). Mas, também, para que serve estudar seja o que for, se os diplomas de bom aproveitamento escolar são entregues a qualquer um, por "escolas" que também não têm currícula que se veja, como é a esmagadora maioria do eleitorado?
...
E, assim, cá continuamos, cantando e rindo, levados, levados, sim, pelas veredas do aborto que 27% de nós votaram, para valer para 100% de nós e mais 100% dos que ainda hão de ser como nós, quando chegarem à idade legal... se os deixarem lá chegar, claro!
...
Não conseguimos sair do aborto. Deste aborto que se vê e em que nos vemos. Está aqui e vai ser difícil dar a volta ao texto. Vamos ter que aguentar com ele. A menos que os tais senhores, que agora se desdizem de duas em duas horas, se atrapalhem tanto todos uns aos outros que a coisa acabe por não passar daquilo mesmo, ou seja, um aborto... abortado. Ou um abortado aborto? Olhe, tanto faz. Vai dar no mesmo...
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

878. Se o Estado é rico e pode para uns…



Campanha no sentido de ser proposta a atribuição, às mulheres que optem por ter os seus filhos, em vez de abortarem, de uma retribuição de igual montante ao custo de um aborto livre (500€).

Esta ideia foi-me hoje referida, pela primeira vez, por António Balbino Caldeira, do
Portugal Profundo, em resposta a comentário que no referido blog inseri. Ficou a convicção de que dera a entender tê-la bebido de outro blog, que, na ocasião, não consegui apurar qual.

Surfando na Web, porém, eis que encontrei o blog
O Profano que, por sua vez, transcrevia uma frase apanhada ainda noutro blog, desta vez A Caverna Obscura que transcrevia a seguinte frase atribuída a João Paulo Malta:


Por cada aborto que o Estado pagar,
deverá subsidiar, com o mesmo montante,
uma mulher que pretenda levar até ao fim a sua gravidez.


Acrescenta o autor da frase que lhe custa pensar numa melhor. Frase, claro.

Pois bem: dir-lhe-ei, caro João Paulo Malta, que não precisa de se esforçar em busca de outra frase que melhor se adeque à situação que vivemos.
Esta sua frase contém todos os ingredientes necessários. E contém, acima de tudo, um elemento essencial à prossecução de um ideal de justiça, qual seja, o da preocupação de conferir a todos os cidadãos igualdade perante a lei.
Por isso, aplaudo a ideia e lhe digo que conte comigo para a divulgar, o que estou já a fazer, ajudando a que vingue. Bastará que se me dirija e diga o que se pretende que se faça mais, o que é necessário que se faça mais.

É que, embora a atribuição, pelo Estado, a cada mãe que decida ter o seu filho, de importância de montante igual ao custo de um aborto, também pago pelo Estado, não se mostre completamente justa – já que ter um filho resulta muitíssimo mais oneroso do que abortá-lo, para além de se revestir de dignidade incomparável – este, não obstante, é um passo no sentido de reparar uma ignomínia que acabou de ser perpetrada na sociedade portuguesa, por iniciativa de quem detém as rédeas do poder do Estado e, por isso mesmo, deveria evitar a criação de situações similares.

Ora, se o Estado pode afectar recursos à morte de nascituros, também é bom que os tenha para que os afecte – e aqui com maior razão de ser – à consequência natural inerente a qualquer nascituro, ou seja, vir para a vida.

E profundamente imoral e revelador de que o Estado, e de quem conjunturalmente o comanda, não agem de boa fé será a tal obrigação se escusarem. Porque não dispõem de argumentos válidos que possam esgrimir, no sentido de às responsabilidades que assumiram se eximirem, preservando a honra e a dignidade tão necessárias ao Estado e a quem o giverna.

Teorias mal digeridas e acções imponderadas e que não se conformam com a Ética e a Moral, acabam sempre por dar lugar a reacções, essas, sim, justificadas no campo da honra das instituições e dos seres humanos que as regem.
…

876. Até a Natureza...

A Mãe Natureza acaba de mostrar a sua revolta pela regressão civilizacional de ontem, em Portugal.

O forte estremecimento que se sentiu só pode ter sido devido a forte repulsa por algo que causa grande dano geral, sem a mínima justificação, por algo que constitui grave atentado à condição humana.

É. Também a Natureza, verdadeira Mãe, discorda aberta e veementemente da ignomínia que se constituíu no dia de ontem. E, assim sendo, manifestou-se. Quem não sente...
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875. Demografia portuguesa


Como é sabido, o último rencenseamento populacional feito em Portugal, apontava para a existência de 10 milhões e cerca de 200 mil portugueses.

Quem esteve esta tarde atento ao que se disse na Sic Notícias, designadamente por Fátima Abrantes Mendes - minha amiga e a maior autoridade em Direito Eleitoral existente em Portugal, com larguíssima experiência nestes temas, uma vez que, desde 1979 e até há cerca de 2 meses, ou seja, durante quase três décadas, esteve profunda e profissionalmente envolvida em todos os processos eleitorais e de referendo que foram tendo lugar - certamente teve oportunidade de ficar a saber que o universo
eleitoral português, ainda que com um número indeterminado de eleitores "fantasmas", andará pelos 9 milhões.

Significa isto que temos em Portugal cerca de 1 milhão e 200 mil portugueses com idade inferior a 18 anos (idade legal para votar).
...
Dito de outra forma, eis aqui a confirmação de que estamos reduzidos a um país de velhos e que não se renova.
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Uma verdadeira dor de cabeça e que vai levar à descaracterização da nação (conjunto de indivíduos com as mesmas características e costumes, que defendem os mesmos valores e aspiram a um ideal e uma pátria comuns) que fomos, pois que apenas a imigração poderá valer-nos, evitando a desertificação do território.

Perante tal quadro, mister seria que estivéssemos a abraçar uma política de fomento da natalidade. Isto, sim, seria uma política realista e séria.

Ora, que fazem os soi-disants governantes que em desdita nossa nos calharam na rifa, a começar pelo noss'primêro, que por aí continua cantando e rindo descuidadamente como é seu apanágio?

É preciso dar resposta a esta pergunta? Ou ela evidencia-se por si própria?
...

domingo, 11 de fevereiro de 2007

874. O absurdo de novo à solta


Noite de apuramento dos resultados do referendo.

Louçã:
- A maioria dos católicos vota SIM.

O campeão português do nonsense teve mais uma das suas castiças saídas.

E fica seráfico e místico, depois de jeter uma destas pela borda fora!

Onde raio terá o mais jovem a cada dia que passa, líder do BE, ido colher esta ideia peregrina? Só pode ter sido ao mesmo alfarrábio que lhe assegura - e a outros que tais - que em Portugal há 20 e tal mil abortos clandestinos anualmente.

Só pode... Ambas as tiradas são do mesmo tipo, pelo que as informações sê-lo-ão igualmente.

Valha-nos São Anacleto (deve existir algum...), para, ao menos, esboçarmos um sorriso, mesmo quando a disposição para tal é nenhuma, como é o caso desta noite. Se bem que rir - ou mesmo sorrir - destas coisas seja pouco caridoso, na verdade.
...

873. 11 Fevereiro 2007 - dia negro para os Portugueses


A minha amiga Sulista tem razão quando, no seu blog afirma que o povo é soberano e que a maioria não quis assumir a responsabilidade pela liberalização do aborto.

Na verdade, na sua esmagadora maioria 56,5%* do universo eleitoral (os abstencionistas) mais a percentagem de 41%* dos votantes no Não dá um número elevadíssimo de quem não quis ligar o seu nome a uma tal ignomínia.

Não obstante isso, estou com Matilde Sousa Franco que, na Sic, acaba de dizer que está triste porque, este resultado significa um recuo civilizacional do nosso país.

Efectivamente, assiste toda a razão a Matilde Sousa Franco, porque o que vai ficar para a História é que Portugal e os Portugueses entraram hoje no combóio da regressão civilizacional. E, em termos de direitos, liberdades e garantias individuais, precisamente relativamente ao direito individual mais importante - e que por isso mesmo deveria ser o mais acarinhado - de quantos o ser humano pode reclamar para si, ou seja o direito de nascer, o direito de ter uma vida, assim acontece.

Trata-se da página mais negra da nossa História comum, em termos civilizacionais. Nós, que fomos pioneiros na abolição da pena de morte!

O estar individualmente liberto desse labéu - porque não foi essa a minha opção e contra ela combati - não me deixa mais sossegado do que nesse mesmo âmbito, o individual. Mas eu não sou um indivíduo isolado. Vivo numa comunidade e, no que que concerne à minha integração nessa comunidade que é o povo português que se diz - e tem sido até hoje - humanista, sinto-me mortalmente atingido.

Não importa o que o ministro da justiça, uma vez mais alegre e alvarmente faltando à verdade e sabendo que o faz, declarou, também, há pouco, na RTP, ou seja, que estamos no combóio da civilização, tal como a grande maioria dos países mais avançados do mundo, o que é redondamente falso e ele sabe que o é - para confirmar, basta ir confrontar os dados oficiais e sérios de cerca de 200 países que circulam aí pela Web, por exemplo, aqui, no blog do meu amigo Azurara, que linka para os dados oficiais da ONU.

O que importa, isso sim, é a realidade. E a realidade é que hoje uma parcela do povo português, que não foi integralmente maioritária, mas que é formalmente democrática - embora aqui a democracia formal não esteja necessariamente umbilicada com a razão, como não está - optou por dar força a quem já era o mais forte, a mulher grávida, ao mesmo tempo que a tirava a quem já pouca a tinha e agora menos ainda terá, ou seja, o filho que aquela traz no ventre. Ele tem consigo a Razão, mas de que lhe serve se lhe extorquiram a Força?

Este 11 de Fevereiro de 2007 é, pois, um dia para não mais esquecer. O dia mais triste e mais negro que Portugal já teve, que os Portugueses já sofreram e que a sua História de país quase milenar e até aqui sempre humanista já registou.

Haverá muita gente que disso não se aperceberá agora e será mesmo levada a entender que o que me faz escrever estas linhas é um sentimento de frustração pela derrota.

Entender nesses termos, porém, é lavrar em erro grosseiro. Como já tive oportunidade de dizer, este assunto nada tem que vem com meros perdas e ganhos eleitorais, porque não se trata de uma questão comum, de lana caprina, como tantas vezes é a eleição de um governo, por exemplo.

Este assunto é - apenas e só - a equação mais difícil e importante que ao ser humano algum dia pôde se apresentado, para que resolvesse. Trata-se da sua própria dignidade enquanto ser humano e do reconhecimento ou, pelo contrário, da negação da vida a seres que a si são semelhantes, portanto com iguais direitos, que não lhes podem ser negados.

Por isso estou triste, imensamente triste. Triste por mim, triste por Portugal, triste, muito triste pelos Portugueses. Jamais me passou pela mente admitir que um dia em Portugal, este povo, uma parcela dele, ainda que conjunturalmente, se colocasse numa situação tão pouco humanista e, até mesmo, humanitária.

Quem não perceber isto agora, que deixe passar algum tempo e talvez o venha a entender mais depressa do que imagina. De qualquer modo, será tarde. É a história da pedra que alguém atira. Uma vez lançada, é facto irremediável.

A minha tristeza é profunda, muito profunda, creiam. E a vergonha não é menor.
...

* Números provisórios, uma vez que estou a escrever antes do encerramento do escrutínio
...

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

871. O embuste

Aqui têm, senhores, um dos motivos por que me tenho referido ao embuste que constitui a argumentação de muitos - e principais - apoiantes do Sim do aborto livre até às 10 semanas.

A começar pelo noss'primêro, que não se coíbe de afirmar - ainda ontem o fez aos gritos, como ele tão bem sabe... - que temos que nos igualar aos países mais avançados, que não podemos deixar de "entrar na modernidade".

Vejamos, então, quem são, na Europa, os países da modernidade e os do atraso.
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Está, agora, pois, a saber com quem ficaremos equiparados na questão do aborto "a pedido da mulher", que não necessitará de qualquer fundamentação em razões graves...

A quem ficaremos, pois, equiparados na modernidade...

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870. Socorro!


869. Sondagens e “primêros”…


Há coisa de menos de 30 dias, as sondagens, todas as sondagens, davam o Sim como vitorioso por margem folgadíssima, não inferior a 20, 25%.

Ontem, a Eurosondagem, empresa muito respeitável e certamente digna de ser considerada de crédito - como, ali
ás, qualquer empresa - pertença de um militante socialista, de seu nome Rui Oliveira e Costa, dava a conhecer que o Sim estaria à frente do Não em cerca de 6%.

Dizer-se que está na dianteira por 6% significa que está à frente, na realidade dos números, por 3%. Porquê? Porque basta que o Não suba 3% para que fiquem empatados, uma vez que a percentagem que um sobe é igual à que o outro desce.

Em menos de um mês passar de uma vantagem superior a 20% para uma outra de 3% é obra!
Assim se compreende a ameaça feita pelo noss’primêro, aqui há dois ou três dias atrás, de que, se o Não saísse vencedor do referendo, ele não alteraria a lei…
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868. “P’ra pior, já basta assim…”


O noss’primêro, em reunião de apoiantes do Sim, ontem à noite, botou falação.

E que disse o noss’primêro?

Apenas isto:

Portugal tem que se alinhar pelo grupo de países que já liberalizaram o aborto. Não pode, em resumo, deixar de entrar na “modernidade”.

Magnífico discurso! Muito digno.

Se nos detivermos a analisar serenamente as palavras de tão ilustre governante, uma primeira conclusão temos que retirar:

Sua excelência não diz que a legalização do aborto seja uma coisa digna, não! D
iz, isso sim, que temos que copiar outros. Como no "reisinho mandado", talvez, digo eu...

Significa isto que, de novo, não se trata de pensarmos pela nossa cabeça. Devemos, pelo contrário e uma vez mais, imitar outros, independentemente da bondade ou maldade da acção que esses outros praticaram. Se eles um dia se lembrarem de ir... lamber sabão, digamos, lá teremos que ir também. E, alerto para a circunstância de lamber sabão não ser assim tão gravoso para quem não gosta. Há coisas bem piores. Se há!...

Ou seja, o noss’primêro ficará todo catita, feliz e contente se nos convencer a reduzirmo-nos a macaquinhos de imitação. Fazemos as coisas, não pelo seu real e intrínseco valor, mas porque os outros o fizeram também. Inconscientemente, sem o mais ligeiro pensamento próprio, sem o mais leve juízo crítico, portanto. Devemos actuar por cópia, como os macaquinhos de circo. Ora toma!

Elucidativo!

Continuando a analisar as palavras do noss’primêro - que nos calhou em sorte, claro! - poderemos concluir que ele acha que, legalizar a possibilidade de uma mãe, discricionariamente, se desfazer do filho que traz no ventre e que, não em todas, mas na maior parte das circunstâncias, concebeu porque assim quis ou porque foi descuidada – há tantos meios de prevenção que a dificuldade é quase só a de escolher qual o mais adequado… – é entrar na “modernidade”. Na "modernidade", tome bem nota!...

Não vale a pena acrescentar seja o que for. O noss’primêro bateu no ponto e bateu todos os pontos. Em cheio. Na mouche. Calou bem fundo.


Grande e insubstituível, o noss’primêro! Que Deus o proteja e guarde por muitos anos, entre nós, embora lá distante da turba, no assento etéreo onde o alcandoraram. Por mim, não quero outro. Este chega-me. E sobeja!

Como é que cantava o Sérgio Godinho? Ah, pois! “P’ra pior já basta assim…”
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