... Abril !
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Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim! Assim se vai confirmando que o Homem é, a jusante da circunstância que o envolve, produto de si próprio. 2004Jul23


Sem muitos comentários, por desnecessários, e em jeito de prevenção, porque é bom que estejamos sempre em alerta realtaivamente ao que nos pode cair em cima, transcrevo a seguir a tradução expedita de um post inserido por Beppe Grillo - um conhecido lutador anti-sistémico italiano - no seu blog, denominado Il Blog de Beppe Grillo. O post tem o título Il proibizionismo di Internet.
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A ignorância pode levar a um estado de suprema felicidade. O ministro da Instrução sabe-o bem. Fioroni apresentou as “linhas de orientação”, em colaboração com Bindi, para tutelar a saúde dos estudantes. Um texto virado para médicos e professores “para prevenir a obesidade e os distúrbios alimentares (anorexia e bulimia) e prevenir os fenómenos de dependência (droga, álcool, tabaco, medicamentos, doping e Internet)”.
É o início de uma nova era: a do proibicionismo na Internet. Cedo ou tarde tinha que suceder. O pornoFioroni percebeu à sua custa que a Rede está cheia de insídia, de “sites” eróticos e de políticos espúrios. Quer evitar que os rapazes se defrontem com a verdade. Quer protegê-los. O acesso quotidiano a informação dopada nos jornais e na televisão fá-los viverem melhor e acreditarem nas virtualidades do regime. Deixa estar, Fioroni, o futuro não é da tua conta. Refugia-te no partido post-democrático, o que fica a olhar para o passado.
Mas a Internet na escola, o que é, na verdade? Aquilo do Fioroni é falso alarme? Peço aos estudantes e aos professores que comentem neste post a situação real em que se encontram. Quantos pcs há? Há? Estão acessíveis? Quais? Existe ligação (à Internet)? A que velocidade? Escrevam os vossos comentários, que recolherei para um documento que difundirei no blog.
A prioridade da escola é o conhecimento e o seu nome é Internet. Quem nela não estiver ficará marginalizado. Perdido num nirvana partidocrático. Criado expressamente para nós a partir das nossas dependências.
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Esta frase foi copiada do blog A Origem das Espécies, de FJViegas, que, por sua vez, a retirou, como a outras, do livro "Pela Boca Morre o Peixe", de João Pombeiro.
Sinceramente, não sei que comentário fazer a esta excelente peça. Experimentemos:
1 – Premonição?!
2 – Quem somos nós para contradizermos ?
3 – Lá sabia do que falava …
4 – Afinal, há gente que se enxerga mesmo !
5 – E esta, hein ?!
Dê uma ajuda e diga-me qual a que entende que melhor se ajusta à situação?


Percorrendo-o, vemos que se fala sobre nós e há portugueses que o frequentam e dizem também de sua justiça. Quanto aos alemães, bem, há-os da Alemanha e os de Portugal, tal é a comunidade “tedesca” que nos brinda com a sua companhia cá no rectângulo.
Encontrar um conjunto de cidadãos estrangeiros a gostarem de nos conhecer melhor, é sempre agradável.
Por isso, para o especial amigo, Ralf Wokan, mas também para a Chica-Portugalforum e ainda para o Thilo Schmidt, aqui deixo um abraço amigo.
Die besten Beachtungen, meine Freunde!
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Se me é permitida uma sugestão, passe a frequentar o link Das deutsch(sprachig)e Portugalforum.
Mesmo que a língua alemã não seja o seu forte, vai ver que, se recorrer ao Freetranslation ou ao Google, a coisa vai. É só transpor do alemão para o inglês e vive-versa. O meus três meses de aprendizagem da língua de Göethe, interrompidos pelo 25 de Abril, também não chegam para manter uma conversação. Com este expediente (e porque eles se expressam em bom português), porém, as coisas tornam-se mais fáceis.
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Por Felícia Cabrita e Graça Rosendo
Inspectores do Ministério do Ensino Superior foram ontem à Universidade Independente pedir o processo escolar de José Sócrates. Fontes da universidade afirmam que neste processo consta apenas o trabalho de Inglês Técnico e pautas com notas
Uma equipa da Inspecção-geral do Ensino Superior (IGES) esteve ontem, entre as 15 e as 17h30 horas, nas instalações da Universidade Independente (UnI) – antes da universidade ter adiado a conferência de imprensa -, pedindo o acesso ao dossier escolar de José Sócrates.
Segundo uma fonte da UnI, já na véspera os inspectores da IGES se tinham deslocado à universidade com o mesmo objectivo, que acabou por não ser cumprido.
Depois dessa tentativa, a direcção da UnI recebeu um fax, exigindo a marcação de um encontro com os responsáveis da universidade, para as 15h de ontem.
Ainda de acordo com a mesma fonte, a direcção da UnI impediu a saída do processo de Sócrates, alegando que os inspectores já o tinham analisado com detalhe e «não encontraram razões para o levar». O processo escolar do primeiro-ministro mantém-se, por isso, guardado no cofre-forte da universidade.
A universidade não atribui a esta visita da Inspecção-Geral o adiamento da conferência de Imprensa, que deveria ter-se realizado ontem para fazer «revelações bombásticas» sobre o caso da licenciatura do primeiro-ministro.
Segundo fontes próximas da direcção da Sides, o adiamento para hoje à tarde deve-se ao facto de estarem ainda a ser investigados diversos diplomas passados pela universidade.
Quanto ao dossier Sócrates, as mesmas fontes asseguraram ao SOL que o único elemento de avaliação que consta do seu processo escolar é, de facto, o trabalho de Inglês Técnico, com data de 22 de Agosto – que o SOL ontem revelou em primeira mão -, enviado para o reitor da UnI pelo então secretário de Estado adjunto do Ministro do Ambiente, agrafado a um cartão onde está manuscrito: «Meu caro, como combinado aqui vai o texto para a minha cadeira de Inglês»
O resto do processo escolar do PM contém apenas pautas com as notas das outras cadeiras feitas por Sócrates para completar a sua licenciatura
As investigações internas detectaram ainda uma informação no ficheiro informático relativo a Sócrates, que o indica como estando isento de pagar propinas.
Na entrevista dada à RTP na semana passada, o primeiro-ministro assegurou ter pago todas as propinas, tendo inclusive mostrado as respectivas facturas.
Contactada, a Inspecção-Geral do Ensino Superior remeteu para mais tarde uma informação sobre a ida de ontem à UnI. De qualquer modo, e através do mesmo contactado, foi explicado ao SOL que, enquanto decorrerem as inspecções àquela universidade, não deverão ser prestadas informações sobre a UnI.
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O mal-estar e a insatisfação que se constatam em todo o País têm raízes mais fundas. O que está verdadeiramente em causa é um problema de cultura de vida em sociedade.
Só razões de ordem psicológico-cultural podem explicar a nossa queda no fosso em que nos situamos actualmente, depois de sistematicamente, ao longo de sucessivos anos, termos ignorado todos os avisos que as nossas realidades nos evidenciaram.
É assim que, para além da questão orçamental e económica, nos defrontamos com gravíssimas carências nas vertentes educacional, artístico-cultural, social, de administração pública até de actividade privada, com perda irremediável de valores indispensáveis a um equilibrado e harmonioso desenvolvimento sustentado da sociedade que integramos.
Ora, é sabido que tal não tem acontecido e, muito pelo contrário, foram malbaratados e perdidos valores fundamentais da identidade nacional.
Sendo certo que este é um problema de todos os portugueses, não pode permitir-se que, sob esta verdade, se escamoteie a responsabilidade, em primeira linha, dos políticos que nos têm governado e continuam a governar.
Na verdade – e a verdade é para se proclamar frontalmente, sem tibiezas – a forma como temos sido governados é a grande responsável pela situação em que o País se encontra. Já ninguém acredita na bondade da política e menos ainda nos propósitos dos políticos, por muito dignos que sejam, e isso é dito à boca cheia por todo o país. Estamos a degradar, de forma irremediável, talvez, a democracia por que tanto ansiámos.
E não se vê que, da parte do poder político, dos vários poderes políticos, surja uma mensagem de esperança, congregadora de vontades e aptidões. Mensagem catalizadora de anseios, mobilizadora de capacidades, porque estribada em exemplos de dignidade, capacidade e vontade de acertar.
Não há, numa palavra, verdadeira classe dirigente em Portugal.
Muito pelo contrário, aquilo a que, em crescendo, se assiste, apenas tem como resposta de efeito, a radicalização do binómio nós-eles, em que nós, sociedade civil, estamos cada vez mais sós, desoladamente entregues à nossa sorte, e, igualmente de forma crescentemente mais isolada, eles, ou seja, a classe política, sem excepções claramente visíveis.
A manutenção deste status quo e o seu agravamento constante nada de bom oferece à sociedade portuguesa, potenciando, pelo contrário dificuldades surgidas a cada episódio menos feliz. Pode mesmo ser factor determinante para que se atinjam níveis não compagináveis com um relacionamento saudável entre todos.
Os últimos desenvolvimentos desta crise de valores têm-se revelado particularmente desastrosos, razão por que entendemos, como membros da sociedade civil, não politicamente enfeudados, não mais nos ser lícito a tudo assistirmos sem reacção, no sentido de inverter a marcha dos acontecimentos.
E foi assim que decidimos alertar a classe política na sua globalidade, quem decide aos vários níveis, nacional, regional e local, políticos e administrativos do país, para a conveniência de os recursos públicos – ao menos esses – serem usados de forma criteriosa e justa, isenta e parcimoniosa à exaustão.
É que é imperioso que os decisores políticos interiorizem essa necessidade.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, por exemplo, que a extinção imediata de tantos e variados institutos e outras sinecuras afins, meras duplicatas de serviços e organismos do Estado, porque criados com o putativo fim de dar colocação a “aparelhos privados” de sucessivos governos, é tarefa absolutamente necessária e impostergável.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, por exemplo também, que as empreitadas do Estado e das autarquias têm que seguir escrupulosamente cadernos de encargos rigorosamente elaborados, por forma a dar-se termo a uma prática insustentável, verdadeiro escândalo nacional, que conduz a que qualquer obra pública demore uma eternidade mais do que o prazo inicialmente previsto e custe duas e até três vezes mais do que o orçamento previra, com as legítimas desconfianças a que tais procedimentos dão causa.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, ainda por exemplo, que as empresas públicas têm que ser geridas em obediência a critérios de razoabilidade e bom aviso, pondo-se termo, a gestões ruinosas, quiçá de inominável irresponsabilidade, que as transformam em autênticos sorvedouros de recursos do país, sem que dessa sangria resultem benefícios assinaláveis para a comunidade.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, finalmente por exemplo, que o número de deputados à Assembleia da República é francamente ridículo, num país com a nossa dimensão espacial – e até demográfica –, pelo que se mostra inadiável, até para que sirva de testemunho de boa fé, um corte radical nesse número, fundamentado na razão, e não mais as meras “aparadelas” de simples cosmética a que se assistiu no passado.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, enfim, que é urgente e inadiável que a política ofereça à sociedade portuguesa um substrato moral insusceptível de ser questionado.
Estas, pois, as nossas razões, o nosso propósito. Entendemos chegado o momento de todos serem confrontados com as responsabilidades que a cada qual são atribuíveis. Em consciência, não podíamos, pois, calar.
Postas as coisas nos termos em que ficam, que reputamos de suficientemente esclarecedores, cabe referir que, a partir desta iniciativa e porque aceitamos que ela nos cria responsabilidades acrescidas, a que não queremos eximir-nos, não permitiremos que, de hoje para o futuro, em termos de cidadania, tudo continue como até aqui. Nós e milhões de outros como nós, em quem nos firmamos, na certeza de que nos acompanharão, das mais variadas formas. Custe o que custar, agrade ou desagrade aos poderes instituídos. Estaremos atentos e actuantes. Ninguém duvide.
Com a acção não procuramos notoriedade. Por essa simples razão, desde já declaramos, que, ainda que com toda a cordialidade e compreensão, declinaremos qualquer entrevista, ou peça semelhante, que nos possa vir a ser proposta. Somos simples e anónimos cidadãos comuns e como tal fazemos questão de continuar.
2005Junho17
Ruben Valle Santos
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Este texto foi escrito há quase dois anos, por ocasião da criação do Movimento Cidadão Atento.
Por não ter perdido nada da sua actualidade e, pelo contrário, tudo se ter agravado de então para cá, julgo de toda a pertinência a sua republicação. Bom seria que o que nele se diz fosse ponderado pelo conjunto da sociedade portuguesa.
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