Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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terça-feira, 26 de maio de 2009

2234. Solidariedade em tempo de crise profunda


No site do Movimento para a Democracia Directa - DD, e integrado na acção que aquele movimento de cidadania está a desenvolver, sob o título "Solidariedade em tempo de crise profunda" foi publicado artigo de minha autoria que julgo de interesse geral, pelo que sugiro a sua leitura.

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

2196. Setúbal - É preciso lata!...

"Bela Vista vai na terceira geração de excluídos"

Arquitecto Charters Monteiro, que projectou bairro de Setúbal, critica Governo de adiar a sua recuperação
SUSANA OTÃO

José Charters Monteiro foi o responsável pelo projecto de arquitectura do Bairro da Bela Vista, em Setúbal. A tipologia tem sido criticada, mas o arquitecto diz que o problema está na conjuntura social e não nos edifícios.

"A Bela Vista é apenas o sinal. Com a actual crise de modelo social e económico e perante a ineficiência das medidas de governação, estaremos a caminho do alastramento de processos como os da Bela Vista que se estenderão a muitas outras áreas urbanas empobrecidas e sem futuro viável". A voz crítica, mas ao mesmo tempo preocupada, de José Charters Monteiro reflecte a sua posição quanto a uma intervenção urgente no bairro sadino, acusando, no entanto, o Governo de não lhe prestar "a merecida atenção".

"O seu plano e os seus edifícios são o cenário de um processo onde a miséria da população leva às mais graves consequências", justificou.

O arquitecto realça que a população da Bela Vista representa um "caleidoscópio de culturas e nações", mas também "todo o tipo de carências", que se vieram a acentuar, desde que o bairro foi construído, na década de 70, e enunciou a raiz dos principais problemas: "A generalizada falta de instrução e de formação profissional que abrange as diferentes gerações, o desemprego crónico e o recurso ao rendimento mínimo de subsistência. Estes factores são, por si só, capazes de provocar os maiores problemas sociais e de relacionamento, qualquer que seja a proveniência e composição da população residente e qualquer que seja a área urbana em causa", destacou, para defender uma intervenção "imaterial" que deverá abranger a "educação, a formação profissional e a oferta de emprego".

Além disto, Charters Monteiro realça a necessidade de uma aposta "material", no que respeita à requalificação das componentes construídas, como os espaços públicos e colectivos e os edifícios. "Ao longo de 35 anos e apesar da persistente acção física de destruição e demolição, tem resistido, porque não é uma arquitectura de 'pladur'", salientou.

Em consequência, considera que a conjuntura social tem vindo a criar uma população "excluída". "Vamos na terceira geração de excluídos ", afirmou. Defende a intervenção urgente no bairro, mas destaca que ela "não tem merecido da parte do Governo Central a necessária atenção nem importância".

"Enquanto isto não acontecer, não aparecerá uma primeira e diferente geração de cidadãos na Bela Vista", defendeu, para concluir que a "pobreza material e imaterial é a questão central para as populações, qualquer que seja o seu bairro".

(...)

JN 2009.05.15

* * *

Na verdade, é preciso ter lata para vir criticar seja o que for, o autor da porcaria de um projecto vergonhoso, que já na altura em que foi levado para a frente se sabia que iria dar naquilo, tendo a vista os similares americanos já há muitos anos existentes.

Afirma o "artista" que "vamos numa terceira geração de excluídos". O que é que isso tem a ver com o caso do projecto? Mesmo sem excluídos e com elites a viver nele, continuaria a ser um projecto simplesmente vergonhoso e que convida à promiscuidade mais desenfreada e à insalubridade mais doentia.

Claro que a responsabilidade maior nem é dele. É bem mais de quem lhe aceitou o aborto. Mas, tendo projectado tal aberração, ao menos que agora se calasse. Mas não, tinha que vir debitar sentenças, como se nada tivesse que ver com o assunto...

Este pobre país está cada vez pior. A cada cavadela, sua minhoca...

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

1838. Uma ideia a reter e a concretizar

Texto recebido por email:



Aqui vai uma ideia a fazer toda a diferença.

Quando as mãos dão, o coração
enche-se de alegria.

E por que não encher de alegria
o coração de algumas crianças?


Vá lá... não custa nada... não dói...
e com toda a certeza
vai fazer brilhar os olhos dos miúdos


Faça isso...
não por eles, mas por si


Será algo de diferente, este ano, no Natal!

Sim, Natal... Daqui a pouco ele chega.

Que tal ir a uma agência dos Correios,
pegar numa dos 17 milhões
de cartas de crianças pobres

e ser o Pai ou Mãe Natal
de uma delas?


Há a informação de que existem
pedidos inacreditáveis.


Há crianças pedindo
um casaco, uma blusa para o frio,
para a avó...

É uma ideia.

É só pegar a carta
e entregar o presente

numa agência dos correios,
até 20 de Dezembro.

O próprio correio se encarrega
de fazer a entrega.


Vá lá...
Ao menos uma vez na vida, caramba !







Gentileza de FAM
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

1321. Que estará a passar-se?

Estou a ficar verdadeiramente estupefacto!

De ontem para hoje, subitamente, houve um acentuado acréscimo de visitas ao Blog, mesmo de gente que há algum tempo já cá não vinha, mais precisamente desde que estive uns dois meses afastado da Blogosfera.

E até de pessoas que, tanto quanto consigo saber, jamais me tinham visitado ou o tinham feito de modo muito esporádico.


Mas a minha surpresa não pára por aqui.

Chegou-me também cerca de dezena e meia de emails de frequentadores habituais do Blog e de não frequentadores, expressando simpatia e solidariedade. Sim, simpatia e solidariedade!!!


Estou sinceramente estupefacto! Ignoro em absoluto o que se passa. Será que alguém pode e quer dar-me a explicação do sucedido?

Tudo isto é uma surpresa para mim. Muito agradável porque me faz saber que o que vou escrevendo vai chegando com algum agrado às pessoas e elas me aceitam muito melhor do que eu esperava, sim, mas surpresa, ainda assim.

Que terá acontecido que eu tenha feito, sem saber, ou que alguém tenha feito por mim ou para mim, sem que eu tenha sabido também, para que tudo isto, tão agradável, me esteja a acontecer?

Estou a gostar, lá isso estou. Mesmo que nunca venha a conhecer o motivo de tal acontecimento feliz, não deixarei de gostar. E muito.

Por essa razão, a todos, sem excepção, endereço os meus melhores agradecimentos e a expressão do muito apreço pelo apoio que me estão dando, sem, que eu, contudo, saiba porquê.

Resta-me agradecer também - e de forma muito especial, que me desculpem todos os restantes blogamigos - à pessoa (ou pessoas, que sei eu?) que para tal sucesso terão contribuído de forma decisiva, tão carinhosa, tão socialmente relevante.

Sinceramente, não me considero merecedor de tamanha distinção.


De qualquer forma, o meu Natal, por tudo isto, vai ser muito mais alegre e compensador.

Bem hajam, pois! Também por fazerem da Blogosfera um cadinho de simpatia extrema e solidariedade sem limites, onde cada vez mais apetece estar.

Num Portugal cuja sociedade está a extremar-se de forma quase assustadora já, constitui um refrigério, um bálsamo para a alma ser-se objecto de tamanho afecto. De tal modo que faz renascer a esperança em melhores e mais risonhos dias para o todo que constituímos.

Até nisso a Blogosfera é diferente para melhor e se mostra capaz de revigorar os laços sociais entre os cidadãos, em busca de uma sociedade mais justa e congregadora.

Claro que, como em tudo, há excepções, mas elas não passam, afinal, de meras confirmações da regra. E, claro, têm a importância que têm e daí não passam, porque chegaram ao ponto de incompetência de que falava L.J Peter, em relação à Administração e à hierarquia que nela se desenvolve e medra. O célebre "Princípio de Peter".

O caminho é em frente e faz-se caminhando. Então, continuemos a avançar. Estupefactos, sim, mas sempre em frente.
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