Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sábado, 19 de maio de 2007

1077. As duas rainhas

Temos, no Portugal do final da primeira década do séc. XXI, a representação de duas rainhas da História numa só pessoa que, aliás, jamais poderia ser rainha... Portugal continua, como se vê, a ser o país das maravilhas!... Efectivamente, pela actuação que tem tido, o actual presidente da república, Aníbal António Cavaco Silva, mais não se tem mostrado do que o somatório de duas conhecidas rainhas, a saber, curiosamente, ambas de nome Isabel:

* Isabel II, actual rainha de Inglaterra * Isabel, a rainha santa, mulher de D. Dinis E porquê? Porque o papel que tem andado a protagonizar disso não passa.

Tem estado "ali" para cortar fitas e não fazer ondas de qualquer espécie, principalmente das que possam afectar a socrática cavalgada em desfilada. Depois, porque o que se tem visto do homem é que lá se vai entretendo com umas "rotas da exclusão ou inclusão" - que ninguém sabe bem... -, à laia de dama muito devota e caritativa, papel que certamente já nem a Maria Cavaco ficaria bem... Por esclarecer, duas questões verdadeiramente "dramáticas": * Quando virá a ter, como a inglesa, o seu annus horribilis? * Quando se verá em aperto semelhante à Infanta de Aragão, portuguesa rainha, pelo casamento, que o obrigue, em instância última e lampejo inesperado , a sussurrar docemente para que se aplaque a ira do "monarca" de má catadura: - São rosas, meu senhor, são rosas! ... Quem foi que disse que a História não se repete, quem foi?
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1076. Avenida 9 Julho - Buenos Aires


Dois aspectos da famosa Avenida 9 de Julio, em Buenos Aires.






... de dia, em muita da sua enorme extensão














... e de noite, numa visão mais restrita, com o obelisco em evidência






Click nas imagens, para aumentar, que vale bem a pena.

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quinta-feira, 17 de maio de 2007

1075. "A Fórmula de Deus"

Foi-me oferecido, corriam ainda os dias do ano de 2006.

Apenas agora, porém, me foi possível lê-lo, tal foi a disputa que na família (somos uns quantos...) se gerou para todos serem o primeiro a ler. Fui, pois, ficando para trás, até que chegou a minha vez. Em boa hora.

José Rodrigues dos Santos não tem, diga-se em abono da verdade, o cunho característico dos grandes romancistas, entendidos como manipuladores da palavra escrita por excelência.

No entanto, escreve escorreitamente e, de forma hábil e despretensiosa, prende o leitor ao enredo e às pesquisas e aos conhecimentos que vai carreando para as suas obras. Que evidenciam muita transpiração e igual dose de inspiração.

Dele já lera a "Ilha das Trevas" (Timor), pusera de parte (para melhor oportunidade) a "Filha do Capitão" (corpo expedicionário português em França), mergulhara nos intrincados mistérios do "Código 632" (Cristóvão Colombo português).

Foi agora a vez de "A Fórmula de Deus", que me despertou imenso interesse, não somente pelo tema - a busca da prova científica de existência de Deus - e pela forma muito característica de romancear de JRS, como por alguns dos lugares descritos, com particular relevo para o desértico planalto do Tibete, desde Kodari, no Nepal, e Zhangmu, já em território tibetano, até Lhasa (com o Potala e o Jokhang), passando por Shegar, Lahtse e Shigatse - com o Tashinlumpo - (mas não por Gyantse, por motivos de força maior relacionados com saúde de amigo e companheiro de viagem, resultantes da altitude, principalmente da transposição de La Pass, a 5.230m), que conheci há dois anos.

Não me arrependi. É um livro a não perder. Bastará que diga isto: a não perder!

José Rodrigues dos Santos, naquele seu jeito de eterno jovem bem humorado e que parece não dar muita importância ao que o rodeia, vai ser, está a ser já, um caso muito sério na literatura de ficção portuguesa.

E, curiosamente - ou talvez não... -, sem os espaventos e feiras de vaidades que por aí temos visto em outros casos... de valia mais do que duvidosa. O que também conta. E muito.

Venha outro, caro José. Estou cliente. Fiel.

* * *

Somente a título de curiosidade... talvez de humor.

Contrariamente a
Tomás de Noronha, o protagonista do romance, não teve a Isabel, minha mulher, a felicidade de conseguir encontrar em Lhasa - aliás, em todo o Tibete que percorremos - uma foto do Dalai Lama, que não havia à venda, por proibição chinesa, ao que disseram. E, curiosamente, uma que ela levava já, comprada em Katmandou, foi-lhe pedida em segredo tão veementemente, que não teve outro remédio - e satisfação, claro! - que não dispensá-la, tendo comprado outra, quando de volta ao Nepal.
Do Panchen Lama, sim, havia. Pelo menos no Tashilunpo.

Não se incomode com isto que digo, JRS, pois que a intenção não é essa, muito pelo contrário. E o facto que relato, se for verídico no que se refere à proibição de fotos do "papa" dos tibetanos, em nada deslustra a sua obra, que é, na verdade, inesquecível.

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1074. O xiclista


Pedala... pedala... vereda arriba
Pedala... pedala... estrada abaixo
Pedala... pedala... atrás de quê?
Pedala... pedala... nem ele sabe!
Pedala... pedala... grande cansaço!
Pedala... pedala... que esforço imenso!
Pedala... pedala... suor em bica!
Pedala... pedala... mas até onde?

Se um dia chega ao seu destino
que vai fazer, depois da meta?
Pedala... pedala... em desatino
não deixa em paz a bicicleta!

Max que xiclista tão perxixtente!

(Sabe-se que o equipamento devia ser azul e branco às riscas. Acontece, porém, que, feitos alguns testes preliminares, concluiu-se que a cor por que se optou, mais chamativa e abrangente, satisfaria suficientemente para que se justificasse a opção... ;-)
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1073. Florença






A "minha" cidade, depois de Setúbal.


Aqui, num recanto, onde o fotógrafo, feliz,
captou a Galeria degli Uffizi, onde se passam dias inteiros, sem cansaço e maravilhados, bem como o Palazzo della Sigñoria, com a sua esguia torre.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

1072. MST no seu melhor


Não obstante ter tido já o prazer de ler obra sua de grande fôlego e engenho e também algumas peças menores de não menos valia, o certo é que o conhecido Miguel Sousa Tavares, invariavelmente metido lá no seu pedestal de cacos, tem o condão de, com a sua infinita arrogância, irritar muita gente, eu incluído.

No entanto, de quando em vez, sai-se com uma ou outra em que, palavra de honra, se estivesse ao pé do homem, dava-lhe um abraço sincero. É que por vezes, sai lá do Limbo em que invariavelmente se posta, e diz umas verdades, duras como punhos.

Sei que sou um tanto suspeito, por ao assunto me ter referido já inúmeras vezes aqui e em outros lados, mas, estou em crer que, quem conheceu e conhece Setúbal, honestamente tem que dar toda a razão ao homem. É que os crimes que têm sido cometidos em relação a Setúbal e aos setubalenses são inúmeros e imperdoáveis e vários são os pecadores.

Pessoalmente, não me tenho referido ao clube. Apenas à cidade e aos desmandos que têm sido praticados em seu nome e para sua desgraça. No entanto, o retrato eito por MST está também impecável relativamente ao Vitória Futebol Clube. Infelizmente. E pelos mesmos.

* * *

Por MIGUEL SOUSA TAVARES Jornal "A Bola" Terça-Feira, 8 de Maio de 2007

"Em minha opinião, o VITÓRIA DE SETÚBAL é a pior equipa do campeonato e a sua descida aos infernos da Liga de Honra é absolutamente natural e justificada. Passa-se com o VITÓRIA a mesma coisa que se passa com a própria CIDADE DE SETÚBAL.

Há 20 anos atrás, SETÚBAL tinha todas as condições para se transformar numa cidade modelo, em termos de urbanismo e qualidade de vida:

. dimensão adequada . espaço para se desenvolver harmoniosamente
. possibilidade fácil de recuperar o centro histórico e ligá-lo ao rio
. condições naturais excepcionais
. estuário do Sado aos pés
. o mar em frente
. a montanha ao lado
. praias magníficas
. frente de rio única
. avenidas largas
. praças suficientes, enfim, tudo ou quase tudo.

Mas vieram os MATA CÁCERES e outros ARTISTAS do PODER LOCAL e transformaram SETÚBAL numa COISA CAÓTICA e ABERRANTE, com urbanizações dignas de SUBÚRBIO AFRICANO, esculturas PSEUDOMODERNAS HORRENDAS, o triunfo do PATO-BRAVISMO, do MAU GOSTO e da gestão SEM PLANEAMENTO nem IDEIAS.

Também o futebol do VITÓRIA chegou a encantar Portugal e a surpreender a Europa. Mas depois, as FORÇAS VIVAS da cidade, ou seja, os mesmos ARTISTAS que DESTRUÍRAM A BELEZA DE SETÚBAL, tomaram conta do clube e demonstraram que eram tão bons a dirigi-lo como a fazer a cidade.

Hoje a CIDADE é UMA DOR DE ALMA e o CLUBE um CADÁVER ADIADO.

Que ninguém fale em injustiça."


* * *

Bene dixit!

Sim, que ninguém fale em injustiça. Estamos a receber o que merecemos. Uns, porque fizeram o que fizeram; outros, porque deixaram que se fizesse.

E a história não pára aqui. Tem continuado. A co-incineração e o protelamento da concessão da Secil aí estão para o comprovar.

Tomei conhecimento do texto de MST, por amabilidade de A.Alves.
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1071. Quer um lugar ao sol...

... no Parlamento Europeu?

Pergunte-me como !
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1070. Negrão ?!

Todas as personalidades que até ao momento se foram apresentando ou sendo indicadas como candidatas à presidência da Câmara Municipal de Lisboa não se constituíram em qualquer surpresa. Eram todas, mais ou menos, esperadas.

Mas... todas mesmo? Não. Realmente nem todas. Porque há uma que constitui enorme surpresa.

Quem é que alguma vez iria pensar que Fernando Negrão viria a ser o candidato a apresentar pelo Partido Social Democrata? É preciso que se tenha presente, entre outras circunstâncias, que Negrão foi, em 2005, em Setúbal, onde se encontrava bem mais à vontade, perdedor sem remissão. Contra adversários incomparavelmente mais fracos.

Surpresa total, pois!


Percebeu-se bem a lógica e coerência do pensamento de Luís Marques Mendes, quando optou por forçar a que Carmona Rodrigues renunciasse ao cargo e que, uma vez não tendo aquele (porque independente) dado qualquer espécie de crédito ao "pedido", tenha decidido pela renúncia dos vereadores do PSD na CML. Percebeu-se, pois. Quando menos, por questão de coerência linear, de outro modo não teria podido agir.

Torna-se, contudo, extremamente difícil de perceber a que critérios obedece a indicação, pelo mesmo Luís Marques Mendes, do nome de Fernando Negrão para encabeçar a lista.

É certo que se trata, pelo menos e tanto quanto se sabe, de uma segunda escolha, pelo que se adivinham dificuldades, quiçá insuperáveis, na indicação de alguém que, na fase em que estão as coisas, se mostre disponível. A notícia da declaração da não disponibilidade de Fernando Seara, feita pelo próprio, foi por demais elucidativa.

Não deixa, no entanto, de se constituir em factor de surpresa. Enorme.


A política em Portugal está transformada numa autêntica girândola de nonsense. Não há dúvida.

E, evidentemente, cada qual faz o que pode!... E... como pode!
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terça-feira, 15 de maio de 2007

1069. 尊敬到北京年轻人!


Dentro de pouco mais de duas semanas, passam 18 anos sobre os protestos da Praça de Tiananmen, em Beijing, que tiveram lugar em 04 de Junho de 1989.

Aqui fica, por antecipação e a título de homenagem aos jovens de Beijing, a foto mais emblemática desses acontecimentos, em que um estudante enfrenta uma coluna de tanques de guerra.

Honra aos jovens de Beijing !

尊敬到北京年轻人!
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1068. "Maria Madalena" - Ticiano

Maria Madalena
Ticiano (Tiziano Vecellio)
1560
Óleo s/tela
Museu Hermitage, St. Petersburg

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segunda-feira, 14 de maio de 2007

1067. Sabe o que é "turismo rural"?

Simplesmente
isto

Aproveite, antes de que acabe.
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1066. Fernando Santos - a certeza, a dúvida e a esperança

A época está a chegar ao fim. Época frustrante como poucas outras.

Tão perto de poder mostrar umas tantas coisas bem feitas, com pés e cabeça; tão longe de as concretizar...

Como benfiquista recordado de há, pelo menos, 58 anos, resta-me uma certeza imensa:

* Fernando Santos é o grande responsável!

Fez, ao longo da época, coisas inimagináveis. Os jogadores de que dispôs, porém, lá o foram "safando" dos efeitos de muitas delas. A despeito dele e das suas opções (pelo menos alucinantes, sabe-se lá se alucinadas!).

Em Barcelona, porém, onde o homem cometeu o maior de imensos dislates da época, nem os jogadores o conseguiram safar, muito embora a coisa tivesse estado por um fio. Até a Senhora de Fátima não conseguiu o milagre, quanto mais os pobres jogadores!...

Aquela de Barcelona não lembrava a ninguém que não se chamasse Fernando Santos ou que não fosse sócio do... Espanyol!

Mas, ao longo da época, elas foram mais do que muitas. Basta recordar as experiências completamente "passadas" do início e as opções incompreensíveis do princípio, do meio e do fim.

Como benfiquista recordado de há, pelo menos, 58 anos, resta-me uma grande dúvida:

* Poderá Fernando Santos repartir 10% das suas responsabilidades com o departamento médico do Sport Lisboa e Benfica?

Como benfiquista recordado de há, pelo menos, 58 anos, resta-me uma ansiosa esperança:

* Será que Fernando Santos mete a mão na consciência do que fez e vai - motu proprio - dar uma grandíssima volta ao bilhar... grego?

Só para termos um pouco de sossego, que já chega de tanto enervamento a antecipar, em cada jogo, o golo adversário, que todos percebem que vai acontecer mais segundo, menos segundo, menos o treinador?

- Por favor, Fernando Santos! Faça lá esse jeito, que o coração da gente não aguenta outra época assim! Porra, caraças! Já chega o que chega!

É que, com Fernando Santos, o Benfica não vai a lado nenhum. Já toda a gente viu que ele não tem "nervo" nem "livro" suficientes para tal empreitada. Nem "engenho", agora que estamos em época de engenheirices despachadas... e já nos chegam as que temos!
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1065. " A Sagrada Família" - Michelangelo

A Sagrada Família com o ainda menino S. João Baptista

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni

c. 1503-05

Têmpera em painel

Galleria degli Uffizi, Fiorenza

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sábado, 12 de maio de 2007

1064. Para um sábado divertido...

Se ainda não conhece,
experimente ir
aqui
no blog
Cavalheiros do Apocalipse
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Deferência de Isabel Magalhães
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sexta-feira, 11 de maio de 2007

1063. Viu a Maddie?

* Você viu a Maddie?
* ¿Ha visto usted Maddie?
* Have you seen Maddie?
* Avez-vous vu Maddie?
* Haben Sie Maddie gesehen?
* Lei avete visto Maddie?
* Hebt u Maddie gezien?

* * *

* Sim? Então deve contactar...
* ¿Sí? Entonces usted debe contactar...
* Yes? Then you should contact...
* Oui? Alors, il faut contacter...
* Ja? Dann sollten Sie kontaktieren...
* Sì? Poi lei dovrebbe contattare...
* Ja? Dan zou u moeten contacteren...

+351 289 884 500
+351 282 405 400
+351 218 641 00
+351 112

* * *

* Madeleine McCann, de 4 anos de idade, está desaparecida desde 3 de maio
* Madeleine McCann, de 4 años de edad, se perdiò desde que 3 de mayo
* Madeleine McCann, 4 years old, is missing since May 3rd.
* Madeleine McCann, agée 4, est perdue depuis le 3 mai
* Madeleine McCann, 4 Jahre alt, ist seit 3. Mai verloren
* Madeleine Mc
Cann, 4 anni, è persa dal 3 di maggio
* Madeleine Mc
Cann, 4 jaren oud, is sinds 3 mei verloren

* * *

* Por favor, ajude!
* ¡Por favor, ayuda!
* Please, help!
* Aidez, s'il vous plaît!
* Bitte hilft!
* Aiuta per favore!
* Help alstublieft!

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1062. Pintores brasileiros - Almeida Júnior

Violeiro
1899, óleo s/tela
Pinacoteca do Estado de São Paulo
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José Ferraz de Almeida Júnior nasceu em 1850, em Itu, São Paulo, e faleceu aos 49 amos de idade, em Piracicaba.

Desde cedo mostrou tendências artísticas. Sedo sineiro da Igreja matriz de Nossa Senhora da Candelária, o respectivo pároco foi o seu primeiro patrocinador, através de uma colecta pública que levou a efeito. Com o dinheiro dessa colecta, pôde Almeida Júnior seguir para o Rio, onde foi estudar.

Cursou de forma brilhante, tendo conquistado vários prémios, de que se destacou, em 1974, a grande medalha de ouro, com o quadro "Ressurreição do Senhor".

Findo o curso, regressou a Itu, onde se estabeleceu como retratista, ao mesmo tempo que leccionava desenho.

O Imperador Pedro II tomou conhecimento da sua obra e decidiu custear pessoalmente uma viagem à Europa, pelo que, a 4 de Novembro de 1876, seguiu para França, onde se matriculou na Escola Superior de Belas Artes, em Paris.

Manteve-se na capital francesa até 1882, sendo dessa época obras como "Arredores de Paris" e "Arredores do Louvre", bem como "Derrubador Brasileiro", "Remorso de Judas", "Fuga para o Egipto" e Descanso do Modelo.

Pitoresco - A arte dos grandes mestres
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quinta-feira, 10 de maio de 2007

1061. Tony Blair, the gentleman

Sou primeiro-ministro há pouco mais de 10 anos, disse Tony Blair aos seus correlegionários em Trimdon. É suficiente, não só para mim como para o país.

Trimdon é o círculo eleitoral de Blair, por onde foi eleito pela primeira vez e onde se despediria, quando saísse, segundo prometeu. Cumpriu.

Tal como, ao longo dos últimos 10 anos, foi sempre cuprindo o que dele foi sendo exigido, mesmo quando os próprios confrades trabalhistas não estiveram com ele. É que, acima dos interesses do próprio Partido, Blair soube colocar os dos britânicos.

Pode-se discordar de medidas e opções que tomou, é certo. Não se pode, contudo, negar-lhe um grande sentido de coerência e verticalidade, um enorme respeito pelas tradições britânicas, um esforço grande e bem sucedido de restituir à Grã-Bretanha um prestígio que ela vinha perdendo, uma posição no mundo que, antes de si, ela já não detinha.


Não é tempo ainda de se fazer a história do legado de Blair, por falta de profundidade temporal. No entanto, porém, dificilmente Tony Blair não ficará para sempre na galeria dos grandes primeiros-ministros que a nação inglesa já teve.

Para além disso, Blair trouxe à política do seu país e mundial uma dimensão de elegância de discurso e pessoal e uma elevação de espírito e de sentido democrático, de afirmação e defesa de ideais de liberdade que seguramente dele farão um marco na política mundial. É pena que no mundo haja tão poucos Blairs. E, pior, que os haja cada vez menos.
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1060. Coerência de uns, dignidade de outros - 6

terça-feira, 8 de maio de 2007

1059. Procura-se !

Para exercer cargo político de responsabilidade.

Dão-se alvíssaras a quem descobrir pessoa que reúna os requisitos indispensáveis.
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1058. Para que lado vai cair a balança?


Universidade
Independente


Ministério declara caducado
reconhecimento de interesse público

O ministro da Ciência e Ensino Superior declarou hoje caducado o reconhecimento do interesse público da Universidade Independente. Na sequência do relatório que foi pedido à Direcção-Geral do Ensino Superior, concluiu-se que a Independente não tem as condições mínimas para manter o estatuto de interesse público, que é uma condição indispensável ao funcionamento como estabelecimento de ensino superior.
Sic Online

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Resta, agora, saber para que lado vai cair a balança, ou seja, zangam-se as comadres ou as mesmas amigam-se de vez?
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