Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

1801. Moscovo - 1




Moscovo, Praça Vermelha
(vista tomada da igreja ortodoxa de
S. Basílio, agora apenas museu)
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À direita, ao fundo, podem ver-se o corpo principal e os dois torreões do "colombo" lá do sítio, o Gum.














Igreja de S. Basílio

num dos topos da Praça Vermelha.
















Igreja de S. Basílio
(pormenor externo, à entrada)






Fotos: Isabel e Ruben Valle Santos


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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

1800. Estónia - 3





A um canto da principal praça de Tallinn, à porta de uma modesta loja, um pequeno placard, anunciando permissões.

Pelos vistos bem elucidativo. Para nós, portugueses. Desconhece-se, contudo, se igualmente para os estonianos.









A um canto mais recatado da estação ferroviária de Tallinn, um pequeno placard, anunciando proibições.

Este, bem claro para toda a gente, sem dúvida.




Fotos: Isabel e Ruben Valle Santos

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1799. Estónia - 2


Uma vista geral do interior da Igreja Ortodoxa de S. Nicolau, em Tallinn.

Não foi possível fotografar nem filmar, pelo que faço aqui a reprodução de um postal.

Atente-se na parede de fundo, ao meio, sob o lustre, uma Última Ceia de Cristo, que mostro mais em pormenor na foto seguinte.




Não. Não se trata da célebre Ceia da autoria de Leonardo da Vinci. É uma outra, com a particularidade de, à direita de Cristo e tal como em Leonardo, a figura representada ser a de uma mulher. Aqui, mais explícita do que na obra do grande mestre renascentista, uma vez que ela repousa a cabeça no ombro de Cristo e a atitude é de ternura e indubitavelmente íntima. De mulher para homem.



Encontrámos ainda uma outra representação, diversa das duas a que tenho estado a referir-me, também ela reproduzindo em similar posição e localização, uma mulher, agora na Catedral do Cristo Redentor, em Moscovo, embora, neste caso, possa subsistir a dúvida sobre se a figura retrata uma mulher ou um mancebo, como seria S. João, o Baptista.

Infelizmente, também não foi possível fotografá-la, nem sequer subrepticiamente, pelo que aqui fica igualmente a reprodução de um postal
.











Fotos: Isabel e Ruben Valle Santos

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1798. Estónia - 1








Na "baixa" (downtown) de Tallinn, capital da Estónia, o curioso Restaurante Peppersack, com o comprovativo saco de pimenta pendurado na fachada.

















A uns 100 metros de distância, pelas 11 da manhã, duas das esplanadas da praça, ao ar livre, com uma temperatura da ordem dos 6º C.















A meio caminho entre as duas, um aparato da feira medieval em curso.









Finalmente, a 10 km de Tallinn, ao ar livre, o Museu Rocca Al Marè, que reflecte a arquitectura rural do Séc. XVIII-XIX.

Aqui se podem ver, em versão cuidada, casas dos camponeses (e eles próprios, já que o museu é "vivo"), moinhos, lojas comerciais, picotas. etc..





Fotos: Isabel e Ruben Valle Santos

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

1797. Letónia - 1

Muito provavelmente, Riga, a capital da Latvija (Letónia) e os seus habitantes nem sabem a sorte que têm!

Imagine-se que lá não há - bem, provavelmente há, mas não se lhes dá oportunidade de actuar nem os seus agentes são eleitos para as câmaras municipais - "patos bravos"...

Aqui ficam dois aspectos da Alberta iela (Rua Alberta), uma das muitas de todo um bairro com extraordinária fiada de edifícios em estilo arquitectónico Art Nouveau, a que as autoridades municipais não deixam que a "pataria brava" deite a destruidora manápula.

Os edifícios estão a ser todos renovados segundo a traça inicial. Não é permitido deitá-los abaixo nem modificar-lhes o excelente e inimitável estilo.

Se não é possível, de uma só vez, reconstruí-los na totalidade, então, começa-se pelos exteriores, deixando-se os interiores para melhor oportunidade. O resultado é um espectáculo deslumbrante.

E fica-nos um desânimo enorme pelo facto de os autarcas riguenses não poderem ser eleitos em Portugal, particularmente em Lisboa e Porto... Imagine-se a Avenida da Liberdade a ser gerida por eles!

Por essas e outras, Riga é uma cidade belíssima... e que evidencia uma cultura acima da média por parte dos seus habitantes e gestores



* * *


Mais do que em qualquer outra parte do mundo, os povos da região, letões, lituanos e estonianos, a que se juntam os polacos, são muito sensíveis a agressões imperialistas. Têm-nas sofrido ao longo da História de tal modo que, mais do que ninguém, sabem o que é sofrer sob o jugo estrangeiro.

Daí que a recente questão da Geórgia seja muito sentida por aqui.

Este é um cartaz enorme afixado em lugar de destaque em pleno centro de Riga. Para além da frase do cartaz, em inglês e russo, alguém - não satisfeito por ter "decorado" George W. Bush e Vladimir Putin com pequenos e ridículos bigodes ao estilo do pequeno e ridículo berrador do III Reich - se apressou a acrescentar às cláusulas deste negócio, a inscrição "How much for S. Osetia?" ("Quanto queres pela Ossétia do Sul?").

Fotos: Isabel e Ruben Valle Santos

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

1796. Lituânia - 1








Pormenor da Catedral de Vilnius,
capital da Lituânia.

O excelente púlpito, com a inscrição
ascendens in naviculam, Simonis Petris docebat turbas - Lucae 5 Cap
(de cima da pequena embarcação, Simão Pedro pregava às multidões - Lucas Capítulo 5)







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Um aspecto geral da Kryziu Kalnas (Colina das Cruzes) , em Siauliai, Lituânia, perto da fronteira norte, com a Letónia.

A colina está pejada de milhares de cruzes católicas e ortodoxas e é um símbolo da enorme religiosidade de toda a a Lituânia.

Durante a ocupação soviética tornou-se também um símbolo da resistência, já que, tendo os soviéticos, com caterpillares e numa noite, destruído todas as cruzes, após o que abandonaram o local, nos dias seguintes outras cruzes lá apareceram colocadas por gente anónima. O local é impressionante.

João Paulo II celebrou missa, no descampado circundante, em 1993.


Fotos: Isabel e Ruben Valle Santos
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sábado, 4 de outubro de 2008

1795. "Das Kapital"

Hoje, para começar a firmar o regresso, decidi contar-vos uma história leve e engraçada, para variar.

* * *

Como é comummente sabido, Karl Marx foi o autor do célebre livro doutrinário que iniciou todo o movimento revolucionário que deu origem ao Comunismo. Nele se inspirou Vladimir Ilitch Lenin, o líder da revolução de 1917, que instaurou o Comunismo na Rússia e daí o difundiu pelo mundo.

O que talvez ninguém saiba é como é que surgiu o título do livro, ou seja Das Kapital. É o que me proponho dar hoje a conhecer ao mundo.

Um primeiro apontamento: Das Kapital pronuncia-se sensivelmente desta forma: Dâsse capital.

Posto isto, vamos à história dos factos:

Marx, desde sempre um homem do pensamento, vivia em sérias dificuldades económicas. Tais condições agravaram-se quando, em 1843, casou com Jenny von Westphalen, ou seja Geninha (Eugénia) da Vestefália, filha de uma família burguesa, muito abastada.

Em vez de aligeirar as provações económicas de Marx, o casamento apenas as acentuou de forma grave, uma vez que o casal teve cinco filhos, Franziska, Edgar, Eleanor, Laura e Guido, que era necessário sustentar, e os pais da Geninha recusaram-se terminantemente a financiar a família, uma vez que, segundo alegavam, Karl não queria "trabalhar a sério", apenas se dedicando a escrever, auferindo os pouquíssimos rendimentos que conseguia através da publicação ocasional de artigos em jornais alemães e americanos, a que juntava o auxílio financeiro vindo do amigo e principal colaborador Friedich Engels.

Ora, no meio de tais dificuldades provenientes da escassez de dinheiro, acontece que determinado dia, preparando-se para fazer o almoço da família, Geninha constatou uma realidade que, aliás, era já sua conhecida: em casa não havia "cheta" para comprar uma simples côdea de pão.

Então, reticente, embora, por não querer incomodar o etéreo marido, lá foi até ao escritório onde o nosso amigo se encontrava a terminar o Das Kapital e à procura de um título adequado para a obra. Disse Geninha:

- Karl, meu Karlzinho. Vê lá se consegues arranjar por aí uns trocados, que eu preciso de fazer o almoço. Os putos estão esganados e não tenho nada para lhes dar de comer.

Então, o nosso herói rebuscou os bolsos e, tendo encontrado o porta-moedas, abriu-o, olhou lá para dentro, esbugalhou os olhos e rematou, incrédulo:

- ...da-se, capital não há !!!

* * *

Topou?
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

1794. Cheira-as tu, traste!






Um bom estendal para o Eduardo Lunardelli.

E gratuito!






Gentileza da foto do Nuno Brito


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terça-feira, 9 de setembro de 2008

1793. Vou ali, mas...

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1792. Pintores russos - Vassili Perov - 2

O descanso após a caça
1871
Vassili Perov
1834-1882

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1791. Pintores russos - Vassili Perov - 1

Os caçadores de pássaros
1870
Vassili Perov
1834-1882
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1790. O português, Papa e médico

Mais comummente conhecido por Pedro Hispano, Pedro Julião nasceu em Lisboa em 1215, tendo falecido em 20 de Maio de 1277, em Viterbo, Itália.

Foi eleito Papa em 20 de Setembro de 1276, pelo que o seu pontificado durou precisamente oito meses.

Pedro Julião nasceu da união de Julião Rebelo, médico, de quem herdou igualmente a profissão, de Teresa Gil.

Estudou na escola episcopal da catedral de Lisboa e, posteriormente na Universidade de Paris, tendo tido como mestre Sto Alberto Magno e como condiscípulo S. Tomás de Aquino.

Estudou ainda Medicina e Teologia, prestando especial atenção à dialéctica, à lógica e bem assim à Física e à Metafísica, tornando-se seguidor das ideias de Aristóteles.

Dedicou-se ao ensino da Medicina na Universidade de Siena, tendo escrito deixado obras, de que sobressai o Tratado Summulæ Logicales, por mais de trezentos anos manual de referência nas universidades europeias, para o estudo da Lógica Aristotélica. Foi, além disso, médico pessoal do Papa Gregório X.

De vasta e diversificada cultura científica, escreveu também o Tratado o De oculo, sobre Oftalmologia.

Por estes dados se pode imaginar a enorme influência que exerceu em toda a Europa, com especial relevo em Portugal, França e Itália. Foi frequentemente citado por grandes autores da época, designadamente Dante Alighieri, que o incluiu na Divina Comédia.

Foi com uma receita de Pedro Julião que, quase dois séculos mais tarde, Michelangelo Buonarroti, que adoecera dos olhos, pela dureza do trabalho de composição na Capela Sistina, fui curado.

Foi autor do Thesaurus Pauperum (tesouro dos pobres), em que aborda várias doenças e respectivas curas. O livro teve mais de uma centena de edições, e foi traduzido para 12 línguas.

Foi também autor de Comentários ao pseudo-Dionísio e Scientia libri de anima, de teor teológico.

A sua eleição como papa João XXI, em conclave que teve lugar em Viterbo, decorreu numa época de grandes convulsões político-religiosas. Foi eleito em 13 de Setembro de 1276 e coroado uma semana mais tarde.

Enquanto Papa, tentou apaziguar diversos conflitos existentes no seio da Igreja Católica e no mundo cristão. Foi mediador da guerra entre a França e o reino de Castela e esforçou-se por proteger os territórios cristãos da terra santa.

O então rei de Portugal, Afonso III, estava em litígio com a Santa Sé, pelo que o Papa João XXI tentou a reconciliação entre ambas as partes, tendo, para o efeito, enviado uma bula ao monarca português.

Não chegou a tomar conhecimento dos resultados dessa diligência porque, em 20 de maio de 1277, quando visitava o palácio de Viterbo, apreciando uma nova dependência que mandara construir, o tecto desabou e atingiu-o de tal forma que não resistiu aos ferimentos e faleceu ali mesmo.

Fontes diversas

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

1789. Num bar "hi-tech"

Um sujeito entrou num bar novo, hi-tech, e pediu uma bebida.


O barman, um robot todo prestimoso, perguntou:

- Qual é o seu QI ?


- 150 !


O barman serviu-lhe um cocktail perfeito e iniciou uma conversa sobre o aquecimento planetário global, espiritualidade, física quântica, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí fora.


Claro que o tipo ficou impressionado e resolveu testar o robot. Saiu, deu a volta ao quarteirão e regressou. Uma vez mais, o robot perguntou:


- Qual é o seu QI ?


- Deve ser 100...


Imediatamente o robot lhe serviu um whisky e desatou a falar, agora sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas mais apreciadas, armas, mulheres e por aí.


O homem ficou abismado e resolveu fazer novo teste. Saiu novamente do bar, deu uma volta sobre si mesmo e regressou, passados segundos:


- Qual é o seu QI ?


- Uns 75, acho !


Então o barman serviu-lhe uma pinga de vinho, inclinou-se no balcão e disse pausadamente... muito pausadamente mesmo:


- E atão, ó mê, com'é qu'é ? P'ró ano botamos no Sousa ótra vez, ó quê ?!


Gentileza de Tira Nódoas


* * *


Peço desculpa, mas duvido muito desta história.


Porquê?


Porque, sinceramente, não me estou a ver a discutir física quântica ao balcão de um bar, por muito hi-tech que seja! E ainda por cima com um robot de que nem sequer conheço as origens. Ná!...

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1788. Paisagens portuguesas







Vista parcial de Lisboa,
com a ponte 25 de Abril

a partir do Cristo-Rei, em Almada
15 Agosto 2004









Tróia e vista parcial da parte oriental de Setúbal, bem como uma parcela da esplendorosa baía

a partir do alto da Serra da Arrábida
27 Janeiro 2007








Fotos Ruvasa
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1787. Pintores russos - Vassily Maximov

Tudo está no passado
1889
Vassily Maximov
1844-1911
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sábado, 6 de setembro de 2008

1784. Ainda o Jardim da Estrela























A mesma Lisboa amena,
o mesmo Jardim da Estrela,
o mesmo Inverno,
o mesmo entardecer.

Agora, porém, especialmente para
a Isabel Filipe.
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1783. Entardecer de inverno ameno

"Entardecer de inverno em Lisboa amena"
Jardim da Estrela, Lisboa
2005 Dez 17
Foto Ruvasa
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1782. Pintores russos - Konstantin Korovin

No terraço
Konstantin Korovin
1861-1939
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