Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim! Assim se vai confirmando que o Homem é, a jusante da circunstância que o envolve, produto de si próprio. 2004Jul23
terça-feira, 5 de agosto de 2014
3178. Frase da semana
O Parlamento está a transformar-se no sítio onde as pessoas que decidem explicam aos deputados o que se está a passar.
- João Miranda, no Twitter -
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
2580. Dois brilharetes na Comissão de Ética

1º brilharete - Paulo Penedos:
- Não sei, não vi, não estava lá; se estava lá e vi e sei, não digo, por causa do segredo de justiça.
2º brilharete – A própria Comissão de Ética:
Para que serve, para que está ali a brincar à Comissões?
* * *
Outra de Paulo Penedos:
Pode dizer – e disse – quem lhe deu conhecimento de que o processo de aquisição da Media Capital pela PT se ia iniciar – Rui Pedro Soares;
não pode dizer – e não disse -, por força do segredo de justiça, quem lhe transmitiu que o processo parava, não se fazendo o negócio.
Esclarecimento meu:
É sabido que todo o processo foi parado por iniciativa e ordem do vilarista – o tal que nada sabia acerca do assunto, como mentiu no Hemiciclo, em 24 de Junho de 2009 -, depois de o PR ter feito declarações públicas, exigindo a clarificação do negócio.
Como se vê daqui, mais clarinho nao se pode ser…
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
2577. Acabe-se com a Comissão de Ética
Os trabalhos da Comissão de Ética, no que respeita às audições a propósito de liberdade de expressão e de imprensa tem vindo a revelar-se absolutamente despropositados e causa de maior confusão que apenas beneficia precisamente os autores dos actos que se pretende averiguar. A que conclusões – e com que efeitos – chegará a sua presente actividade? Nenhumas. A comissão não tem qualquer resquício de força jurídica nem… política. Serve apenas para proporcionar alguns espectáculos degradantes e a que uma Comissão Parlamentar jamais deveria sujeitar a Assembleia da República Portuguesa.
Acabe-se com os trabalhos da Comissão de Ética, que estará melhor – ou menos mal – a apreciar a conformidade legal dos mandatos dos deputados do que o que está agora, a trazer à evidência a sua total incapacidade. Até mesmo porque os deputados a quem se atribuiu a tarefa de formular as perguntas, meu Deus!…
Crie-se, de imediato, uma Comissão Parlamentar de Inquérito com objectivo preciso e regras apertadas, como mister é que seja.
Continuar-se como se está é engrossar o rol dos actos falhados e desprestigiantes da actividade parlamentar.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009
1983. Quem manda é o freguês...

No semanário SOL, de ontem, na rubrica Política a sério, e sob o título O parlamento vai investigar o Freeport?, José António Saraiva publicou um curioso editorial, no qual, a determinada altura, muito pertinentemente, a propósito do inquérito parlamentar ao caso BPN e a Dias Loureiro, deixa incómodas perguntas:
- Mas, se o Parlamento se dedica agora a investigar assuntos que estão em investigação criminal, por que não abriu ainda um inquérito ao caso Freeport?
- Não será o Freeport politicamente mais importante do que o BPN - visto envolver a actividade de um ministro na altura em exercício de funções, que ainda por cima é actualmente primeiro-ministro?
- Ou será exactamente por isso que o Parlamento não investiga?
Pois...
Agora, se me permitem, digo eu, aliás baseado em outras considerações de JAS, na mesma peça:
Então não se está mesmo a ver que o inquérito ao BPN se faz por na questão estar envolvido um ex-ministro de Cavaco e actual membro do Conselho de Estado, por Cavaco indicado, embora os factos se refiram a datas em que não ocupava qualquer cargo governamental?
- aqui, é do interesse do PS que se faça, para tentar "encavacar" o Presidente da República.
E não se está a ver que o inquérito ao Freeport não se faz porque nele está envolvido o actual primeiro-ministro, que ao tempo era ministro do Ambiente?
- aqui, é do interesse do PS que não se faça, para não expor ainda mais o PM.
Clarinho como água, não? É a "isto" que que o país está entregue!
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
1334. Retrato fiel
Ora aí está o que se pode chamar de retrato fiel do que são as actuações do senhor Pinto de Sousa no Parlamento, sede da democracia formal – e não mais do que isso – que vamos tendo.A postura não deixa lugar para dúvidas. A mão na anca, a gravata meio de través, o casaquinho de banda, o sobrecenho carregado, o olhar agressivo, o cabelo meio em desalinho, ao contrário do habitual penteadinho à maneira… À foto só falta, enfim, o som, para o retratinho ser completo.
Pois é verdade, resulta sempre em feira de matrecada desanimadora qualquer ida de SExa – que nos vexa – à dita sede da democracia.
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