Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

segunda-feira, 19 de março de 2007

944. All... parvo!


Ora diga lá: acha que ainda há dúvidas? Não?

Claro! Tem toda a razão!...

Não restam dúvidas: All... parvo!


Explicava assim o sôr ministro:

- "All" é uma palavra que significa "tudo" - e nem se deu ao cuidado de dizer em que língua, certamente porque partiu do princípio de que toda a gente que assistia às suas open mind sentences conhece a língua de que se trata e a que se referia, sem o mencionar, o sôr ministro.

Ora, se é como o sôr ministro afirma, o nosso Algarve, cuja designação até agora provinha do árabe al-Gharb al-Ândalus, ou seja, o ocidente de Andaluz, mais explicitamente, a parte ocidental de uma Andaluzia, que constituía o centro islâmico da cultura, da ciência e da tecnologia da Península Ibérica, portanto, Al-Gharb, Algarve, agora deixou de ser o que sermpre foi. Por obra e graça do sôr ministro e de outras iluminações que por aí peripateticam.

Pois bem, sigamos, então, o brilhante raciocínio do sôr ministro que, certamente não por desconhecimento, menos ainda por desleixo, mas vá lá saber-se porquê!, resolveu que se deixasse passar à desfilada sobre estas coisas, como cão por vinha vindimada.

Se Algarve significa originalmente "o ocidente", e o sôr ministro, do alto da sua cátedra, afirma que "all" significa "tudo", digamos que daí se retira que Allgarve, passará a significar "tudo-ocidente", o que, assim à primeira vista, parece coisa estranhíssima... sem sentido nenhum... aberrante, não?


Dando der barato que nós, portugueses, temos que os sofrer, somos obrigados a padecer da maleita atroz que se revela este governo a cada cavadela que dá, pergunto:

- Mas... e os árabes? Que andaram os homens dos turbantes a fazer por cá, para, "all" fim, nos deixarem uma herança de raiz não árabe mas inglesa, precisamente numa época em que de ingleses e aparentados nem cheiro?


Allgarve = tudo ocidente!... Não será antes tudo-acidente? Acidente o sofrermos as dores das chagas que este governo nos inflinge quase diariamente?

ALLPARVO, sem dúvida! Ou seja, nas palavras do próprio sôr ministro - sim, que eu jamais me atreveria a não seguir rigorosamente a pisadas ministeriais - TUDO PARVO!

Eu, pelo menos, estou. Palavra! Raios me partam se esta alguma vez me passou pelo bestunto! Nem a Belzebu tal lembraria.

Numa coisa estamos todos de acordo, creio:

Há, na verdade, experiências que marcam. Como ferrete. Esta é seguramente uma delas.

Porra, minha gente! Tem que haver um limite para tudo. Até para...

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