Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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terça-feira, 3 de maio de 2011

2790. Tortuosidades

... e TS está com uma cara, o infeliz!


Tortuosidades

Deu-se ao trabalho de ouvir a declaração do Amado Líder acerca das negociações com a troika?

E, se se deu a esse trabalho, notou, como foi realçado pelos partidos da Oposição, que a criatura se limitou a dizer o que NÃO ESTAVA no acordo, esquecendo-se de dizer o que ESTAVA que é o que interessa saber?

Isto referiram os partidos da Oposição.

Agora, se me é permitido, digo eu:

Pois, mas tendo dito o que NÃO ESTAVA no acordo (e sabe-se lá se não estará, pois que afirmações dele não merecem crédito...) fê-lo de forma capciosa, de logro, de embuste. Como sempre, aliás.

É que, ao dizer o que NÃO ESTÁ no acordo, não faz uma declaração oficial, declaração de um governante.

Está, isso sim, como qualquer passante apenas a DESMENTIR a Comunicação Social. Porque o que ele disse que não estava foi apenas e somente o que a Comunicação Social vinha a noticiar que PODERIA ESTAR.

Chegámos, pois, ao ponto de o chefe do governo mais não ser do que um desmentidor de notícias dos jornais, rádios e TVs. Ridículo! E, mais do que ridículo, indignificante!

MAS... com ele não chega, porque tem mesmo de ir sempre mais longe!

Repare:

Mesmo isso que a Comunicação Social noticiava que poderia vir no acordo foi-lhe feito chegar pelos spin doctors do homem, pela propaganda do homem, ao longo dos dias.

E para quê?

Para que ele hoje estivesse em condições de aparecer como o grande triunfador, o salvador da pátria e dos mais desvalidos. Porque, afinal, lutara estrenuamente por que aquelas malfeitorias anunciadas (cortes nos subsídios de férias e de Natal) não tivessem vingado.

A este ponto chega a rebuscada e tortuosa mente!...

Quer a prova provada de que tudo não passou do engodo criado por ele e seus malfeitores de que é mesmo como digo?

Pois bem. Então, aí vai:

A que propósito é que durante meses e meses a fio se falou na necessidade de um empréstimo de 80 mil milhões de euros e, dias atrás, já com a troika por cá, subitamente e sem qualquer a propósito, começou a circular por todos os órgãos de CS a "notícia" de que o empréstimo teria de ser não dos tais 80 mil milhões, mas de 100 mil milhões de euros? Como é que, numa questão de poucos dias, havia um acréscimo de 20 mil milhões de euros?

E em que fonte teria a Com. Social obtido tal "cacha", se nem sequer conseguia saber onde se reuniam os homens da troika?

E hoje mesmo fez-se circular que nem os 100 mil milhões chegariam, porque, na realidade, teria que se ir até aos 105 mil milhões.

O que é que acha? Qual teria sido a fonte? É evidente que tais "notícias" fora,m chutadas para os jornalistas pelos homens da propaganda vilarista.

Para quê?! Para ele agora vir dizer que era APENAS de 78 mil milhões!

Deste modo, "saiu" como o Grande e Amado Líder que nos safou de termos de alancar com mais 25 mil milhões de euros.

Que grande herói é o nosso Incomparável Líder de uma cana!!!

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

2781. A "troika" actua, mas a protecção ao vilarista continua

Extremamente “trágico” para o PS do vilarista é a circunstância de a “troika” (FMI, BCE e Comissão Europeia) ter obrigado, por questão de linear transparência, a que se incluísse nas contas do Estado de 2010 o valor dos custos de três – apenas três por enquanto, note-se! – das parcerias público-privadas, as famosas PPPs.

Tal exigência, que era o mínimo que se poderia fazer, obrigou a que o deficit orçamental de 2010, subisse de 8,6% para 9,1%.

* De notar que o governo começou por jurar a pés juntos e dedos atrás das costas em figa, como os putos fazem, que o déficit de 2010 era de 7,3%;

* quase de seguida, chegou ao desplante de garantir que seria ainda menor, ou seja, de 6,9%;

* depois, o INE teve de vir corrigi-lo para 8,6%;

* finalmente, a “troika” acaba de obrigar a trazê-lo para os mais verdadeiros 9,1%.

Ora, calcula-se que não irão parar por aqui as correcções a que a “troika” os obrigará, pois que falta ainda muita coisa e o embuste não tem fim.

Esta é apenas uma pequena parte de um logro de que o INE tinha perfeito conhecimento e não corrigira agora para não ser conhecido antes das eleições de Junho. Por isso e como não era possível continuar a esconder o facto, tudo se preparava, com a conivência do amiguinho Eurostat – que elabora relatórios a partir dos falsos relatórios dos amigos – para que as coisas se soubessem apenas em Setembro, já bem depois das eleições.

Por aqui se vê a vilarice pegada.

A “troika”, porém, cortou as voltas aos aldrabões e obrigou a que uma parte fosse desde já posta no são.

Talvez assim a generalidade dos portugueses perceba FINALMENTE, o quão indispensável era que os fiscais tivessem vindo há muito mais tempo. Agora não estaríamos nos assados em que a cambada de vilaristas nos pôs.

O significado liminar de tudo isto é o de que o governo, ao garantir que o déficit orçamental de 2010 era de 6,9%, estava uma vez mais a vilarizar as contas do País, desta vez em nada mais nada menos do que montante a rondar os 3.000 milhões de euros. Repito, agora por extenso: três mil milhões de euros !!!!

Curiosamente – ou não – tal vilarice, de gravidade inaudita e jamais vista, não está a ser devidamente assinalada.

Que a Comunicação Social – nomeadamente as TVs – não o faça, já não surpreende ninguém. É bem sabido que, de modo geral, está apanhada na rede dos compadrios, favores ilícitos e/ou ameaças; que os partidos da Oposição, especialmente o PSD, não o tenham ainda feito, é incompreensível e suicidário.

Será porque estão apanhados pela urdidura cavilosa de que não se pode deixar cair o PS, mesmo que isso represente salvar o vilarista?

Então, o país, senhores? O país no meio de todas estas jogadas, como é que fica? Endividado, sem honra, sem glória, mergulhado na lama pútrida e fedorenta da mais odiosa ignomínia? A isto chegámos?

Mas que merda vem a ser esta, afinal?

* * *

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

2777. Alemães e finlandeses arrogam-se de direitos que não têm


Alemães e finlandeses arrogam-se de direitos que não têm

A atitude arrogante dos finlandeses – a que se acrescentam alguns afloramentos cretinos de alemães – é uma prova de que a tão falada coesão europeia não passa de um enorme bluff, de uma vergonhosa treta.

Embora tenham razões – e fortes – para estarem mais do que fartos de “sustentar pançudos preguiçosos”, não podem esquecer que aderiram ao Mercado Único, por inteiro. Para os benefícios daí colhidos, como para os prejuízos que possam resultar do passo que deram.

Depois, será forçoso que esses dois povos – por agora limito-me a estes – não esqueçam algumas coisas essenciais:

1. Ambos necessitaram já de apoio europeu – e bem forte.

A Alemanha quando, no tempo de um cavalheiro, Helmut Khöl, – não de uma pesporrente Frau de meia tigela – o país foi unificado e a riquíssima, democrática e outrora designada República Federal Alemã, teve que acolher no seu seio, os irmãos vindos do outro lado do muro, da República Democrática da Alemanha, comunizados, esfomeados, rotos e pedintes, entre eles a actual chanceler alemã, Frau Merkel, processo iniciado após o derrube do muro da Vergonha, em 1989.

Também a Finlândia por várias vezes ao longo da sua História, teve que receber apoio generalizado, com especial relevo no princípio de 1940, quando imensos fornecimentos de trigo e outros cereais lhe chegaram de todo o mundo ocidental, para que os finlandeses pudessem sobreviver não só à pressão nazi, como ao domínio soviético. E, nesse caso, não se tratou de um mero empréstimo, a pagar a juro mais ou menos elevado e em prazo mais ou menos alargado. Não. Foi mesmo uma dádiva, desinteressada, da comunidade internacional.

Poderá dizer-se que, em ambos os casos, se tratou de um apoio solidário para uma obra de enorme alcance social e humano. Não contestando isso, que é a realidade, não posso igualmente esquecer outras realidades que importa relembrar, para não caírem no olvido geral:

2. Nem Alemanha nem Finlândia sofreram os efeitos altamente perniciosos da adesão à UE, prejuízos que a União se comprometeu, desde cedo, a compensar, mas que, embora tendo-o feito em certa medida, fê-lo colhendo sempre maiores benefícios do que arcando com os prejuízos.

Refiro-me ao completo desmantelamento do tecido produtivo português, quer industrial, quer, principalmente agrícola. Hoje, não conseguimos sequer produzir o necessário para o pão-nosso de cada dia, como a nossa pequena indústria, com especial relevo para a têxtil que levou uma machada de morte por não ter sido ajudada, como devia ter sido, na concorrência com mercados em que os factores de produção são mínimos e, portanto, muito mais concorrenciais.

O caso da agricultura e a vergonha que foi e é a Política Agrícola Comum (PAC), que não atacou Alemanha ou Finlândia, mas destruiu toda a nossa já de si muito fraca agricultura, a benefício principalmente de Espanha e França, como todos os dias vemos nas visitas aos hipermercados.

Poderá ser contraposto que, para isso, recebemos subsídios. É verdade, mas eles destinaram-se as desmantelamento do tecido agrícola português e à compra dos produtos que o emprestantes estavam interessados em vender. E assim, por culpa de quem nos explorou, por responsabilidade de quem deixou que nos explorassem e por desleixo nosso, cigarras a cantar em Verão descuidado e mandrião, chegámos ao inverno do nosso profundo descontentamento.

Mas, se temos fundadas razões para estarmos fulos com a UE e “piursos” com “tedescos” e “suomis”, tal não nos alivia a consciência dos imensos pecados que andámos a cometer ao longo desta última década e meia, com relevo especial para os últimos sete anos, todos eles bem piores do que os que Job, como escravo, serviu Labão, pai de Raquel, a quem amava perdidamente e a quem – e só a ela – queria. E nós, a quem queríamos? Cerca de 30% dos portugueses queriam e, pelos vistos, continuam a querer, nesse seu amor cego e estupidificante, a um vilarista de primeira água que tudo emaranha a benefício próprio e dos familiares e amigos. E os restantes de nós?

De qualquer modo, por muitos erros que tenhamos cometido – e certamente cometemos, somos os primeiros a reconhecer e havemos de ser os primeiros a pretender redimi-los – tal facto não autoriza a que sejamos internacionalmente humilhados. Mesmo que pelos representantes ou uma qualquer parcela de povos que serão dos maiores contribuintes líquidos para da União Europeia.

Afinal, somos a nação europeia com as mais antigas e respeitadas fronteiras e o mundo moderno deve aos nossos antepassados muito do que hoje é, com virtudes e defeitos. Estou certo de que com mais daquelas do que destes. Exigimos, pois, respeito.

Até porque não estamos a pedir esmola alguma, como, em seu tempo, fizeram os finlandeses e até os alemães. Estamos, isso sim, a solicitar um empréstimo e algum tempo de mora, como ao que os alemães igualmente acederam, quando dele precisaram.

E esse empréstimo, estamos dispostos a honradamente o solver, ainda que a juros de verdadeira usura. Mas quem nelas se mete, delas tem de desenvencilhar-se.

É tudo isto que estes governante de meia tigela e ignorantes – característica apenas comparável à pesporrência e à arrogância que lhes impedem uma postura de decência e dignidade – não têm a coragem de responder com a mesma altivez com que somos miseravelmente agredidos, por nítida falta de força moral necessária para que o façam.

Para que o fizessem, precisavam de ser outra gente, cidadãos de outra postura, que infelizmente não são.


Ruben Valle Santos

Setúbal

18 Abril 2011


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quinta-feira, 24 de março de 2011

2764. Não tenhamos ilusões

Não tenhamos ilusões.

Alguém de senso comum acredita que um governo português, seja ele de que cor política for e integre um, dois ou três partidos, por si só, tenha força política e anímica suficiente para dar fim a tantas situações a necessitar de corte radical?

Alguém de senso comum acredita que um governo português, por si só, tenha força política e anímica suficiente para, de repente, acabar com milhares de empresas públicas altamente deficitárias, absurdamente ruinosas, e institutos, fundações e outros organismos fantasmas, cuja finalidade consiste, única e simplesmente, em dar guarida a clientelas que têm que ser alimentadas custe o que custar?

Alguém de senso comum acredita que um governo português, por si só, tenha força política e anímica para, contrariando a vontade de confederações patronais e sindicatos, fazer aprovar e cumprir decisões que todos sabemos absolutamente indispensáveis à reformulação do País, porque sem elas jamais conseguiremos sair do atoleiro em que estamos?

Alguém de senso comum acredita que um governo português, por si só, tenha força política e anímica para actuar com firmeza nas áreas laboral e fiscal, e pôr no são a Justiça portuguesa?

Alguém de senso comum acredita que um governo português, por si só, tenha força política e anímica para cortar pela raiz tantos males que afligem a sociedade portuguesa e que estão nela alapados de tal forma que só com muito “sangue, suor e lágrimas” poderão ser extirpados?

É evidente que ninguém de senso comum acredita em tal. E quem disser que sim, que acredita, que é possível, ou mente ou é inconsciente.

Assim sendo, como efectivamente é, ninguém acredita que se veja, mesmo que muito ao longe, alguma possibilidade de as coisas se modificarem de forma substancial.

É certo que é um alívio termo-nos livrado – veremos até quando – da arrogância, despotismo, atropelos às leis e às regras sociais, autoritarismo, enfim, de Sócrates. Tal não basta, porém. É preciso ir mais fundo, muito mais fundo. Porque o mal já existia antes de Sócrates. Este apenas o agravou, levando-o aos limites do inconcebível.

E ir mais fundo, implica uma descomunal força política e anímica, que não se vislumbram, tanto no quadro estritamente político nacional, como na sociedade portuguesa em geral.

A única forma de se dar a volta necessária, indispensável à actual situação, é através de medidas muito duras e impopulares – embora mais justas do que as que o vilarista pretendia levar por diante – impostas com o respaldo do FMI. Só a força do FMI terá mesmo o poder de obrigar a que se actue correcta e integralmente.

Supor que se pode alcançar o objectivo necessário por outra forma, é não viver de olhos e ouvidos bem abertos para as realidades da vida, no Portugal actual.

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

2745. Imposto de crise versus embustes e bandalheira

Esta história do corte nos ordenados é um embuste. Só atinge funcionários públicos e, pelos vistos, nem todos. Além disso, levanta problemas de inconstitucionalidade.

A solução que teria revelado equanimidade e honradez teria sido a da criação de um imposto extraordinário, o "IMPOSTO DE CRISE", a abranger a universalidade dos cidadãos, com as únicas excepções a contemplar quem não disponha de rendimentos mínimos suficientes para uma subsistência digna.

Tal imposto vigoraria temporariamente, até que se mostrasse necessário, devendo de tempos a tempos, ser avaliada em termos públicos a necessidade de continuar em vigor ou não.

Tudo isto precedido de uma explicação completa e cabal ao País. Claro, seria a forma de actuação correcta e democrática de um governo decente.

Quando a necessidade de sacrifício é aberta e lealmente exposta, ao mesmo tempo que fixado o horizonte de localização do final do aperto, a generalidade dos cidadãos aceita de boa mente sacrificar o seu bem-estar em prol do bem comum.

O que não aceita, de forma nenhuma, é o embuste. E a actuação dos vilaristas governos tem-se pautado pela mentira descarada e o mais indecente dos embustes.

Por outro lado, os juros da dívida pública continuam em alta, ultrapassando constantemente a barreira dos 7%. Aliás, nem outra coisa seria expectável.

Quanto mais tempo demorar a chamada do FMI pior será. Poderá não vir cá fazer muita coisa, mas uma fará certamente e dela muito necessitados estamos: evitar mais mentiras e embustes, que a bandalheira prossiga.

O vilarista tenta fugir a essa inevitabilidade a todo o custo, porque, logo que o FMI chegue, acabam-se as sinecuras dos boys que por aí se alapardam na mesa do Orçamento. Pior do que isso, fora do Orçamento, pela calada da noite!

Ora, perdidas as sinecuras, lá se vai o poder do vilarista pelo esgoto. Esta a dura realidade com que estamos confrontados. Tudo o mais apenas serve para engrolar o zé pagode.

sábado, 1 de novembro de 2008

1829. Coitado do FMI !...

Consta por aí que os senhores do FMI, ou seja, Fundo Monetário Internacional, andam amedrontadíssimos, sem saber o que fazer da vida.

Em, alguns casos, fala-se mesmo em fugas para a Conchichina e até - imagine-se! - em tentativas de suicídio colectivo.

E tudo porquê.

Pois bem, porque o ilustrado senhor ao lado retratado - que já fez jus a variadíssimos cognomes e apostos ou continuados, mas presentemente é mais conhecido por mr. Powerpoint, tal a propensão para apresentações muito bonitinhas mas que não passam de "presentations", sem efeitos práticos, portanto - os criticou fortemente.

Ora, como é sabido, sentença proferida pelo dito cujo senhor é mandamento, pelo que os tais patifórios do FMI já não sabem onde se meter, para escaparem à fúria justiceira de tão insigne político de uma só cana.

Porém - e há sempre um porém, proveniente de algum desmancha-prazeres, há por aí uns quantos cidadãos que, ao terem conhecimento de tal reprimenda de mr. Powerpoint ao FMI, logo, eivados de má vontade e espírito pouco condizente com a boa compostura de governados perante e sob tão divino governante, não se coibiram de afirmar a pés juntos - imagine-se novamente! - que melhor fora que o tal supradito e sempre badalado Powerpoint se esforçasse por fazer alguma coisa de jeito pelo seu país, em vez de andar a largar postas de pescada acerca de outros e acerca de assuntos de que - todos bem sabemos de um saber de experiência e sofrimento feitos - nada percebe.

Sempre há cidadãos capazes de tudo, não é? Claro que falo dos que criticam tão excelso arrogante... perdão, governante!...
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