Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

3178. Frase da semana

A frase da semana...

O Parlamento está a transformar-se no sítio onde as pessoas que decidem explicam aos deputados o que se está a passar.
- João Miranda, no Twitter -

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

2580. Dois brilharetes na Comissão de Ética



1º brilharete
- Paulo Penedos:

- Não sei, não vi, não estava lá; se estava lá e vi e sei, não digo, por causa do segredo de justiça.

2º brilharete – A própria Comissão de Ética:

Para que serve, para que está ali a brincar à Comissões?


* * *

Outra de Paulo Penedos:

Pode dizer – e disse – quem lhe deu conhecimento de que o processo de aquisição da Media Capital pela PT se ia iniciar – Rui Pedro Soares;
não pode dizer – e não disse -, por força do segredo de justiça, quem lhe transmitiu que o processo parava, não se fazendo o negócio.

Esclarecimento meu:

É sabido que todo o processo foi parado por iniciativa e ordem do vilarista – o tal que nada sabia acerca do assunto, como mentiu no Hemiciclo, em 24 de Junho de 2009 -, depois de o PR ter feito declarações públicas, exigindo a clarificação do negócio.

Como se vê daqui, mais clarinho nao se pode ser…

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

2577. Acabe-se com a Comissão de Ética

Os trabalhos da Comissão de Ética, no que respeita às audições a propósito de liberdade de expressão e de imprensa tem vindo a revelar-se absolutamente despropositados e causa de maior confusão que apenas beneficia precisamente os autores dos actos que se pretende averiguar.

A que conclusões – e com que efeitos – chegará a sua presente actividade? Nenhumas. A comissão não tem qualquer resquício de força jurídica nem… política. Serve apenas para proporcionar alguns espectáculos degradantes e a que uma Comissão Parlamentar jamais deveria sujeitar a Assembleia da República Portuguesa.

Acabe-se com os trabalhos da Comissão de Ética, que estará melhor – ou menos mal – a apreciar a conformidade legal dos mandatos dos deputados do que o que está agora, a trazer à evidência a sua total incapacidade. Até mesmo porque os deputados a quem se atribuiu a tarefa de formular as perguntas, meu Deus!…

Crie-se, de imediato, uma Comissão Parlamentar de Inquérito com objectivo preciso e regras apertadas, como mister é que seja.

Continuar-se como se está é engrossar o rol dos actos falhados e desprestigiantes da actividade parlamentar.

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

1983. Quem manda é o freguês...




No semanário
SOL, de ontem, na rubrica Política a sério, e sob o título O parlamento vai investigar o Freeport?, José António Saraiva publicou um curioso editorial, no qual, a determinada altura, muito pertinentemente, a propósito do inquérito parlamentar ao caso BPN e a Dias Loureiro, deixa incómodas perguntas:



- Mas, se o Parlamento se dedica agora a investigar assuntos que estão em investigação criminal, por que não abriu ainda um inquérito ao caso Freeport?

- Não será o Freeport politicamente mais importante do que o BPN - visto envolver a actividade de um ministro na altura em exercício de funções, que ainda por cima é actualmente primeiro-ministro?

- Ou será exactamente por isso que o Parlamento não investiga?

Pois...

Agora, se me permitem, digo eu, aliás baseado em outras considerações de JAS, na mesma peça:

Então não se está mesmo a ver que o inquérito ao BPN se faz por na questão estar envolvido um ex-ministro de Cavaco e actual membro do Conselho de Estado, por Cavaco indicado, embora os factos se refiram a datas em que não ocupava qualquer cargo governamental?
- aqui, é do interesse do PS que se faça, para tentar "encavacar" o Presidente da República.

E não se está a ver que o inquérito ao Freeport não se faz porque nele está envolvido o actual primeiro-ministro, que ao tempo era ministro do Ambiente?
- aqui, é do interesse do PS que não se faça, para não expor ainda mais o PM.

Clarinho como água, não? É a "isto" que que o país está entregue!
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

1334. Retrato fiel

Ora aí está o que se pode chamar de retrato fiel do que são as actuações do senhor Pinto de Sousa no Parlamento, sede da democracia formal – e não mais do que isso – que vamos tendo.

Atente bem na foto. Que lhe sugere ela? Mais precisamente, que lhe sugere a atitude postural do dito cujo gentleman?

Uma peixeirada, não?

A postura não deixa lugar para dúvidas. A mão na anca, a gravata meio de través, o casaquinho de banda, o sobrecenho carregado, o olhar agressivo, o cabelo meio em desalinho, ao contrário do habitual penteadinho à maneira… À foto só falta, enfim, o som, para o retratinho ser completo.

E, aqui, o referido senhor Sousa acabara de tirar a mão esquerda da outra anca, para se apoiar na secretária, não fosse o Diabo tecê-las e, no fragor da gritaria, no ardor da disputa (bem, para falar a verdade nunca o ouvi dizer isso…), o nosso herói desequilibrar-se e estatelar-se no chão ou, quem sabe?, cair desamparadamente, de costas, sobre o coitado do Teixeira dos Santos, ou de borco, sobre o seu alter ego, o igualmente penteadinho Silva Pereira. E, depois, que seria de nós, sem ambos os três?!... Como é que iríamos viver!?...

Bem, de regresso à foto, renovo a pergunta: que lhe sugere tal imagem? Uma qualquer discussão na antiga Praça da Ribeira, no Bolhão, no Mercado das Flores, lá para as bandas do Funchal, sei lá!, não?

Pois esta é a postura habitual do senhor em apreço (não que eu o aprecie – muito ou pouco – ná!...). Sempre que vai ao parlamento, transforma o hemiciclo numa casa de espectáculo baratucho, onde o actor – que, pelo que tem revelado da sua excelsa personalidade, muito apreciaria ser, não o principal, mas único –, grita desalmadamente. Tão desalmadamente que nos deixa em permanente suspense, com receio de que lhe dê alguma coisa má. E a nós uma boa, que sei eu?!...

E por que razão o fará ? – perguntaremos, numa tentativa desesperada de encontrar razão lógica que justifique o evento. Só encontro na sabedoria popular, transmitida de geração em geração, a de que quem grita para afirmar os seus pontos de vista, a sua razão, só o faz porque não tem realmente pontos de vista e menos ainda tem razão, porque de há muito que ela lhe faleceu de morte macaca.

Pois é verdade, resulta sempre em feira de matrecada desanimadora qualquer ida de SExa – que nos vexa – à dita sede da democracia.

De tal forma que, para me recompor, logo a seguir me vejo compelido a assistir a mais uma sessão del Congreso de los Diputados, em Madrid, para me recordar de que há políticos que discutem com ar sério e composto – mas não somente o ar – e em termos urbanos, com um mínimo da sociabilidade que se exige.

Curiosamente, vou ouvir os políticos de um povo que, todos sempre o ouvimos dizer, é extremamente agressivo e de navalha de ponta e mola e de faca na liga, consoante o género.

Pués, por supuesto, los españoles lo serán, pero seguramente no han freqüentado la escuela donde hay sacado su graduación el esplendoroso señor Don Sousa.

Heureusement pour eux, n’est-ce pas?
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