Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 11 de maio de 2008

1554. Planeamento de excelência

Acabo de receber este email.
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* * *

Assunto: O metro mais bem planeado e os autarcas mais inteligentes

Há sessenta anos que há aeroporto na Portela, e há cinquenta que há metropolitano em Lisboa.


Há quantos anos há metro no aeroporto (dentro da cidade)? Ainda não há; estão a construí-lo.


Há cinquenta anos que os utentes do Aeroporto de Lisboa poderiam usar o metro para lá chegar – se a estação do aeroporto existisse. Não existe, e os autocarros são escassos e não estão preparados para bagagens – na sua maioria, os utentes têm que ir de carro ou táxi.


Parece que a estação de metro finalmente vai ser inaugurada… pela mesma altura em que o aeroporto da Portela supostamente será desactivado.


Não sei há quantos anos existe a estação de comboios de Santa Apolónia, mas foi muito antes de haver metro.


Desde que há metro que os utentes da estação de Santa Apolónia poderiam usar o metro para lá chegar – se a estação de Santa Apolónia existisse. Já existe: foi inaugurada há quatro meses.


Construí-la foi uma monumental obra pública, que teve seriíssimos problemas durante a sua execução, demorou anos e anos e custou o triplo ou o quádruplo do inicialmente previsto.


E quatro meses depois de inaugurada a conclusão de tão longa empreitada, tão trabalhosa, tão cara e tão custosa para os lisboetas, qual é a ideia?



Encerrar a estação de Santa Apolónia à actividade ferroviária


(e guardá-la para “terminal de cruzeiros” – é bem sabido que quem faz cruzeiros em Portugal anda de metro todos os dias).


Digam lá – há coisa mais bem planeada que o metro de Lisboa? Haverá pessoas mais iluminadas que os autarcas de Lisboa?


Filipe Moura

Gentileza de J.F.Faria

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domingo, 3 de fevereiro de 2008

1474. Prove ou cale-se, "seu" Neto!

Henrique Neto, empresário e militante socialista, não perdoa ao Governo ter desistido da Ota e optado por Alcochete para construir o novo aeroporto de Lisboa.

( ... )
- As gafes do ministro Mário Lino e tudo isso funcionaram para desacreditar a Ota?


- Repare, o ministro Mário Lino é uma pessoa com uma escola política muito grande. Não se esqueça que ele teve no PCP muitos anos. E o PCP é uma boa escola. Eu falo por mim porque também por lá passei. O PCP é uma boa escola de quadros, ou era, pelo menos. O ministro Mário Lino é um técnico competente. Portanto, era demasiado mau tudo aquilo que ele fez para ser verdade. Principalmente por uma outra razão. Porque ele nunca apresentou dados e estudos, que ele tem, que desmontariam e destruiriam a argumentação de Alcochete e o estudo da CIP. Escondeu-os. Até porque o estudo da CIP é muito fraquinho. Nomeadamente no plano ambiental, mas também no plano estratégico. Ora ele nunca apresentou isso. Nunca usou os argumentos de defesa da Ota que existem.
( ... )
Entrevista ao CM - 2008.02.03

Veja mais, aqui.

* * *

Mas tudo isso é muito fácil de desmontar, "seu" Neto! Se você ou usted ou you ou vous ou lei ou Sie sabe disso tudo, por que raio de treta não o veio dizer mais cedo, antes da decisão?

E mais:

Se sabe disso tudo é porque alguém lho contou, lho mostrou ou "vocência" esteve metido na tramóia... Não há que sair disto.

Ora, se lho contaram, conte agora aqui quem foi, que é para nós irmos ter com essa pessoa e ficarmos a saber também - que diabo, o sol quando nasce deve ser para todos, caraças!;

Ora, se lho mostraram, cochiche aqui ao ouvido esses argumentos de que tomou conhecimento, para que nós fiquemos a conhecê-los também - que diabo, o sol quando nasce deve ser para todos, porra!;

Ora, se esteve metido no processo, "amande" com toda a raiva e soberba possível p'ra cima da mesa da clareza e limpidez de princípios os documentos a que teve acesso, comprovativos da "sacanice", e que o autorizam a dizer tudo quanto disse, para que possamos consultá-los também - que diabo, o sol quando nasce deve ser para todos, chiça!;

Diz "seu" Neto que o ministro Lino é uma pessoa com uma escola política muito grande e um grande técnico mas, imagine-se!, não obstante essas tremendas virtudes, tudo o que fez é demasiado mau para ser verdade. Mau! Mas, afinal, o homem é bom ou mau ou nem por isso e antes pelo contrário? Esclareça lá essa "coisada", ó "seu" Neto, para ver se "a gente entendemos", okapa?

Isso, faça isso, "seu" Neto! Prove aqui, por A+B que o ministro Lino, não obstante os encómios que "seu" Neto lhe endereçou, não passa, afinal, de um pateta alegre, pois a figura que andou a protagonizar, só para fazer o jeito não se sabe bem a quem, e a cara com que ficou, quando tudo se decidiu, estão muito longe das intenções que "seu" Neto agora lhe atribui. Ou a lógica é uma batata com grelo... grelado!

É. Faça isso, seu" Neto! Ou, então, cale-se! Cale-se, ouviu?! Estamos saturados de wiseguyism... Chega! Com licença de "seu" Neto e dos leitores, não há cu que aguente tanta "pepineira" junta. C'um catano!
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

1436. Em cima do acontecimento...


ÚLTIMA HORA !

Click na imagem,
para ampliar


O Ministério das Obras Públicas acaba de emitir um comunicado, assinado pelo próprio ministro, em que se dá a conhecer que há todas as probablidades de, não obstante os desenvolvimentos conhecidos, o novo aeroporto de Lisboa se vir a denominar

Aeroporto Intercontinental da Ota

Soube-se, entretanto, que o superior hierárquico do dito ministro admitiu já esta possibilidade e mostrou-se mesmo entusiasmado com a ideia, tendo inclusivamente marcado um conselho de ministros, que terá lugar, desta vez com todos de camisa esgargolada, no próximo fim-de-semana, no Forte do Bugio, tendo como único ponto na agenda de trabalhos, precisamente esta transcendente questão.

É, portanto, de bom aviso que os portugueses se vão, desde já, habituando à nova designação da futura plataforma aérea intercontinental da Europa.

A partir de um email
de Pedro Sérgio

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

1391. Aeroporto de Lisboa: a vitória dos cidadãos

Sabe-se já que a Portela (um simples aeroporto doméstico) não vai ser substituído pela Ota (mero apeadeiro aéreo, quase submarino...), mas sim e a seu tempo por uma plataforma aérea intercontinental, excelentemente situada, tanto em termos de região do país, como, principalmente, de região europeia.

A sua localização pode, efectivamente, trazer muitos "dissabores" a Madrid (Barajas), que hoje quase monopoliza o tráfego aéreo entre a Europa e a América do Sul, como de e para a própria África.

Para além das circunstâncias relativas àqueles continentes e à própria Europa, há que não esquecer outras mais regionais, digamos assim, mas que conferem à localização em Alcochete excelentes - únicas mesmo - condições.


É que, ali a dois passos, está toda a Extremadura espanhola (que ficará a distar de Alcochete menos de 200kms, enquanto que para Madrid terá que percorrer 400) mas igualmente toda a Andaluzia (que ficará, também ela, muito mais próxima de Alcochete que de Madrid). E é bom que não se esqueça que a Andaluzia tem fortíssimos laços com a América do Sul, especialmente a Argentina, onde vive e trabalha uma enorme comunidade andaluza.


Estes os factores que me levaram à convicção de que a "teima" do governo na solução Ota se devia a pressão espanhola, mais do que qualquer outro factor. E ainda cá estaremos para ver se não terá sido assim...


De qualquer modo, certamente que agora não se voltará atrás.


Entendo que Portugal está de parabéns.

Por variadíssimos motivos. Porque, finalmente, vai ter um aeroporto e não um simples apeadeiro aéreo e porque verá uma das suas regiões mais desfavorecidas finalmente a poder usufruir de desenvolvimento capaz, em primeiro lugar. Mas também outros sobre os quais nesta oportunidade não irei debruçar-me.

Mas Portugal está de parabéns também e principalmente por outras razões, essas de cariz mais subjectivo mas, talvez por isso mesmo, mais difíceis de ver contempladas, razão por que causam satisfação maior quando se verificam.

Para lá do reconhecimento do papel fundamental do presidente da república (que momentaneamente lá saiu do seu papel de Elizabeth II...) neste processo, travando o que ia já em rota de colisão inevitável com os interesses do País e da muito meritória colaboração da CIP (até que enfim, faz algo que se veja!...), há uma outra vertente que a todos muito dignifica. A quem dignifica, claro! Porque nem todos emergem limpos dos "charcos" da Ota em que se pretendia afundar o aeroporto...

É ela a vertente da cidadania, a vertente da democracia directa!

Toda a volta que o assunto levou (a começar pela intervenção do PR) se deveu à enorme pressão exercida pelos cidadãos, individualmente considerados, entre os quais permitam que destaque, por ser inteiramente justo e impostergável, uma pessoa:

O Professor jubilado do Instituto Superior Técnico, António Brotas, figura de saber e de antes quebrar do que torcer, que terçou armas desde o princípio e jamais baixou braços em defesa do que sabia ser justo e melhor para o País. Honra lhe seja, caro Professor! O País está-lhe grato, creia. E bem necessitado está de mais "Antónios Brotas".


Depois, a Blogosfera.

O cidadão anónimo que, como em outros casos - infelizmente ainda não vencidos - não enjeitou a oportunidade de contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento do país, liberto de capelas escusas ou, pelo menos, muito deficientemente iluminadas.

A cidadania activa e responsável é um bem inestimável e a preservar a todo o custo. Se de demonstração esta asserção necessitasse, ela ai estava, pujante e inafastável. E o que é nem precisa de demonstração. Impõe-se per se.

Quanto às tristes figuras do Governo, dos seus ministros "jamais" - ou "jamé" ou lá o que é... -, e do próprio senhor Sousa, não causam qualquer embaraço. Pelo contrário, até proporcionam refinado gozo. Quando se verificam "cá dentro". Lá por fora... bem, aí já a coisa muda de figura.

Mas, esqueçamos tristezas e desfrutemos este momento deveres marcante. Mesmo quem dele, da sua importância não se apercebe agora, não tardará a apreendê-la também.

Ruben Valle Santos

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1389. Aeroporto de Lisboa em Alcochete

Sic online









Mas a campanha
continua...





* * *


Quem é que não se recorda do cretino alarido contra a construção da ponte Vasco da Gama e as alegações de que, a fazer-se, iria acabar com uma parte importante da reserva natural do Tejo, pois que os passarinhos iriam de lá sair e se perdia um património inestimável? Foi uma barulheira tremenda.

Hoje, quem passar na ponte - e nem precisa de ser com frequência - constata que os passarinhos lá continuam, a uns longuíssimos 20... metros da mesma e até sob ela, imagine-se!

Bem, naquele caso, o problema é que os passarinhos ir-se-iam todos embora; neste, agora, é que os passarinhos não se vão embora... Quando não é das calças é do conteúdo das mesmas. Agora uma coisa, amanhã outra.

O que nunca muda é a idiotia que chegou a este desgraçado país, pelo vistos para construir residência permanente. Poderia também ser ave migradora, pois sempre nos ia aliviando o stress. aparecendo só uma ou duas vezes ao ano. Infelizmente, não é.

Imagine-se que nem sequer se tem a hombridade de referir uma coisa essencial, qual seja a de que quase não há aeroportos por esse mundo fora, onde não sejam instalados sistemas de obstaculização de interferência de aves nas descolagens e aterragens. E, em casos mais graves há mesmo caçadores pagos para abater qualquer ave que possa vir a constituir um potencial perigo real. Todos os dias estão de prevenção. É, portanto, procedimento normalíssimo.

Talvez esses ilustres senhores queiram ir construir o aeroporto de Lisboa no deserto do Nevada, para estarem mais garantidos. E, daí... os abutres são tramados mesmo! Aliás, esses esvoaçam também aí por toda a Lisboa... Ah! Atenção: no Rossio também não pode ser. Pois... os pombos!
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sábado, 8 de dezembro de 2007

1294. E a OTA deu BOTA...


Ao que parece, lá pelo LNEC, não andam todos alienados, nem são burros e menos ainda cretinos...

E, assim, a OTA deu "bota"...

E o aeroporto sempre acaba por ir parar a Alcochete Jamais...

Razão tinha o inefável Mário Lino de sua graça.

- Alcochete, "jamais"!

Tome nota:
o novo aeroporto de Lisboa vai ficar em Alcochete Jamais e os camelos é que ficarão todos em Lisboa, ali para os lados... bem, cala-te, boca!...

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quinta-feira, 24 de maio de 2007

1091. Eles dizem cada uma...


Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o norte do sul do país.
Almeida Santos a saída de uma reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista

* * *

Esta é de gritos! E só se desculpa a AS devido à avançada idade, que o fará - quem sabe?... - imaginar que somos todos uma cambada de idiotas, tendo ficado a iluminação de espírito pertença exclusiva de SExa!

A levar a sério a afirmação do ilustradíssimo e preclaro tribuno, escrevinhador de méritos quilométricos e legislador de toneladas, o melhor era nada fazer em circunstância alguma, seja onde for, em que data seja, com que intenção aconteça, pois que... lá pode vir a dinamite e estragar toda a festa!

E, claro, é preciso ter em conta que a dinamite que "dinamita" uma ponte, também as dinamita todas, desde a 25 de Abril, até à de Vila Velha de Ródão, passando por todas as restantes, incluindo a que está em vias de ser acabada, por estes meses mais próximos...

Apre! E há pachorra para "isto"?

Eles são... capazes de afirmar tudo e mais alguma coisa. Com a maior cara de pau!...

E é que a cada cavadela, sua minhoca!...

Ao menos que tenham o decoro de se calarem

* * *

Escrito mais tarde, pelas 14,20horas (olhem, também depois do almoço...):

* Em que margem do Tamisa ficam Gatwick e Heathrow? E como é que se governam os da outra margem?

* Em que margem do Sena ficam Charles de Gaulle e Orly? E a malta da oura margem, como é que se governa?

Sim, como é que se desenrascam essas gentes ignaras e palermas, tanto de Paris como de Londres, se aparecer um bacano qualquer com cem gramas de dinamite no bolso das cuecas, e, com eles, rebentar uma ponte... ou duas... ou três?

Por favor, "titio" Almeida Santos, vá descansar. Talvez dormir uma sestazita que, desde a descolonização - e até antes - já fez o suficiente para bem a merecer! E não diga mais coisas dessas, que não lhe ficam bem! Ou ainda não percebeu isso? Em última análise faz-se-lhe um desenho, caramba! Não custa nada... Palavra!

.....

1090. Eles dizem cada uma...


Fazer um aeroporto na margem sul seria um projecto megalómano e faraónico porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio...
Mário Lino num almoço com economistas

* * *

Contrariamente ao que diz o ilustre e elegante ministro, todas as razões que enunciou para não levar para a margem sul do Tejo o novo aeroporto de Lisboa são razões acrescidas para... o levar precisamente para lá!

Para que chame gente, para que se criem hospitais, escolas, hotéis, para que se estabeleça comércio, para que a região se desenvolva, caramba!

A menos que o
sôr ministro seja dos que têm horror ao desenvolvimento harmonioso do país...

Quererá o governante de fino trato e rara perspicácia que o interior e bem assim todas as regiões desfavorecidas de Portugal, persistam nesse estatuto e, se possível, se vá alargando cada vez mais o fosso entre as privilegiadas e as outras?

E por que razão declarações deste tipo são feitas no final de almoçaradas? Não seria de melhor aviso que o fossem no princípio? Ou, melhor ainda, em outras ocasiões menos propícias a "confusões"?

Mas, afinal, que governantes são estes, que conseguem abrir a boca sem que nela entre mosca?

Por outro lado, não compreendo a reacção de indignação e ofensa grave de autarcas e outros políticos da margem sul.

Pois então, meus caros, não é verdade que não ofende quem quer, apenas quem pode? E não é verdade também que estamos mais do que cientes de que o cidadão Mário Lino, circunstancial e temporário dono de um ministériozito, é incapaz de ofender seja quem for, mesmo que viva obcecado por essa intenção?


Post scriptum (20,10horas):

Disse também o sôr ministro que há problemas ambientais e de perigo na zona da península de Setúbal.

Atão, ó sôr ministro, diga-me cá vocemecê onde é que está situado o aeroporto militar do Montijo. E, então, como é? Aí já não há problemas ambientais e de perigo?

Tch... tch... tch... Ó sôr ministro... Atão, tal nã tá a moenga, hã!? Afine lá essa côsa, porra!

...