Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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sexta-feira, 25 de março de 2011

2765. Eleições antecipadas? De imediato, não!

Tive já oportunidade de aqui e em outros “fora” o escrever, mas insisto.


Cavaco Silva não deveria marcar eleições antecipadas, para já. Elas jamais deveriam ter lugar antes de Setembro próximo e, entretanto, deveria nomear governo de sua responsabilidade, que preparasse eleições e gerisse os assuntos de Estado até à posse do executivo que delas sair.


Por todos os motivos, entre dos quais o de não se cair em precipitações assassinas num momento tão grave e de retirar aos vilaristas a possibilidade de falcatruarem tudo, como nas últimas legislativas e presidenciais aconteceu.


Mas igualmente por outro motivo e este de maior peso. E qual é esse motivo?


O de na Assembleia da República ser constituída comissão parlamentar para avaliar o real estado da situação económico-financeira que atravessamos, designadamente os encargos que o Estado já assumiu, em que montante total e com que horizontes, perante que credores.


Tal Comissão deveria recolher e analisar o testemunho dos mais diversos intervenientes na “res publica” nacional, com especial relevância para os ligados à economia do País e assuntos de Estado, como o Governador do Banco de Portugal, o Presidente do Tribunal de Contas, os dirigentes do Instituto Nacional de Estatística, do Instituto do Emprego e Formação Profissional e mais quem fosse julgado pertinente ouvir.


Não proceder assim é, uma vez mais, falhar um encontro necessário com a História do País.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

2749. Veja os verdadeiros resultados eleitorais (23Jan2011)

Estes são os resultados que realmente interessam da eleição de ontem e devem fazer pensar muito seriamente todos quantos se preocupam com o País e os Portugueses.

* Número total de eleitores: 9.629.630

(Numa população de 10.300.000! Pura aldrabice! Não se dá baixa dos falecidos, por não convir, por causa dos mandatos, ou seja, dos tachos que os partidos têm para distribuir pelas clientelas)

* Votaram apenas 4.489.904, ou seja, 46,63% dos tais eleitores.

* O vencedor obteve 2.230.104 votos, ou seja, votaram nele apenas 23% dos eleitores.

* Os outros candidatos, todos juntos, representam 20% dos eleitores.

* A totalidade de eleitores que não se identifica com esta pantominice representam 59,56% do total de eleitores, divididos por esta forma:

- Abstenção – 53.37%

- Nulos – 1.93%

- Brancos – 4.26%

Estes os números reais. Os restantes são meras fantasias para endrominar o pessoal.

É esta a democracia que temos!

Chega-lhe?

...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

2746. Menos cinco votos no Cavaco!

Esta tarde fui à baixa, onde encontrei cinco amigos que me disseram que, pela primeira vez, não vão votar no Cavaco. Surpresa! Cinco indefectíveis apoiantes de Cavaco desde 1985, a afirmarem não irem votar nele?!
- Mas, então, porquê? – quis eu saber, até porque há anos que ando a ser criticado por isso mesmo…
- A gente tamos furiosos com gajo e com o staff, porra!
- Hom’essa! Muito me contam! Mas porquê com ele e com o staff?!
- Atão, na se está mêmo a veri? Com ele porque na feicha o pífaro rachado e c’o staff porque na esconde o dito, p’ra ninguén mais óviri toleimas!
- Eu… eu… não estou em mim, caramba! – balbuciei – Mas o que é que se passa?
- O qu’é que se passa?! Tu t´ás surdo, ó quê, pá ? – ripostaram cada vez mais irritados – Atão, tu na vês qu’o home só diz asnêradas, sempre qu’abre a bocarra? E perde votos. Aos molhos, pá, aos molhos!!! S’a campanha na acaba já, na sê nã!…
- Bem, mas isso já eu digo desde 1989! E vocês não acreditavam. Diziam que era má vontade minha!
- Tens a razã, pá, tens toda a razã! – admitiram, finalmente – A gente a modos qu’andava mêmo tapadinha de todo! Inté parece qu’andava d’antolhos, com’esses dos burros, catarino, pá!
- Mas desembuchem, que eu estou a ficar em pulgas. Qual é a razão do vosso desassossego?
- Ó homem, atão tu na tás a veri qu’a criatura, na contente c’as tiradas de morreri a riri ou a chorari, conforme a barricada em qu’a malta tá, hoje veio c’a última, qu’é mesmo de lhe arreari uma trólitada no tótiço?
- Ah, sim? E então, o que disse a criatura?
- Que, em vez dos cortes nos salários do pissoal, o magana do governo havera de ter criado um imposto istrórdinário, que era munto mais justo e eficaz, caraças!...
- E então, não está certo? Até acho que foi a única coisa certa que o homem disse nos últimos anos.
- Pois sim… Mas… SÓ DESCOBRIU ESSA TRETA AGORA? No último dia do rai da campanha? De repentemente é que ficou isperto? Atão, se só pescou isso agora, agora devia tar calado, p’ra qu’a malta na topasse qu’o tipo é lento de pinsamento, pá!
- Realmente…
- P’s’tá claro! E o staff é uma cambada qu’a gente nem sabemos o que lá anda a fazeri. Com amigos assim, o melhori é tar co’os inimigos, catarino!
- Realmente… vocês estão com toda a razão. Mas não exageremos, pois que o homem até pode ser um alho.
- Pois… Isso dizes tu, tas a óviri? Tás todo sastisfeito c’o gajo!...
- Eu ?!?! Nem o posso ouvir falar! Fico todo encrespado e com azia, ó gentes!
- Pois… tá ben, mas iss’era dantes. Agora tás todo inxado, pá!...
- Hom’essa! Então porquê?
- Ora, ora… Porqu’o magano só ficou espertalhaço qanda leu o que tu escreveste lá no Feissebuque antes d’onte sobre ess’assunto do imposto de crise, transitóro ó lá o qu’é!
E abalaram, deixando-me maila patroa, pregados ao chão em plena praça, com o Manel Maria, lá no alto, a rir à gargalhada, e a dizer:
- Porrr essa é que tu não esperravas, carramba! Os tipos bem te lixarram o juízo, hã?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

2256. Voto nulo é a solução

Sim, o voto nulo é a solução que resta aos portugueses, se querem mudar o situação política em que nos afundamos cada vez mais.

Porque, com o
voto NULO:

Os eleitores descontentes com o comportamento dos actuais partidos e políticos portugueses:

- Cumprem o dever cívico de votar

(se os políticos não cumprem os seus deveres, então que haja alguém que cumpra! Quem melhor do que os eleitores, para poderem exigir depois?);

- Dificultam as “chapeladas eleitorais”

(a abstenção e o voto em branco facilitam muito as batotas eleitorais. Preencher-se um boletim em branco ou pôr-se a votar quem à mesa de voto não foi, é extremamente fácil… e já tem havido muitos casos desses… conhecidos, porque dos desconhecidos, quem é que sabe?... Há mesas eleitorais e de escrutínio que são preenchidas exclusivamente por filiados e simpatizantes do partido dominante na região…);

- Dão a maior lição possível aos políticos que nos envergonham

(já imaginou o escândalo que seria aparecerem na votação 10% ou mais de votos nulos?)

* * *

Enquanto o comportamento dos políticos não mudar, há que tornar o VOTO NULO o "partido" mais votado em Portugal.

Garanta a mudança do sistema:

VOTE NULO !!!

* * *


E como é que se vota nulo?...

Tem duas hipóteses que muito fazem doer:

1. Riscar o boletim de alto a baixo


2. Escrever uma quadra popular a manifestar o seu desagrado


click, para ampliar
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2255. Jerónimo e os "chicos-espertos"

O líder do PCP apelidou hoje de “chicos-espertos” aqueles que andam “por aí a questionar o valor do voto” e a dizer “que se calhar não vale a pena ir votar, porque o resultado é ter mais do mesmo”.


“Chicos-espertos! Nós não enfiamos a carapuça!”, gritou Jerónimo de Sousa no palco do teatro Garcia de Resende perante cerca de 400 apoiantes da CDU. “Estão a dizer aos trabalhadores para não irem votar para que os seus partidos continuem a mandar neste país”, acrescentou.

Jerónimo de Sousa respondia assim indirectamente aos comentários do bastonário da Ordem dos Advogados que afirmou que “entre alternativas que são mais do mesmo, se calhar é altura de se questionar o valor do voto”.

Público 2009.06.01


* * *


Ó Jerónimo, também eu sou contra a abstenção, porque se os políticos, como bem se sabe, diariamente desprezam e maltratam a democracia, então que, ao menos, os cidadãos lhe dispensem algum respeito.


Mas lá que é cada vez mais do mesmo, lá isso… Claro que Marinho e Pinto não tem a mínima autoridade para afirmações dessas e, ao fazê-las, confirma aquilo que dele já toda a gente ficou a saber de sobejo.


A verdade, verdadinha, caro Jerónimo, é que “mais do mesmo” é votar em qualquer dos actuais partidos que se apresentam a sufrágio, porque está visto que são incapazes de uma postura correcta perante o país e os seus concidadãos.


Deste modo, a única opção que fica para os eleitores que querem demonstrar o seu desagrado e dar uma lição aos políticos do indecente status quo em que vivemos, ao mesmo tempo que cumprem um dever cívico que não pode ser ignorado, é votar NULO.

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