Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 28 de junho de 2009

2379. Quarenta, pá?!


Jardim Gonçalves continua a ter avião pago
e 40 seguranças
SIC Online - 2009.06.28

* * *

Essa coisa do avião pago não me faz grande impressão, até porque o homem, se tiver de fugir, deve fazê-lo rapidamente para não ser apanhado, o que de carroça não é lá muito viável.

Portanto, embora seja depositante do Millennium e comece a temer pelo destino dos 500M€ que por lá andam em depósito que, ainda por cima, nem é de retorno seguro - or whatever - não é isso que me aflige.


O que me causa grande surpresa e dificuldades de aceitação é a questão dos 40 seguranças! O homem até nem parece ser assim tão grande como isso, caraças, pá!

Se 10 pegarem nele, os restantes 30 ficam sem espaço para lhe pegarem também. Ora, assim sendo, estarão à boa vida. E eu a pagar-lhes... Ná, discordo!
Não está certo!
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

2293. Do ministro das finanças exige-se clareza!

O ministro das Finanças tem vindo a fazer afirmações que me parece necessitarem de esclarecimento completo, para que se confirme ou infirme o que parece estar a perfilar-se no horizonte.

São elas as de, no caso do Banco Privado Português, os interesses dos depositantes - de risco, sublinhe-se! - virem a ser defendidos por outros bancos.

Ora, sabido que é que a banca, de modo geral, não se aventura em negócios ruinosos, sem que, à partida, garanta retorno adequado, cabe perguntar e exigir resposta cabal:

- Não está o Estado a preparar-se para oferecer a negócios privados a garantia de retorno de investimentos de risco geridos com, pelo mínimo, incompetência e, pelo máximo, má fé, com dinheiros provenientes do esforço dos contribuintes cumpridores, através de incentivos aos bancos intervenientes, de forma indirecta, discreta, capciosa mesmo, uma vez mais lesando o interesse público?

É legítima a pergunta, em face do que se passou com o BPN.

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2292. Como é que se tem a coragem...?

O primeiro-ministro considerou esta terça-feira que a decisão de não envolver o Estado num processo de capitalização do BPP, é uma medida que "serve o interesse nacional" e preserva "o dinheiro dos contribuintes".
SIC online 2009.06.10

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Também considero que seja.

No entanto, confesso que, no lugar do primeiro-ministro, eu teria uma tremenda dificuldade em proferir tal afirmação.

Para além da questão dos dois pesos e duas medidas, não explicada como mister é que seja, depois de um governo meu ter malbaratado milhões e milhões de euros dos contribuintes para evitar o que é inevitável, ou seja, deixar cair o Banco Português de Negócios, como seria possível eu vir dizer isto em público, para a Comunicação Social reproduzir?


Sim, como é possível ter-se a coragem de fazer afirmações destas?! Claro que há nítidas intenções eleitoralistas envolvidas. Mas a conclusão a que se chega é que há pessoas que dificilmente aprendem e menos ainda perdem hábitos...

Podem, no entanto, ser ensinadas. E devem mesmo sê-lo. Persistentemente e com paciência. Sem a mínima hesitação.
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sábado, 30 de maio de 2009

2249. O que me afecta e o que não...

Vital Moreira diz que a "roubalheira" do BPN foi praticada por gente do PSD.

Miguel Portas responde que Vital se esquece de dizer que quem lesa os portugueses ao malbaratar tanto dinheiro no BPN é o Governo PS.

* * *

Parecendo terem ambos razão, devo dizer que, nada me afectando o significado da afirmação de Vital, me consterna a de Miguel.

Porquê? É simples:

Enquanto o primeiro se refere a assunto do foro privado de poucas pessoas, sendo claramente um caso de polícia e de justiça criminal, que as entidades próprias devem investigar e punir na medida do possível e se assim for pedido pelos lesados, mas que em nada me afecta ou aos portugueses em geral, com o qual, portanto, nada tenho que ver nem dele cuido de saber, excepção feita à questão do membro do Conselho de Estado,

o segundo, ou seja, o desperdício, pelo governo do PS, de rios e rios de dinheiro dos contribuintes, na "salvação do BPN", com a abusiva* alegação de que não se o pode deixar falir, por uma questão de credibilidade da banca portuguesa (!!!), já o caso muda de figura. E muito!

De acordo?

* abusiva, para ser moderado na linguagem, pois que deixar que o banco fosse à falência, como irá, aliás, ao contrário de descredibilizar a banca portuguesa, muito a teria credibilizado pois que teria significado que ela funciona correctamente e com regras claras, transparentes e necessárias, não com subterfúgios, enganos e mentiras, à volta de uma "alegada, cretina e mascarada credibilização".
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sábado, 5 de janeiro de 2008

1367. MillenniumBCP cada vez mais na mesma...











As comadres zangam-se a sério...

E o consenso, que era tão grande, ubi est?

Sim, onde está a harmonia tão apregoada nesta lista do Governo?









( continua )