Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim! Assim se vai confirmando que o Homem é, a jusante da circunstância que o envolve, produto de si próprio. 2004Jul23
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 27 de novembro de 2011
2805. BPN - Os gatunos particulartes e os outros...
Que tenho eu que ver com os crimes de particulares contra particulares, que é o caso de quem gatunou o BPN? Nada! Rigorosamente nada.Primeiro, porque quem agiu contra o banco não era governante; em segundo lugar porque os particulares que desfalcaram o banco não me causaram qualquer prejuízo, directo ou indirecto.
No caso BPN, quem me causou prejuízo foram Sócrates e Teixeira dos Santos que, com dolo -- sim, com dolo, porque tinham consciência das consequências do que faziam, que seriam terríveis para o conjunto dos cidadãos -- o nacionalizaram servindo-se de justificações sem pés nem cabeça, já que a única atitude a tomar teria sido deixá-lo ir à falência.
Provocaram, deste modo, um prejuízo bem maior do que os que roubaram a depositantes no banco.
Portanto, quanto à primeira parte, nem sequer posso meter os primeiros em tribunal, porque serei julgado parte ilegítima por não estar no rol dos lesados.
Quanto à segunda parte, porém, a da injecção de milhões de euros no BPN, para que não entrasse em falência, quando se sabia que a única solução era essa mesmo, isso sim, posso ser e sou parte interessada e, como tal, serei aceite em juízo.
Resumindo:
Há dois crimes cometidos no caso BPN.
Com o primeiro, de burla, abuso de confiança e sei lá que mais, relativamente a dinheiro de particulares, cometido por particulares contra um banco privado, nada tenho que ver. As vítimas desse roubo que actuem, para reaver o seus prejuízos. Podem mesmo recorrer ao fundo de garantia bancária, que para isso existe.
Quanto ao segundo, de gestão danosa dos recursos do Estado, do País -- nossos, portanto -- cometidos por governantes que abusivamente os delapidaram, enterrarndo-os num banco particular que, à partida, se sabia estar condenado, aí sim, sou parte interessada, e devo exigir que os responsáveis respondam em juízo. E quanto mais depressa melhor.
É sob esta perspectiva que os dois casos têm de ser analisados e não misturando-os, porque nada têm que ver um com o outro.
O que foi dito quando à necessidade de evitar que o banco fosse à falência não passou de foguetório para endrominar incautos. Com dolo. Todos os dias há por esse mundo fora bancos a falir e o respectivo Estado não corre a "salvá-los" à custa do dinheiro dos contribuintes. Era o que faltava. Ademais, o que é que o Estado salvou? Nada. Apenas afundou mais. Portanto, é conivente na patifaria feita. Conivente e incrementador.
É bom que as pessoas tenham isto em mente, porque os casos não devem ser misturados, como o têm sido, por interesse exclusivo dos mandantes abusadores que actuavam com as costas quentes pelo Estado.
É triste ter que reconhecê-lo mas é a realidade: há entre os Portugueses uma grande falta de capacidade discernimento de análise serena dos acontecimentos.
Deixamo-nos ir nas primeiras balelas que nos impingem, sem o cuidado de pararmos um instante para pensarmos no assunto, separando o trigo do joio. E, por isso, nunca chegamos a lado nenhum, jamais conseguiremos obrigar os responsáveis a sentarem-se no lugar que lhes cabe por direito próprio, ou seja, em certo banquinho existente nas salas de audiência de um qualquer tribunal criminal.
Por essa razão em Portugal tudo fica por águas de bacalhau. Ficamos sempre por isso, muito embora tivesse havido tempos na nossa História em que não éramos assim. Há, pois, uma evidente degeneração da alma, do sentir, a postura social portugueses. Que está difícil de recuperar, a partir do momento em que labregos, vindos das berças, sem quaisquer princípios de mínima educação social e mesmo de educação tout court, se apoderaram do Poder e dele fizeram coutada própria. Como Hitler. Democraticamente, Também como Hitler. Ainda que salvaguardando as necessárias distâncias, porque ainda não chegámos às armas e aos genocídios. Ainda! Se bem que, por vezes, cheguemos a pensar que se dispusessem dos mesmo meios...
Temos sofrido muitos dissabores e tratos de polé com tal atitude. E parece que as sucessivas lições que temos recebido para nada têm servido, por caírem em saco roto e descosido.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
2803. Asduas metades criminosas do caso BPN

O caso por que Duarte Lima está actualmente detido nos calabouços da Polícia Judiciária, em Lisboa, é simplesmente um caso de polícia e, como tal, deve ser encarado por todos, averiguado até à exaustão e julgado, sob os auspícios da lei.
Tentar fazer dele um caso político é manobra torpe de querer que tape outras patifarias nascidas à sua sombra.
O caso BPN divide-se em duas partes:
1. A primeira, consiste nas manigâncias e roubalheira praticadas pelos seus dirigentes à altura, relativamente ao qual corre termos um processo em que Oliveira e Costa é arguido e de onde foi extraído este que agora é movido contra Duarte Lima.
2. A outra, insere-se na esfera política -- muito embora possam existir igualmente aspectos criminais a ter em conta -- e nela cabe a actuação do governo vilarista, que transformou um simples caso de polícia, a ser resolvido nos tribunais, em algo de mais grave para o País, ao impedir que o Banco fosse à falência, como devia ter ido, a exemplo do que acontece todos os meses por esse mundo fora, sem que dessas falências resulte mais do que os prejuízos inevitáveis para todos aqueles com quem o falido mantém relações.
Relativamente à primeira parte, nada com ela tenho que ver, nada tem o cidadão comum que ver. Para o assunto nem sequer devemos ser chamados. É do foro particular, entre o Banco e seus responsáveis e os respectivos clientes. Como não sou nem jamais fui cliente do BPN, Oliveira e Costa e todos os outros não me lesaram minimamente. Que sejam julgados e condenados se for caso disso, mas não por me -- ou ao cidadão comum -- terem causado qualquer prejuízo
No que concerne à segunda, porém, já tenho que opinar e insurgir-me. Porque a actuação malsã do governo então em funções me entra pelos bolsos e me prejudica gravemente.
Os autores da primeira manigância estão já sob a alçada da lei. Isso é lá com a lei e com eles.
Os da segunda, quando passarão a estar também? Isto já é com a lei, com eles e comigo, connosco.
Vai ser mais uma das maravilhas em que Portugal de há décadas é fértil, ou seja, a responsabilidade de gestão danosa nunca é obrigada a responder pelos seus actos?
OS DUAS METADES CRIMINOSAS DO CASO BPN
O caso por que Duarte Lima está actualmente detido nos calabouços da Polícia Judiciária, em Lisboa, é simplesmente um caso de polícia e, como tal, deve ser encarado por todos, averiguado até à exaustão e julgado, sob os auspícios da lei.
Tentar fazer dele um caso político é manobra torpe de querer que tape outras patifarias nascidas à sua sombra.
O caso BPN divide-se em duas partes:
1. A primeira, consiste nas manigâncias e roubalheira praticadas pelos seus dirigentes à altura, relativamente ao qual corre termos um processo em que Oliveira e Costa é arguido e de onde foi extraído este que agora é movido contra Duarte Lima.
2. A outra, insere-se na esfera política -- muito embora possam existir igualmente aspectos criminais a ter em conta -- e nela cabe a actuação do governo vilarista, que transformou um simples caso de polícia, a ser resolvido nos tribunais, em algo de mais grave para o País, ao impedir que o Banco fosse à falência, como devia ter ido, a exemplo do que acontece todos os meses por esse mundo fora, sem que dessas falências resulte mais do que os prejuízos inevitáveis para todos aqueles com quem o falido mantém relações.
Relativamente à primeira parte, nada com ela tenho que ver, nada tem o cidadão comum que ver. Para o assunto nem sequer devemos ser chamados. É do foro particular, entre o Banco e seus responsáveis e os respectivos clientes. Como não sou nem jamais fui cliente do BPN, Oliveira e Costa e todos os outros não me lesaram minimamente. Que sejam julgados e condenados se for caso disso, mas não por me -- ou ao cidadão comum -- terem causado qualquer prejuízo
No que concerne à segunda, porém, já tenho que opinar e insurgir-me. Porque a actuação malsã do governo então em funções me entra pelos bolsos e me prejudica gravemente.
Os autores da primeira manigância estão já sob a alçada da lei. Isso é lá com a lei e com eles.
Os da segunda, quando passarão a estar também? Isto já é com a lei, com eles e comigo, connosco.
Vai ser mais uma das maravilhas em que Portugal de há décadas é fértil, ou seja, a responsabilidade de gestão danosa nunca é obrigada a responder pelos seus actos?
sábado, 11 de julho de 2009
2433. A arrogância pouco inteligente

só não surpreendem
porque de há muito nos habituámos
a dele não esperar mais... nem sequer menos...
apenas isto...
Estará o homem convencido
de que somos todos burros,
sendo ele o único "inteligente" do burgo?
Mas, se assim é, então,
o seu conceito de inteligência
deixa muito a desejar.
Arrogância, pesporrência
e desrespeito por órgão de soberania,
tentando apagar manifesto incumprimento
dos deveres do cargo,
jamais foram sinónimo de inteligência,
menos ainda de espírito democrático
...
terça-feira, 16 de junho de 2009
2329. Constâncio, o ingénuo inimputável?
Título do Jornal Público
2009.06.16
* * *
Importa-se de repetir?!
Admite uma coisa e recusa outra que é consequência necessária da primeira?!
Goza com o pagode?
Mesmo dando de barato a versão mais benévola, pode um "ingénuo" estar à frente do Banco de Portugal? E com um vencimento daqueles, que, em termos mundiais, é o terceiro mais alto de entre os de todos os colegas?
Um ingénuo que acredita em tudo o que lhe é dito, pelo que não fiscaliza nada do que é suposto fiscalizar e para que é principescamente pago?!
Mas o que é que o homem queria? Que os "malandrins" viessem, contrictos, ter consigo, magnânimo confessor, dizendo-lhe que eram patifes e estavam a fazer esta e mais aquela maroteira, pelo que, de joelhos se prostravam e lhe suplicavam a absolvição, em ordem à salvação eterna?!
E, como não o fizeram, para ele no pasava nada?! Por amor de Deus! Pelo menos que alguém lhe arquitecte uma desculpa esfarrapada, ok, mas com pés e cabeça...
...
segunda-feira, 15 de junho de 2009
2325. Constâncio na Comissão de Inquérito
Vítor Constâncio esteve a ser novamente ouvido na Comissão de Inquérito ao Sistema Bancário, a propósito do caso BPN. O ar de enfado - e a espaços de nervosismo totalmente descontrolado - mereceriam bem um documentário bem filmado. Seria muito elucidativo. Espero que alguém o tenha gravado e o mande para o Youtube. Será um sucesso!
Completamente entalado pelos deputados Nuno Melo, do CDS-PP, primeiro, e João Semedo, do BE, depois, a defesa do ainda governador do Banco de Portugal, em resumo, assentou nisto:
- O Banco de Portugal não viu, não soube, não esteve lá.
Trocado por miúdos, o Banco de Portugal não serviu para nada.
Para isso se paga a fortuna que se paga ao respectivo governador, o terceiro mais bem pago de todo o mundo, acima mesmo do da Reserva Federal americana?
Governador do Banco de Portugal que, como é sabido, já não define a política monetária do país, que é decidida pelo Banco Central Europeu, nem tão pouco tem a responsabilidade de emitir moeda, pelo que a suas funções se resumem à supervisão do sistema bancário, note-se!
Posto ainda mais contra a parede pelo deputado João Semedo quando este definiu a actuação do Banco de Portugal, como ingenuidade ou complacência ou protecção ao BPN por parte dos dirigentes do Banco de Portugal, afastou as duas últimas e conformou-se com a primeira, admitindo expressamente que houve ingenuidade.
Ou seja, o Banco de Portugal, nas palavras do seu governador, foi ingénuo.
Como os bancos em si mesmos não são ingénuos nem deixam de o ser, já que são corpos inanimados, sem vontade própria, sendo, por conseguinte, conduzidos desta ou daquela maneira por pessoas, no caso os seus dirigentes, os ingénuos foram os dirigentes, Constâncio incluído.
Ora, Constâncio admitiu expressamente, pois, que não só os restantes dirigentes do Banco de Portugal teriam sido ingénuos, como ele próprio o terá sido igualmente, já que é o mais graduado de todos.
Admitindo que das três hipóteses (repito, ingenuidade, complacência ou protecção ao BPN), Constâncio optou pela ingenuidade, a menos gravosa para si e os que no Banco de Portugal o acompanharam, cabe perguntar, admitindo a benévola opção:
- Gente de tal ingenuidade pode estar à frente dos destinos do Banco de Portugal?
A determinada altura, falou-se numa questão que tem sido já muito debatida e para a qual Constâncio não tem dado respostas minimamente satisfatórias.
Trata-se do caso da pergunta que foi feita ao Banco de Portugal pelo DCIAP (Departamento Criminal de Investigação e Acção Penal) acerca do já célebre Banco Insular, em que a resposta de Constâncio raia o absurdo.
Para melhor compreensão de todos, mesmo de quem não está familiarizado com a terminologia usada, que em grande parte das vezes se destina a amenizar os factos, ou, como diria Eça talvez, a "cobrir a nudez crua da verdade, com o manto diáfano da fantasia", aqui deixo a explicação do que se passou, em versão muito benévola e acessível:
___
Imagine que um tipo tinha morto outro a tiro de pistola. De pistoa, anote, por favor. O assassino era velho conhecido do Banco de Portugal e o acto dera-se precisamente no Banco de Portugal, onde as pessoas, que estavam de serviço, teriam tido o dever de ter visto o que se passara, ou seja, que o homicida rapara da pistola e disparara, colhendo mortalmente a vítima.
O DCIAP, que não assistira a nada, nem conhecia o homicida, teria sido incumbido de averiguar das circunstâncias do sucedido, para efeitos de procedimento criminal.
Como não sabia como as coisas se teriam passado, admitira todas as hipóteses possíveis, ou seja, que o homem assassinara o outro com qualquer instrumento que bem poderia ter sido um pau, uma faca, uma pistola, fosse lá o que fosse. O que importava era saber a verdade, TODA A VERDADE, para se actuar em conformidade.
Assim, sabendo que o Banco de Portugal estaria obrigado a ter informações privilegiadas acerca do assunto, oficiara-lhe - no âmbito do processo que estava em curso, o que o Banco de Portugal não desconhecia, note-se! - perguntando se o assassino dispunha, ou não, de uma faca. Simplesmente isso.
Perante o pedido, o Banco de Portugal teria respondido apenas que não constava que o assassino tivesse qualquer faca. Sem mais nada!
Perguntado sobre esta questão e por que razão o Banco de Portugal respondera apenas que o assassino não tinha uma faca, quando o Banco sabia que a faca era objecto irrelevante para o caso, pois que o homicídio tinha sido praticado com uma pistola, o seu responsável máximo, teria esclarecido:
- Como o DCIAP só perguntou isso, só a isso respondemos. Se a pergunta tivesse sido formulada de outra forma, teríamos respondido de outra forma...
E pronto. Nada mais acrescentara.
___
Consegui esclarecê-lo/a sobre o modo como as coisas se passaram e a justificação apresentada para a resposta dada? Uma justificação deste teor foi apresentada em Comissão de Inquérito!
Para terminar, porque as coisas não se ficaram por aqui:
A determinada altura, a arrogância era tal e a desorientação tamanha que, imagine-se!, o senhor governador não se dispensou de se levantar e deitar ambas as mãos às ilhargas (gesto que, pelos vistos, vai ganhando adeptos no Largo do Rato, quiçá por mimetismo...) tendo mesmo virado costas à presidente da comissão, Maria de Belém Roseira, sua camarada, que, estupefacta, ficou a falar sozinha e respeitosamente à espera que SExa se dignasse atendê-la.
É que Constâncio já nem queria responder a mais perguntas, tendo ameaçado a presidente com um:
- Eu vou-me embora!
Depois, pretendeu ser ele a determinar que se fizesse um intervalo. Por fim, lá caiu em si e acabou por permitir que fosse a presidente a ordená-lo, depois de consultar os restantes deputados, que aquiesceram.
A coisa atingiu tais foros que, após o recomeço, o próprio PS, pela voz de Ricardo Rodrigues, sentiu necessidade de se encrespar com o homem e "metê-lo na ordem", já que até aos camaradas ele já afrontava.
Tenho assistido a muitos debates (no tempo em que tinha paciência para isso, que já não há quem aguente...) do hemiciclo e aos trabalhos de várias comissões de inquérito.
Confesso, porém, que como aquilo, nunca vi. É de antologia!
Por amor de Deus! Alguém que ponha isso no Youtube. É sucesso de bilheteira garantido! E, se tal não for possível, ao menos que se tente arranjar uma cópia da acta da comissão. Por mim, pago bem, já que infelizmente não gravei. ...
...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
2292. Como é que se tem a coragem...?
SIC online 2009.06.10
Também considero que seja.
No entanto, confesso que, no lugar do primeiro-ministro, eu teria uma tremenda dificuldade em proferir tal afirmação.
Para além da questão dos dois pesos e duas medidas, não explicada como mister é que seja, depois de um governo meu ter malbaratado milhões e milhões de euros dos contribuintes para evitar o que é inevitável, ou seja, deixar cair o Banco Português de Negócios, como seria possível eu vir dizer isto em público, para a Comunicação Social reproduzir?
Sim, como é possível ter-se a coragem de fazer afirmações destas?! Claro que há nítidas intenções eleitoralistas envolvidas. Mas a conclusão a que se chega é que há pessoas que dificilmente aprendem e menos ainda perdem hábitos...
Podem, no entanto, ser ensinadas. E devem mesmo sê-lo. Persistentemente e com paciência. Sem a mínima hesitação.
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sábado, 30 de maio de 2009
2249. O que me afecta e o que não...
Miguel Portas responde que Vital se esquece de dizer que quem lesa os portugueses ao malbaratar tanto dinheiro no BPN é o Governo PS.
Parecendo terem ambos razão, devo dizer que, nada me afectando o significado da afirmação de Vital, me consterna a de Miguel.
Porquê? É simples:
Enquanto o primeiro se refere a assunto do foro privado de poucas pessoas, sendo claramente um caso de polícia e de justiça criminal, que as entidades próprias devem investigar e punir na medida do possível e se assim for pedido pelos lesados, mas que em nada me afecta ou aos portugueses em geral, com o qual, portanto, nada tenho que ver nem dele cuido de saber, excepção feita à questão do membro do Conselho de Estado,
o segundo, ou seja, o desperdício, pelo governo do PS, de rios e rios de dinheiro dos contribuintes, na "salvação do BPN", com a abusiva* alegação de que não se o pode deixar falir, por uma questão de credibilidade da banca portuguesa (!!!), já o caso muda de figura. E muito!
De acordo?
* abusiva, para ser moderado na linguagem, pois que deixar que o banco fosse à falência, como irá, aliás, ao contrário de descredibilizar a banca portuguesa, muito a teria credibilizado pois que teria significado que ela funciona correctamente e com regras claras, transparentes e necessárias, não com subterfúgios, enganos e mentiras, à volta de uma "alegada, cretina e mascarada credibilização".
...
domingo, 22 de fevereiro de 2009
1983. Quem manda é o freguês...

No semanário SOL, de ontem, na rubrica Política a sério, e sob o título O parlamento vai investigar o Freeport?, José António Saraiva publicou um curioso editorial, no qual, a determinada altura, muito pertinentemente, a propósito do inquérito parlamentar ao caso BPN e a Dias Loureiro, deixa incómodas perguntas:
- Mas, se o Parlamento se dedica agora a investigar assuntos que estão em investigação criminal, por que não abriu ainda um inquérito ao caso Freeport?
- Não será o Freeport politicamente mais importante do que o BPN - visto envolver a actividade de um ministro na altura em exercício de funções, que ainda por cima é actualmente primeiro-ministro?
- Ou será exactamente por isso que o Parlamento não investiga?
Pois...
Agora, se me permitem, digo eu, aliás baseado em outras considerações de JAS, na mesma peça:
Então não se está mesmo a ver que o inquérito ao BPN se faz por na questão estar envolvido um ex-ministro de Cavaco e actual membro do Conselho de Estado, por Cavaco indicado, embora os factos se refiram a datas em que não ocupava qualquer cargo governamental?
- aqui, é do interesse do PS que se faça, para tentar "encavacar" o Presidente da República.
E não se está a ver que o inquérito ao Freeport não se faz porque nele está envolvido o actual primeiro-ministro, que ao tempo era ministro do Ambiente?
- aqui, é do interesse do PS que não se faça, para não expor ainda mais o PM.
Clarinho como água, não? É a "isto" que que o país está entregue!
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