Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 12 de fevereiro de 2012

2881. Pieguices, iliteracia e má fé

A frase de Passos Coelho, que tão deturpada tem sido por aí, com intuitos claros de baixa política, é a seguinte (o que fica entre parênteses é esclarecimento meu mas respeita o contexto anterior, porque estudei noutras eras com professores que sabiam o que faziam, tanto na matéria da língua portuguesa propriamente dita, como na da educação cívica):

– Quando as pessoas percebem que o que estamos a fazer está bem feito (e não resulta apenas da sorte e a sorte dá muito trabalho a fazer) então devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e não termos pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender.

A frase é esta. Ponto final.

Deturpar isto que é bem claro só pode resultar de duas circunstâncias: má fé ou iliteracia.

Quanto à má fé, nada dizer; ela caracteriza-se por si.

Quanto à iliteracia, apenas resta a possibilidade de contratar um mediano professor de Português que ensine a analisar a frase até ao entendimento.

Mas é bom que se reconheça que a iliteracia, que leva a esta tremenda dificuldade em compreender um texto tão simples, só pode provir da Escola que temos tido, certamente leccionada por professores como os que o "Gel" entrevistou em frente do Ministério da Educação, aquando da célebre vigília.

Reconheço que, em muitos dos casos em que a frase é deturpada, há simplesmente uma questão de iliteracia, que é desculpável; mas a má fé nunca o foi, nem pode ser.

* * *

Para completa elucidação, aqui fica o link para o discurso integral.

http://aeiou.expresso.pt/passos-pede-aos-portugueses-para-serem-menos-piegas=f703170

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

1437. To believe or not to believe, that´s the question!

Pode alguém acreditar uma vez mais na palavra de um primeiro ministro que, no dia 10 de Janeiro, no preciso momento em que oficialmente comunica ao País a decisão de mandar construir o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, afirma taxativamente ter recebido o relatório do LNEC na véspera, portanto em 9 de Janeiro, depois de, 12 dias após, em 22 do mesmo Janeiro, ficar claro perante toda a gente que aquela afirmação não continha um pingo sequer de veracidade, uma vez que o relatório lhe foi entregue em mão - nas palavras do Director do LNEC e testemunhado - em 19 de Dezembro de 2007, ou seja, 21 dias, isto é, três semanas antes?

Claro que a circunstância de ter um primeiro ministro recebido um relatório
(ou seja o que for) em 19 de Dezembro de 2007 ou em 9 de Janeiro de 2008 é, para a questão de fundo, a decisão quanto ao local escolhido, absolutamente irrelevante.

No entanto, releva - e demasiado!!! - quanto à não correspondência com a verdade aquilo que um primeiro ministro, dirigindo-se aos portugueses, afirma em acto oficial - portanto, não em mera, despretensiosa e irresponsável conversa de café.

Que fazer, perante isto e daqui para o futuro? Acreditar no que um primeiro ministro parece afirmar tão ligeiramente e de forma singularmente expedita ou passar a estar sempre de pé atrás, para não se ser colhido de surpresa por revelações siderantes e desanimadoras como esta?

Por mim, tomei já a decisão quanto à foma de proceder. Não mais permitirei que me colha. Por muito que não se queira, lá chega sempre o dia em que... jamais!
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terça-feira, 20 de março de 2007

945. Que mais "irá-lhe" acontecer?!...


No portal do Governo começou por ser Engenheiro Civil.
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Depois de muitas barracadas aí por blogs vários, passou a algo que não existe, como se comprova pela imagem junta (não se esqueça de clickar na imagem, para ampliar), ou seja, Licenciado em Engenheiria(???) Civil !?!?!?
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Neste momento consta ser Licenciado em Engenharia Civil.
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Ah! Tudo isto pela Universidade Independente... E, ao que parece, em número de semestres digno do Guinness Book of Records.

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Há muito quem diga que não vai ficar por aqui...
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Veja mais. Em Do Portugal Profundo, de António Balbino Caldeira. Aqui.
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Não se esqueça de ler também os comentários. No mínimo, vai divertir-se um bom bocado.
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Sim, porque, rir continua a ser o melhor remédio... ... Que mais "irá-lhe" acontecer, carago?!...
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E a nós, c'um escafandro?!

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