Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

3206. A cambada não descansa...

Veja-se onde a patifaria já ia!

Havia já artigos preparados para desancar o homem, já inúmeros farsantes - em que se inclui um candidato a candidato a primeiro-ministro - se pronunciavam quanto à necessidade de o homem se justificar, gritando-se que não podia deixar de se justificar perante os Portugueses...

A cambada toda já afiava os dentes, preparando-se para abocanhar o seu bocado.

Que lhes interessava que o homem tivesse dado a entender que iam espetar-se ao comprido se persistissem em atacar moinhos de vento, porque dali nada levariam, a não ser figuras ridículas? O que lhes interessava, isso sim, era o escarcéu, a sandice, o foguetório e deixar na opinião pública a ideia de que o Primeiro-Ministro era tão corrupto e venal como enormíssima parte deles próprios, tantos deles que pelas bancadas dos governos e da AR foram passando desde 1974.

É que nem sequer em seu próprio benefício quiseram atentar em duas outras circunstâncias indicativas de que Pedro Passos Coelho é diferente dessa cambada toda, não pertencendo à pandilha - sendo por isso mesmo tão ferozmente atacado.

E quais eram essas circunstâncias? Tão simplesmente as seguintes: contrariamente ao que foi a prática geral, não requereu a aposentação especial de deputado nem sequer o subsídio de reintegração, quando deixou de ser deputado.

Custa a engolir, sim, mas não há outro remédio, que não o de se habituarem. O homem é sério, portanto diferente, muito diferente da corja que por aí tem andado há dezenas de anos.

Repare-se, nos links abaixo, na campanha que já por aí andava, com "notícias" fraudulentas e de uma ordinarice a toda a prova, não obstante as declarações de PPC acerca do assunto, devessem ter alertado a cambada - se não fosse mesmo cambada - para a sujeira que estava a preparar e que seria desmantelada com toda a facilidade.

Fica-se a aguardar, com muita expectativa, que, pelo menos, Seguro venha pedir desculpa pela ordinarice que alguém o obrigou a cometer com o comentário que sobre o assunto fez, e Marcelo Rebelo de Sousa venha, ele também e principalmente, de corda ao pescoço, reconhecer que a sua conhecida e enviesada maledicência e a não menos conhecida falta de frontalidade responsável constituem algo que ainda um dia o vai quilhar de vez, se entretanto não tomar tento no que afirma.

cfr. "acredito que desleixo de Passos não foi intencional". Com isto, o comentadeiro das dúzias diz, preto no branco, que, embora não intencional, houve desleixo de Passos Coelho nesta questão. Ao abrigo de que direito penal se atreveu a dizer que teria havido desleixo de Passos Coelho?

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

3196. Guterres confirmado na corrida a Belém

"Guterres confirmado na corrida a Belém" 

* * *




- Como não vai gerir dinheiros nem terá possibilidade de distribuir rendimentos mínimos garantidos sem cautelas e benesses de todo o género a torto e a direito pode não ser mau de todo.

Se viesse com o mesmos poderes com que veio em 1995, o melhor que faríamos era pirarmo-nos todos já para a emigração.

Tem um contra realmente muito desfavorável. É péssimo em cálculo mental

Tem outras qualidades notáveis, a maior das quais, é ir à missa ao domingo.

* * *

Pessoalmente, agradar-me-ia muito que tivesse a concorrência de... não... não é de Marcelo, que esse já está suficientemente descredibilizado, sendo tempo perdido o gasto a "descredibilizar" artistas de jogos malabares em pistas redondas, com muito frenesim à volta, tudo em benefício do respeitável público.

Quem eu gostaria de ver na concorrência era... Rui Rio, aquele que passa o tempo a gerir os seus tempos de actuação de bluff, de tal forma que fica sem tempo para gerir mais seja o que for.

Mas Rui Rio não vai apresentar-se. Ninguém o conhece por ser pessoa de coragem política. Nunca foi capaz de enfrentar desafios difíceis. Nem o será desta feita. É pena! Lá iria rebentar, mesmo antes de iniciar a subida, o balão de outro mito.

Infelizmente, tirando a ala que actualmente dá cara, suor e provavelmente até lágrimas pelo País, o PSD só tem bluffs e comentadores televisivos, a quase totalidade dos quais bem remunerados com "trinta euros" por cabeça, preço que, aliás, excede em muito o seu valor facial...

domingo, 3 de agosto de 2014

3176. Agora até instrumentalizas putos, é?

Ó Marcelo, já não te bastava o resto? 

Precisavas também de passar pela pouca vergonha de instrumentalizar putos de tenra idade, nas barbas de todo o País?

Pára lá com essas barbaridades, pá! 

Comporta-te! Nem tudo é admissível. Vê se tens maneiras, que já és suficientemente crescidinho. 

Quosque tandem abutere, Marcellus, patientia nostra?
Sim, até quando abusarás da nossa paciência, pá?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

3138. Marcelo visto por Saraiva



No geral, estou em consonância com este artigo de José António Saraiva, no SOL, de 24 de Janeiro.

Divirjo apenas no seguinte:

1. Marcelo só podia ter reagido como reagiu.

É que a moção de Pedro Passos Coelho foi o pretexto que lhe foi oferecido - e ele agarrou a mãos ambas - para fugir à seringa.

Dito de outra forma:

Ele tinha que se esquivar a mais um confronto eleitoral que iria redundar em nova humilhação, porque a verdade é que ninguém confia nele. Todos os acham engraçado, por ser hiperactivo, malabarista e cataventoso. Mas quem é que está disposto a casar ou a ser conduzido por alguém com tais características? A vida não é um show de televisão nem um circo. É, isso sim, algo de mais sério.

A um show - circense ou outro - as pessoas assistem e aplaudem, divertidas, mas, no fim, retiram-se para suas casas, para a vida menos lúdica.

Portanto e tendo presente que Marcelo não é mentalmente desprovido, melhor do que ninguém ele sabe que assim é. E, no íntimo, sabe também que não tem a mínima hipótese de sucesso na aventura em que vinham querendo metê-lo com sondagens estapafúrdias e... assassinas.

Assim, como não aproveitar tamanho ensejo para se armar em vítima e tirar o cavalinho da chuva, que molha que se farta, como ele já comprovou por variadíssimas vezes? Como não aproveitar para sair por cima?

A sua fuga - porque de fuga esbaforida se tratou, na verdade - foi a decorrência natural da inteligência que ninguém lhe nega. E a moção de Passos, a lamparina que lhe iluminou o caminho, livrando-o da negrura em que se via estar a ser mergulhado. Favores destes nunca se pagam, por mais que se paguem...

2. Contrariamente a José António Saraiva, considero Marcelo um político. Só que um político que é bom que se evite se se quer ter sossego no corpo e não viver em permanente inquietude de catavento na alma.

O grande problema da criatura - talvez o único grande problema, para si próprio - é o descomunal ego que o atabafa.

Como dizia o outro, na França de outros tempos e de outras riquezas, não só materiais...:

- Après moi, le déluge!

Só que, com Marcelo nunca virá o dilúvio, porque depois dele muitos outros virão que o farão esquecer, na primeira esquina da vida. Porque ele nada de útil vai legar aos vindouros. Passou ao lado do que poderia ter sido um marco indelével na vida portuguesa. Na política, entenda-se.

2013Jan28
rvs

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

3045. A promessa incumprida



Recebeu educação cuidada, dirigida e precisa como nenhum outro que frente lhe fizesse;

Teve acesso a todos os meandros dos Poderes – o desinstalado e o que o desinstalou;

Foram-lhe oferecidos todos os meios necessários a tornar-se primus inter pares;

Reconheceram-no pacífica e unanimemente como a maior promessa do universo político português;

Consideraram-no predestinado aos mais altos voos nos Poderes da Pátria.

Tudo lhe foi proporcionado.

Tudo pareceu justificar a linha de vida que lhe estava marcada.

Tudo foi prognosticado a seu favor.

No entanto, tudo esboroou.

Tudo deitou a perder.

Uma a uma, todas as radiosas possibilidades que se lhe ofereceram malbaratou.

Tudo acabou em mero entertainment televisivo dominical.

Tudo prometia.

Tudo se mostrou incapaz de cumprir.

Que desperdício!

O maior e jamais igualado flop político que Portugal alguma vez gerou.

Ei-lo!

Marcelo Rebelo de Sousa, lui même, a promessa incapaz de se cumprir.

quarta-feira, 7 de março de 2012

2902. Marcelo no melhor do seu pior

Marcelo
no melhor do seu pior


Marcelo Rebelo de Sousa apresentou o livro “A Dividadura - Portugal na crise do euro", de Francisco Louçã.

Para além de que a apresentação de uma obra preconizadora do não pagamento da dívida portuguesa, portanto defensora do incumprimento dos compromissos externos de Portugal – o que pressupõe estar-se em sintonia com a peregrina teoria do Anacleto à terça-feira, quando, no domingo anterior, se defendera precisamente o contrário – o “show-entertainer” Marcelo deu-se ao lu(i)xo de afirmar:

“… apesar de tudo (a educação católica), essa marca de educação ficou no meu espírito. A parte mais progressista de mim é de católico progressista, ficou-me nessa parte mais progressista uma certa, eu não diria suspeição, mas um certo pouco à vontade em relação ao juro usurário”.

Que considerará o nosso “martelo” juro usurário? Os que os mercados cobram? Os que a “troika” actualmente nos faz pagar, muito mais baixos, para podermos sobreviver?

Quosque tandem abutere, Marcellus, patientia nostra?

Pára, ó Marcelo, pára por um momento e pensa, porra! Ainda te estampas de vez, com tanto afogadilho, com tantas contradições. Pois tu não vês que estás a criar em quem acriticamente te segue uma maléfica noção de irresponsabilidade cívica de cachaporra nos costados?

Como justificas que “à ton avis” algo e o seu contrário são rigorosamente iguais, têm o mesmo valor? Claro que não explicas. Não tem mesmo explicação racional!

* * *

E, já agora, vê se cospes menos no tampo do púlpito de onde bolsas sentenças irresponsáveis! E, se os dentes não te seguram já os perdigotos, ao menos rapa de um lenço para os limpar. Deixa de o fazer com a mão com que depois cumprimentas as pessoas, que isso, além de uma nojeira, é falta de consideração pelo semelhante.

terça-feira, 9 de março de 2010

2630. O comentarista que País ainda não consagrou

Agora que, com toda a eficácia,

- ele até, cheio de coragem e pundonor nem sequer refilou, como fizera em 2004, em que consegi mesmo ser recebido em audiência de mascarada pelo presidente da república, só porque um apagado ministro do governo de então, en passant e displicentemente, deixou que se ouvisse a "boca" de que os comentário que o homem fazia não eram correctos nem isentos -

foi, sem contemplações, corrido à má fila da RTP - que não é empresa privada, mas sim pública - Marcelo Rebelo de Sousa, o comentarista que ingratamente o País ainda não consagrou, tem agora uma oportunidade que apenas surge uma vez na vida e... quando surge.

A de se internacionalizar e aspergir as suas excelsas opiniões, sugestões e críticas, enfim a sua imensa e plurifacetada omni-sapiência, por exemplo, na Al-Jahzeera.


Será que vai deixar perder tal ensejo?

...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

2598. E o comentarista foi-se...

Excelente a saída do saneado - mas caladinho que nem rato... - Marcelo Rebelo de Sousa do Teatro Municipal do Funchal, onde decorreu a última sessão de "As escolhas do dito".

Causou funda surpresa aquela perna direita da calça toda arregaçada. Porquê, perguntaram-se todos quantos assistiram à cena?

Depois de muitas e muitas voltas voltas e voltas ao bestunto, lá se chegou a um consenso mais um menos generalizado.

É isso, descobriu-se mesmo:

Como é um homem muito despacho e não gosta de perder tempo, Marcelo tratou, ainda no decurso do programa e para não se atrasar no final nem deparar com pequenos empecilhos ao saltar para a bicicleta - que lhe terá sido oferecida pelos despedidores, a título de
compensação indemnizatória - e desatar a pedalar cheio de vigor, de regresso ao... "contenente".

Desfeito mais este mistério, toda a gente foi dormir muito mais descansada.

Restou este pobre cronista que teve que ficar aqui a redigir o apontamento e a ver se conseguia que o raio da foto do singular mas muito expressivo momento em que (acompanhado de Maria Flor Pedroso - a quem acabara de oferecer um antúrio, que a Igreja do Funchal considera demasiado erótico para permitir que entre nas igrejas lá do burgo, mas que ele, Marcelo, católido muito "hetero (valha-o Deus!) doxo" fazia questão de oferecer à jornalista -) o comentarista que, fora do futebol, o país inteiro também consagrou [desculpa lá, ó Alves dos Santos] saía do teatro, ficava melhor do que ficou, pelo que pede muita desculpa...


Y asi fue. Nadie más ha visto tan excelsa persona
.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

2470. Nova interrupção na pausa sabática

Resolvi vir hoje aqui para, fazendo nova interrupção na pausa sabática que me propûs, para descongestionar, dar conta da minha mesquinhez que não é norma em mim, mas a que, neste caso, não resisto.

É com profundo gozo e satisfação que assisto, de balcão, às diatribes que estão sendo feitas a Manuela Ferreira Leite e Aníbal António Cavaco Silva. E só não são maiores esse gozo e essa satisfação porque os que estão a fazer as patifarias à Manuela e ao Silva não são flores que se cheirem, como todos em Portugal e até por essa Europa fora bem sabem
(haja em vista que, no que respeita a países, já só a Venezuela ainda os convida para visitas oficiais; ninguém mais a tal se atreve, para que não haja confusões, menos ainda comparações do género, "diz-me com quem andas, dir-te-ei...").

De um grupo de "simpatias" de cinco (Aníbal Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa e José Pacheco Pereira) apenas Marcelo não está a pagar as ignomínias feitas a Pedro Santana Lopes, em 2004/05. abrindo, assim, caminho à chegada de Sócrates ao poder, com as consequências de todos hoje conhecidas...

E não está a pagar, porque, como todos sabemos, Marcelo não é gente em quem alguém possa confiar, em questão de lealdade, em questão de companheirismo, já que o homem só conhece uma lealdade: a si próprio e aos seus interesses, por muito tolos que sejam. Assim, uma vez mais, já tirou o cavalinho da chuva...

Mas, não estando já a pagar, virá a fazê-lo em devido tempo. O tempo do ajuste de contas chega sempre para todos. Pode demorar mais ou menos tempo. Mas não falta.


Pois bem, aqueles outros três, estão a pagar já. Mas a dívida é grande e o pagamento ainda só vai a meio, pelo que é manifestamente insuficiente.

Começo a sentir-me vingado, eu que não fui ignominiado como o foi Pedro Santana Lopes por gente que tinha a obrigação de o ter apoiado, em vez de o sacanear indecentemente, mas que me indignei com tal comportamento. Imagine-se agora como não se sentirá o próprio!

Eu sei que você, Pedro Santana Lopes, não é homem de rancores. Se o fosse... Mas não. Muito pelo contrário, é bem capaz de não ter em Portugal político à sua altura em questão de mentalidade democrática. Se o fosse, porém, o que não poderia fazer por esses seus incondicionais amigos!...

Que se tramem, digo eu! Não merecem menos do que o que estão a sofrer. E ainda é pouco!

Do alto na minha mesquinhez, sempre direi:

Que grande gozo isso me está a dar!
Desde 2005 é a primeira vez que tenho uma alegria política
...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

1936. Chega, Marcelo, chega de descaramento!

Então, não foste tu e os teus compagnons de route que alcandoraram Manuela Ferreira Leite à presidência do partido, quando toda a gente sabia que ela não estava à altura e que tudo iria resultar num tremendo fracasso, em colapso inevitável?

E puseram-na lá, enganando os militantes, porquê?

Porque tencionavam passar-lhe a perna e ficarem vocês com o poder, não era assim? Fica claríssimo que era esse o objectivo!

Simplesmente, ela, embora não dispondo de argumentos para se bater com o "Sousa das maravilhas" nem com qualquer outro cabeça de partido português... convosco pode bem.

E passou-vos ela a perna. Agora, estão vocês encravadíssimos:

- Nem o raio da mulher morre nem a gente - ou seja, vocês - almoça, porra!

Pois!


Então, frustrados os maquivélicos planos que engendraste, mais os teus amigalhaços do costume - que todos bem sabemos quem são -, vens agora, com um descaro inaudito, fazer a tristíssima figura que andas a fazer.

Por que no te callas, carago? Por que não arranjas maneira de te tornares em alguém em que as pessoas possam minimamente confiar, homem de Deus?

Quosque tandem abutere, Marcelus, patientia nostra?, que é como quem diz "até quando abusarás, Marcelo, da nossa paciência?" e, em português mais directo e sincero: "E se fosses para o diabo que te carregue?" Isso, antes de que algo nos tolde a vista e o entendimento e nos leve a fazer-te, à força, compreender o que pareces não perceber, tu, ó supra-sumo da inteligência de artifício?

A senhora não serve, porque não tem chama nem foi fadada para estas andanças. Não a apoiei nem nela votei. Mas, por mim, prefiro-a, mesmo perdendo votos, a ter que te sofrer os efeitos. Sabes porquê? Porque tresandas a enxofre! És a morte em voo cego, dirigido a nada. Ao Nada mais vazio que se possa conceber.

Cala-te, pois! Vai dar uma curva ao bilhar grande e... volta, sim, mas apenas quando as galinhas tiverem dentes, ok? Gente melhor do que tu já por cá existe em demasia. E mesmo essa não a queremos porque não presta, imagina tu!
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

1618. O predador autofágico

(...) o PSD (...) É um (...) predador (...)

Pode-se concordar ou discordar de Luís Filipe Meneses em muitas das suas atitudes passadas e até presentes. O que não pode negar-se-lhe é o seu apego ao partido e os inestimáveis serviços que lhe tem prestado, ao contrário de tantos outros que tanto e tão despudoradamente o atacaram.

Antes de prosseguir e para evitar interpretações não consentâneas com a realidade, declaro que nunca fui apoiante de Luís Filipe Meneses e não comungo de muitas das suas análises e rotas políticas.

O que LFM diz no artigo do Diário de Notícias de hoje, "
Depois de mim virá..." (título que considero particularmente infeliz), para o qual acima faço o link, pode até ser encarado com uma mera vendetta por tudo quanto lhe fizeram passar, quando do seu consulado na direcção do Partido Social Democrata.

A uma primeira vista, assim é ou, quando menos, parece ser.

Quem se entrega à tarefa de ler, porém, deve sempre fazê-lo de modo a não se quedar pelas impressões que surgem mais na rama - até induzidas pelo inadequado título - mas procurar o real fundo da questão.

E, neste caso, fazendo-o, de imediato constatará que o "ataque" a Manuela Ferreira Leite e ao que ela representa e que, aqui, no blog e em anterior oportunidade, tive oportunidade de caracterizar, podendo ter sido evitado - até para que os leitores da "rama" não façam leituras apressadas e os adversários não se sirvam de uma ou outra frase menos cordata (embora de justificada presença, pelas judiarias de que foi alvo pelos actuais detentores do poder laranja) para provarem o que provar não podem, se bem que poderão, isso sim, iludir os desprevenidos - mais não é do que uma preparação para o que no artigo de opinião está para vir, ou seja, o verdadeiro tema do escrito, isto é, a característica de predador que enforma o PSD, também por força da sua indefinida matriz ideológica.

Predador de líderes, predador de tudo quanto mexe no partido, predador de si próprio, enfim.

E essa sua condição não é "qualidade" recente.

Começou logo com Sá Carneiro que só não foi predado porque soube, como ninguém, interpretar o sentido das bases, então ainda não contaminadas por interesses que não os do partido, e nelas se firmar inamovivelmente. Continuou com Francisco Pinto Balsemão, que acabou como se sabe e não mais quis passar pelo mesmo, tendo-se entregue aos negócios.

No entanto, nunca foi tão sentida quanto com a eleição e posterior consulado de Aníbal Cavaco Silva. E se é certo que nunca o partido teve tanta expressão eleitoral e força social como com Cavaco, não menos certo é que foi com o mesmo Cavaco que perdeu a "inocência" e se tornou predador e autofágico.

Os interesses instalaram-se e nunca mais deixaram o partido desenvolver-se em paz e harmonia, com todos a remar no mesmo sentido, mesmo na enriquecedora diversidade de opiniões, sempre que o essencial estava em jogo.

Com Cavaco, o partido julgou estar a chegar à vitória final e decisiva, quando, no verdade, se perdia. Irremediavelmente até hoje.

Esta constatação, sendo verdadeira, não pode, contudo, desviar-nos de uma outra, que Luís Filipe Meneses aborda e que é o tema principal do seu artigo, qual seja a de
(...) o PSD nasceu com uma matriz ideológica difusa (...).

Ora, esta é uma constatação por demais evidente, para que não seja percebida - e reconhecida -por todos quantos se debruçam sobre o fenómeno político português dos últimos trinta e cinco anos.

Já em finais de 1983 ou princípios 1984, antes, portanto, do consulado cavaquista, quando de numa visita de Rui Machete, então um dos líderes do PSD, à cidade em que vivo, em sessão partidária tive oporturnidade de, dirigindo-me a Machete, afirmar a minha convicção de que o maior problema com que o partido se debatia já - e mais se debateria no futuro - estava na indecisão reinante entre a opção por uma matriz social-democrata, com uma vertente liberal, e uma matriz liberal, com uma vertente social-democrata.

Essa minha convicção nunca se esbateu e está, hoje em dia, mais reforçada. Com a agravante de que, entretanto, o partido perdeu a pureza da inocência bem intencionada, completamente dominado que foi por arrivistas prenhes de interesses difusos, pouco claros, que, à sombra de Cavaco, foram ingressando no partido.

Sabe-se
o que aconteceu depois. O PSD inicial, já infectado desse pecado original, foi-se degradando cada vez mais, até que chegou ao estado a que assistimos impotentes. E impotentes, porque o poder laranja tem estado, salvo em raríssimos momentos - os de maior convulsão resultante de sacudidelas da canga... - em que militantes - atrevo-me a dizer mais genuínos - tentaram fazer regressar o partido ao seu espírito inicial, nas mãos de quem o acorrenta a um verdadeiro muro da vergonha.

Enquanto os seus militantes mais puros, porque mais libertos de jogos de interesses, não conseguirem triunfar das forças de bastidores que o manietam, o Partido Social Democrata muito dificilmente poderá ser útil a si próprio e ao país, aos seus militantes e aos portugueses.

E vou mesmo mais longe, reafirmando o que já em outras oportunidades dei a saber. Em minha opinião, o PSD necessita de se livrar, de uma vez por todas, da canga que lhe tem vindo a ser ajaezada por Cavaco Silva, com o precioso auxílio de Manuela Ferreira Leite, José Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa. Se há que dar nomes aos bois, pois então, eles aí estão. Os nomes, claro.

O diagnóstico está feito. De há muito. Há, pois, que tirar conclusões, traçar caminhos e agir.
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segunda-feira, 21 de abril de 2008

1513. O "jongleur" falhado e sem emenda

Diz Marcelo que só se candidatará à liderança do Partido Social Democrata no "caso de se vir a verificar um vazio de poder".

É a linguagem típica dos que muito falam, muito sentenciam, mas a quem falta a coragem de actuar. É muito mais cómodo e menos arriscado não agir, para não evidenciar que não se passa de mero flop, completamente descredibilizado, sob o ponto de vista político.

Aquela frase tem uma leitura subliminar, que é a que, afinal, corresponde à verdade. Ou seja, recordando Eça, a verdade que Marcelo Rebelo de Sousa tenta esconder sob o manto diáfano da fantasia é a seguinte:

- Não me candidato a não ser que mais ninguém concorra. Só deste modo tenho a garantia de que ganho, tal é o pedestal de descrédito em que me coloquei. E eu não posso perder.

Sim, se se candidatasse e perdesse, depois de tanta verborreia dominical, onde ficaria a sua reputação de "sábio" imbatível, que tanto lhe tem custado a moldar, em sucessivas intervenções monocórdicas e sem brilho, chorrilho de "suficiências", ditadas pela incapacidade de convencer sequer número razoável de seus correlegionários?


A verdade é esta e não outra. Marcelo sente um especial gozo em abater tudo quanto mexa no PSD. É, já desde há anos, o seu hobby, a sua exclusiva razão de existência.

Aliás, é sabido que, não fora a circunstância de passar o tempo a "abater" o Partido Social Democrata, jamais lhe seria facultada a "cátedra" de que tem disposto nas TVs, por absoluta falta de audiência.


E assim se vê a que classe de pseudo-políticos estamos entregues em Portugal. Gente sem coragem, que critica, mas nada faz para modificar as coisas.

Que fez Marcelo até hoje de notável em política, em defesa da sociedade que diz defender para Portugal?

Levante-se alguém que consiga apontar o mínimo crédito em favor do homem e aponte um facto concreto, para além daquele de que tanto se ufana, por ser o único, ou seja, ter "obrigado" a que se referendasse o aborto, em 1998. Fraca realização, para tanto valor pessoal e político intrínsecos.

(Ah! Esquecia-me... Deu também um mergulho nas poluidíssimas águas no Tejo, proeza que ninguém com um grama de senso teria arriscado.)

Outro que com ele se bate, de igual para igual, com "mérito" semelhante e "obra" similar, é José Pacheco Pereira.

Ambos sabem que muito poucos social-democratas os ouvem já, pelo valor do que dizem, que é nulo em termos partidários e nacionais. Ouvem-nos, isso sim e apenas, para estarem a par do que de pior existe no Partido Social Democrata e assim, estarem precavidos.
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