Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 13 de junho de 2007

1124. E isto faz-se?!

in Correio da Manhã


Então, isto faz-se a pessoa tão distinta e tão benfeitora?

Mas, então, já não há respeito? Nem sequer um esboçozito de vénia?

Ao que este país chegou!...









in Record

A Comunicação Social portuguesa é, uma vez mais, "isto" que se lê.
Condenação de cinco anos em pena suspensa é asneirada grossa.
Simplesmente, não existe!
Nem sequer condenação a cinco anos de prisão, com pena suspensa por x anos,
que era como se devia ter dito, se no jornal alguém tivesse tido o cuidado de perguntar a qualquer jurista, mesmo que manhoso.
Suspensão de pena,
só quando esta sofre uma graduação
que não ultrapassa os três anos.
Além disso não é indiciados, que isso já eles estavam; agora estão acusados, coisa bem diversa.

Tanta tolice em duas simples linhitas de texto!... É demais!...
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terça-feira, 12 de junho de 2007

1123. Prece a Santo António







Santo Antoninho nos valha
neste transe de aflição!
Pega lá nesta escumalha
e atira-a de escantilhão.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

1122. Considerações resultantes do colóquio-debate

De tudo o que foi possível ouvir no decurso do colóquio-debate hoje realizado no Parlamento acerca do Novo Aeroporto de Lisboa, há algumas considerações a ter em conta.

Desde logo, a partir da informação, que foi dada, de que existem planos do governo espanhol para a transformação de Badajoz numa mega-cidade.

Se a isto for acrescentado que, como sabemos, a cidade espanhola extremenha está situada numa região, a Extremadura, que é de grande importância e riqueza e, mais, que, logo abaixo está a gigantesca e poderosa Andaluzia, fácil é concluir que um grande aeroporto na margem sul, tem um enorme poder de atracção relativamente a quem saia daquelas regiões para as Áfricas e as Américas (Central e do Sul, pelo menos), ou delas venha. O que já não acontece relativamente à Ota. Ora, sabe-se também, que são grandes a relações do Sul de Espanha, com realce para a Andaluzia, com a América do Sul, em especial a Argentina, para onde, em tempos recuados, se deslocou boa parte da emigração espanhola (andaluza).

Dito de outra forma: um aeroporto na Ota não faz qualquer mossa na placa aérea giratória intercontinental chamada Barajas, em Madrid; no entanto, um grande aeroporto intercontinental na margem sul do Tejo, já a faz. E grande… E tudo leva a crer que aqui é que sempre bateu o ponto.

Talvez que a partir destes dados se perceba melhor a razão de ser de algumas decisões “precipitadas” e opções de “iberismos” jamais devidamente explicitados que agora estão – esperemos que sim – em vias de profunda correcção de rota...(ou derrota?!).
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1121. Finalmente, o debate sério!...


Tem estado a decorrer hoje, na Sala do Senado da Assembleia da República, no âmbito das actividades da Comissão de Obras Públicas e Transportes o Parlamento, a questão do novo aeroporto de Lisboa.

Pela primeira vez, foi possível a um público mais vasto do que o habitual pessoal político-governamental e técnicos, tomar conhecimento de muitas das nuances de todo o processo, por forma a perceber-se o que se está a passar.

E a conclusão a que se chega acerca do que tem estado a passar-se não é linsonjeira para os governos de António Guterres e José Sócrates - por acção - e para o governo Durão Barroso - por omissão. O de Santana Lopes não é para aqui chamado, pois que nem lhe foi dada a hipótese de nele pegar...

A título de exemplo, soube-se - eu soube hoje, durante o debate - que a ministra do Governo de Guterres com a pasta da tutela, Elisa Ferreira, terá sido responsável, por ser a governante mais próxima, por não terem sido mantidos em pelo menos um dos relatórios técnicos em que se fundamentou a "decisão" OTA, dois parágrafos na parte final, que a desaconselhavam de todo.

Julgo que mais se virá a saber.

As coisas, porém, estão a começar a levar outro rumo, mais adequado.

Mário Lino, ele próprio, já se viu na necessidade de, hoje, logo pela manhã, a abrir o debate, anunciar, pela primeira vez, que o governo não está fechado a outras hipóteses que não a OTA, designadamente o Campo de Trio de Alcochete - acerca do qual surgiu agora um novo estudo da CIP, apresentado em Belém e a Governo -, onde não será necessário proceder a qualquer tipo de expropriações, uma vez que o terreno é todo do Estado.

Foi curioso e muito divertido, vê-lo chegar, cumprimentar os presentes, dizer o que atrás já deixei referido, tirar o chapéu em cumprimento renovado, despedir-se e ir-se... talvez a pensar que afinal, o "jamais, jamais", se calhar não significa o que ele pensava... É a vida!, como dizia o hoje já saudoso Guterres...

O debate ainda não acabou. A parte reservada à manhã terminou às 14 horas. A sessão da tarde está previsto que tenha início pelas 15 horas. No Canal Parlamento, canal 75, para quem TVCabo. Vale a pena.

Nota final:
É justo que se atribua o seu a seu dono, dizendo-se que se fica a dever ao actual presidente da república a inflexão do sentido que as coisas estavam a levar. Foi a partir de uma intervenção sua a "exigir" novos estudos e ponderações, visto tratar-se de um assunto muito grave e de importância vital para o país e para as gerações futuras, que o Governo se viu obrigado a uma acentuada moderação de ímpetos e reconstrução de discurso....
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domingo, 10 de junho de 2007

1120. Late afternoon thought... (xc)

É da sabedoria dos povos e dos tempos
que país governado por gente séria e digna
é país conceituado e próspero,
em que os direitos e deveres de cada qual
são observados com escrúpulo
Ruvasa
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sábado, 9 de junho de 2007

1119. Citação do dia - NYTimes

Mamã, isto não está certo!
PARIS HILTON, depois de te sido mandada de volta para a cadeia.
New York Times - 2007Junho09
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1118. Carta a António Costa

9 de Junho de 2007

Caro António Costa,

Acho que está a cometer um erro com a sua insistência em pedir aos eleitores de Lisboa para lhe darem maioria absoluta para poder governar a cidade. Está, implicitamente, a dizer que não sabe ou não se sente com capacidade para governar com maioria simples.

Ora, eu penso que é, não só provável mas também desejável, não haver neste próximos dois anos uma maioria absoluta na Câmara de Lisboa.


Os problemas actuais da cidade são demasiado difíceis para serem resolvidos por um partido com maioria absoluta. Se for o caso, a vereação ficará inevitavelmente dividida em duas partes. Uma que tentará, sem ter os meios para isso e com propostas talvez nem sempre as melhores, resolver os problemas da cidade. Outra, desresponsabilizada porque remetida para uma oposição sem poder, que
contabilizará com vantagens suas os fracassos da primeira, que não deixarão de ser fracassos para a cidade.

No caso de só haver uma maioria simples, o Presidente da Câmara terá o extraordinário trabalho de negociar, caso a caso, com todos os vereadores a solução de todos os problemas. (Não se trata de conseguir uma maioria prévia para aprovar depois todas as propostas porque, neste caso, a situação seria igual à da maioria absoluta).

Acontece que o António Costa, pelas qualidades julgo serem as suas, parece ser, de todos os candidatos, o mais capaz de desempenhar este papel de Presidente de uma Câmara sem maioria absoluta. Se, como as sondagens parecem indicar, vier a estar nesta situação, será nela que poderá mostrar ter as qualidades para governar a cidade nos 4 anos a seguir.


Temos na frente, em Lisboa, um período muito difícil, que poderá vir a ser um período criativo e muito válido para a Democracia, ou um período de descrédito em que os cidadãos se sintam cada vez mais
longe da Administração. Para já, o aparecimento de candidaturas independentes pode ser (não é certo que seja) uma lufada de ar fresco. Mas, o mais importante, é ver como é que os partidos reagem, actuam e, nalguma medida, se transformam para fazer face a esta situação.

Choca-me que, neste preciso momento, a Assembleia da República se empenhe, algo em circuito fechado, em alterar a leis eleitorais autárquicas, sem esperar pela experiência da eleição de Lisboa, em que os cidadão alguma coisa irão dizer.

Não vou votar em si nesta eleição
.

A razão é a seguinte: no programa eleitoral do PS apresentado nas últimas eleições legislativas de 2005 não há qualquer referência à privatização da ANA. No entanto, em 14 de Fevereiro, o Governo de que fazia parte aprovou a Resolução 20/2007 que determina a privatização de 51% da ANA e ainda que esta privatização e a "contratação da concepção, construção, financiamento, e exploração do novo aeroporto de Lisboa, a localizar na Ota sejam realizados através de uma operação única que conjugue aquelas componentes".


Acho que esta operação de uma gravidade extrema, que nunca foi discutida, nem em Congressos, nem
nas estruturas de base do Partido Socialista, e que está a ser preparada no segredo dos gabinetes, põe em causa, de um modo mal preparado, injustificado e desnecessário, a soberania nacional num sector em que havia todo o interesse em a conservar. O meu desejo é que o Governo e o Partido Socialista revejam o assunto. Mas, enquanto tal não for feito, não votarei em nenhuma eleição legislativa, autárquica, ou interna do PS, em nenhuma lista encabeçada por um ministro ou antigo ministro que tenha votado a Resolução 20/2007, como é o seu caso.

Espero que o assunto seja revisto e a operação nos moldes indicados não tenha seguimento, de modo a poder votar em si nas eleição para a Câmara de Lisboa, em 2009. Entretanto, seguirei com atenção a sua campanha enviarei a si e aos outros candidatos algumas notas sobre assuntos que penso terem interesse para a cidade de Lisboa.
Com as melhores saudações

António Brotas

PS - Hesitei sobre se devia enviar esta carta unicamente a si a um número restrito de pessoas ou a mais pessoas. A intervenção de ontem na Televisão do José Lelo decidiu-me a divulga-la amplamente.

Os bolds são da responsabilidade deste blog.
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* * *.
Nota do titular do Blog:

Chamo a atenção para a parte que transcrevo "põe em causa, (...) a soberania nacional num sector em que havia todo o interesse em a conservar".

Talvez que agora quem me tem lido, perceba a razão por que tenho afirmado que a opção pela Ota não estará tanto subordinada a interesses particulares e paroquiais, como a outros, bem mais poderosos, que terão quiçá que ver com famosos "iberismos" que por aí "andem", como esclarecidamente como só ela, escreve a inefável Fernanda Câncio.

Pelos vistos, 367 anos depois, Castela é "quem mais ordena" de novo, cá no rectângulo.

Do modo que as coisas estão, já não sei que mais valerá...
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1117. A prova provada...







... de que este senhor ...








... não está a cumprir os deveres que lhe incumbem ...






... surgiu agora através dos rasgados elogios que est'outro senhor ...






... acaba de lhe fazer!

* * *

Diz a sabedoria dos homens e dos povos que elogio em boca de alguns é sempre vitupério. É o caso. Maior desonra em praça pública é difícil de conceber.

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sexta-feira, 8 de junho de 2007

1116. Alcochete, solução mais flexível

Augusto Mateus
Alcochete seria solução mais flexível

O coordenador do estudo sobre o ordenamento do futuro aeroporto da OTA, Augusto Mateus, afirmou que Alcochete seria uma solução mais flexível para a construção do futuro aeroporto, podendo entrar em funcionamento mais rapidamente


Numa entrevista publicada esta sexta-feira pelo Semanário Económico, o antigo ministro socialista da Economia disse que a carreira de tiro de Alcochete «pode vir a ser estudada», justificando que «tem dimensão mais do que suficiente para se fazer algo mais flexível (comparando com a Ota)» e «onde eventualmente poderá ser possível oferecer, antes de 2017, uma primeira alternativa».

Augusto Mateus, que está a coordenar um estudo sobre o ordenamento das actividades na envolvente do novo aeroporto de Lisboa, considerou «redutora» a decisão do Governo de só ter estudado a localização da futura infra-estrutura na Ota e em Rio Frio.

«Outras potenciais localizações, algumas de utilização militar, não foram estudadas e podem sê-lo facilmente. Podemos vir a descobrir que temos uma localização melhor que a Ota, que pode custar menos dinheiro, que permite fazer uma coisa mais flexível, faseada, com mais oportunidades de expansão em caso de sucesso total», salientou.

Augusto Mateus sublinhou que um estudo sobre novas localizações «não demoraria um ano», ao contrário do que o Governo tem referido, esclarecendo que a localização na Ota «tem um conjunto de limitações dimensionais» apesar de ser «possível fazer um bom aeroporto».


Ainda sobre a continuidade na elaboração de estudos sobre possíveis localizações do aeroporto, o antigo ministro de António Guterres disse que a nível político as pessoas estão «muito mais abertas do que demonstram publicamente no funcionamento das instituições».


Sobre o trabalho que está a fazer, o coordenador disse que «gostaria de estar a fazer um trabalho com dois ou três locais alternativos, para poder apresentar os aspectos mais positivos e negativos do ponto de vista do desenvolvimento económico e social e das opções de ordenamento do território».

Lusa/SOL online - 2007Jun08

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Como único comentário, apenas esclareço que Augusto Mateus é, d h+a muitos anos a esta parte, um dos nomes mais proeminentes do PS.

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quinta-feira, 7 de junho de 2007

1115. Beware!

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1114. Alegre o seu dia!

Sente-se moralmente em baixo com tudo o que tem de suportar actualmente neste pobre País? Bastante deprimido mesmo?

Como eu compreendo o seu estado de espírito!...

Por isso... Quer uma dica, para amenizar um pouco a sua triste e desolada vida?

* * *

Então, siga estes pequenos e simples passos:

1. Crie um ficheiro (word, excel... qualquer)


2. Grave-o com um nome qualquer, por exemplo... sei lá... Januário, ou Pancrácio até talvez - e por que não? - Sócrates.


3. Mande o ficheiro para a reciclagem ou recycle bin


4. Click em Esvaziar Reciclagem ou Empty recycle bin


5. No ecrã, vai aparecer uma mensagem de confirmação, com a seguinte pergunta: Delete "Sócrates"? ou Deseja eliminar "Sócrates"?


6. Responda:
sim... sim... oh! sim!... por favor!... JÁ!...

... e
click com toda a gana!...

* * *

Bem, para ser correcto, tenho que honestamente dizer-lhe que não tem qualquer efeito prático assinalável, mas - caramba! - sempre aleveia um pouco a depressão!

Se, no fim, chegar à conclusão de que não foi suficiente, repita a dose ou faça o mesmo com outros nomes... sei lá, talvez Lino... sei lá... Pinho... sei lá, tantos outros nomes engraçados e fictícios...

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gentileza do A.Alves
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segunda-feira, 4 de junho de 2007

1111. Distinção


| retirei daqui um logotipo |

O meu amigo Luís, do Porto Croft, lembrou-se de que, embora ombro com ombro, por circunstâncias da vida, ela própria, estávamos longe de manter uma "conversa" regular com acontecera já.

Vai daí e certamente porque me considera - e a este Sítio - bem mais valorosos do que a realidade mostra, atribuiu-nos a distinção que acima se vê e que, embora sabendo nada ter feito para a merecer, aceitamos a mãos ambas e com ela muito rejubilamos.

Abraço grande, Luís!

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Post scriptum (5 Junho 2007 - 19,59horas)

Soube agora que o Hora Absurda IV, do amigo Henrique Sousa, já me havia distinguido também com o mesmo galardão, em 28 de Maio.

Abraço grande também, Henrique
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2007 Junho 10 - 22,30 horas
Muito sensibilizado, renovo os agradecimentos ao Luís Eusébio e ao Henrique Sousa, pela gentileza que tiveram para comigo, nomeando este blog para figurar na iniciativa em questão, a qual presume a distinção de "blogs soi disant com tomates".

Por razões que nada têm que ver com essa gentileza e bem assim com a nossa "blogamizade", porém, depois de uma diligência que hoje fiz, resolvi não aderir à iniciativa, pelo que, acabo de retirar o logotipo do corpo deste post e bem assim da banda direita do blog.

Um grande abraço para ambos,
Luís e Henrique.
A nossa amizade prossegue incólume
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1110. Mapa da Ibéria

Para melhor se perceber o que em voz alta ninguém diz...
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1109. Novo aeroporto de Lisboa - O voo das aves e os aquíferos


Em vésperas do primeiro encontro promovido pela Assembleia da República sobre a localização do NAL, julgou o Prof. António Brotas, útil divulgar mais alguns dos muitos elementos que tem vindo a trazer à luz do dia, agora os que se relacionam com a “escolha” da OTA, em 1999, reinava António Guterres, os quais ainda hoje são desconhecidos pelo grande público e aparentemente, também, pelo próprio Ministério.

Aqui fica, pois o texto-esclarecimento do ilustre Professor, que já fez parte de elencos governativos socialistas.


O voo das aves e os aquíferos

As estatísticas internacionais indicam que 70% dos choques de aeronaves com aves se verificam numa banda dos zero aos 100 metros acima do solo e que até aos 700 metros há outras três bandas em cada uma das quais se verificam 10% dos choques.

Em 1999, incluído nos EPIAS (estudos preliminares de impacto ambiental) sobre os aeroportos da Ota e do Rio Frio coordenados pelo Professor Fernando Santana, da Universidade Nova de Lisboa, foi apresentado um estudo elaborado por uma equipe de docentes (biólogos) desta Universidade em que, para o aeroporto do Rio Frio (para as duas orientações previstas para as pistas) o risco do choque dos aviões com aves era praticamente nulo na banda dos 0 aos 100 metros, sendo, no entanto, elevadíssimo numa das outras bandas, o que o transformava num aeroporto perigoso quando considerados os choques a todas as altitudes. Uma situação verdadeiramente anómala em termos universais, que ninguém nota quando passa no Rio Frio!

O elevado risco de choques de aeronaves com aves no Rio Frio, conclusão final deste estudo, teve um grande impacto (que ainda perdura na memória colectiva) quando foi referido na intervenção televisiva (em Junho ou Julho de 1999) em que a então ministra do Ambiente, Elisa Ferreira, "chumbou" o Rio Frio por razões ambientais.

Um outro argumento, referido pela ministra nesta intervenção televisiva, mas sem se apoiar em qualquer espécie de estudos, foi o da protecção dos aquíferos subterrâneos no Rio Frio.

Quase imediatamente a seguir, o ministro João Cravinho aprovou a construção do NAL na Ota (sem notar que os argumentos apresentados nos EPIAS contra a Ota eram nuns casos praticamente iguais aos do Rio Frio e noutros, piores ainda).

São estes os factos em que se baseou a escolha do aeroporto da Ota em 1999.

Debrucei-me sobre o estudo do choque das aeronaves com aves no Rio Frio e escrevi uma carta à ministra Elisa Ferreira em que lhe disse que o estudo referido estava radicalmente errado e lhe pedi para nomear dois peritos da sua confiança para analisarem o trabalho inicial e a minha crítica. Enviei uma cópia ao então ministro da ciência, Mariano Gago, que me respondeu dizendo que ele próprio iria analisar o assunto, o que, obviamente, não pode fazer dados os seus afazeres.

O assunto não teve depois sequência, mas a verdade é que, durante perto de 5 anos, o problema da localização do NAL esteve praticamente parado. Por um lado, porque o governo tinha recusado Rio Frio com os argumentos referidos e por outro, porque os inconvenientes e dificuldades da construção de um aeroporto na Ota se foram revelando cada vez maiores.

O único argumento que pode hoje justificar a construção deste aeroporto é a impossibilidade de construir o NAL na Margem Sul. Por isso o ministro Mário Lino se agarra tanto ao risco do choque das aeronaves com aves e ao problema dos aquíferos. (Jamais).

Vou pedir ao Reitor da Universidade Nova de Lisboa para organizar um seminário em que seja possível discutir em termos académicos o problema dos choques dos aviões com aves(1), mas é perfeitamente claro que não é este problema que será impeditivo de construir o NAL na Margem Sul(2).

O problema que exige estudos mais sérios e demorados, e que não foi ainda sequer iniciado, é o da protecção dos aquíferos na Margem Sul e também na Ota. Este estudo deve ser abordado com grande abertura e limpidez para ser convincente. Temos dois anos para o fazer, dado o grande atraso dos estudos sobre a construção do aeroporto da Ota e seus acessos.

Para ele devem ser convidados todos os especialistas portugueses na matéria e, depois, se necessário, especialistas estrangeiros.

Para além da sua importância para definição da localização do NAL, este estudo será importante para sensibilizar o País para a questão da protecção dos aquíferos que é, de facto, uma questão importante para que temos estado pouco atentos.

(1 de Junho de 2007)

António Brotas - Professor catedrático, jubilado, do Instituto Superior Técnico

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Post Scriptum

(1) - Posso dar aqui uma muito breve indicação de como no trabalho dos EPIAS surge o estranho resultado referido. No texto deste trabalho há erros tipográficos nas fórmulas e alguns enganos nos cálculos, mas a questão de fundo é a seguinte: os autores dizem que o estudo não se aplica às aves migratórias, mas, sobre as outras, a única informação que utilizam é a da existência de terrenos mais ou menos propícios à existência de aves. Atribuem assim aos diferentes terrenos os coeficientes 2, 1 e 0 consoante consideram serem muito, pouco ou nada propícios à existência de aves. Depois, com o auxílio de computadores e a informação sobre as rotas fornecida pela Aeronáutica Civil, estudam as zonas cobertas por um avião com a envergadura de 40 metros ao aterrar e ao descolar, e consideram que a probabilidade de um avião chocar com um pássaro à altitude, por exemplo, de 500 metros, depende do terreno que está a sobrevoar. A hipótese justificava-se se os pássaros voassem exclusivamente na vertical. Como as pistas do aeroporto são de asfalto (coeficiente 0 no que diz respeito à existência de aves) e são longas, um avião ao levantar, no final da pista já vai a mais de 100, razão pela qual a probabilidade de chocar com uma ave na banda dos zero aos 100 metros é nula.

(2) - O estudo anterior parece estar agora ignorado, mas o Ministério insiste num outro sobre os choques com as aves migratórias, tendo recentemente publicado um mapa com um desenho, que parece algo fantasista, dos trajectos que aves migratórias (não se sabe de que espécie nem em que época do ano) utilizarão nos seus deslocamentos entre os estuários do Tejo e Sado. Não se sabe por quem, nem quando, foram feitas as observações (ou os estudos teóricos sobre o voo das aves migratórios!) que permitiram elaborar este desenho, que o Ministério aparentemente pretende utilizar para decidir onde pode ou não pode ser construído o NAL.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

1106. Eles dizem cada uma...

foto TVNet
"Hão-de compreender que hoje é o dia mundial da criança e, portanto..."
O inefável ministro da economia, Manuel Pinho, instado pelos jornalistas, a pronunciar-se acerca da intenção da multinacional Kemet de reduzir, entre 150 a 170, o número de 700 trabalhadores da empresa, em Évora. Tal redução processar-se-à já a partir de Setembro próximo.

* * *

Certamente que o carismático governante nem se terá apercebido de que o mais provável é que a grande maioria dos 150 a 170 candidatos a desempregados a partir de Setembro sejam pais e mães das criancinhas acerca das quais senhor estava tão preocupado que nem tinha disponibilidade para abordar "outros" assuntos.

É assim, com esta eficiência e, principalmente com tão cativante sensibilidade, que vamos sendo governados.

E é assim também que vamos, em sondagens encomendadas, "dizendo" que o PS é que é o partido que nos governa como merecemos e desejamos e, por isso, continuamos a "dar-lhe" maiorias absolutas.

Somos ou não somos uns perfeitos idiótico-masoquistas?
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1105. Pinturas fotográficas (4)

Dás-me uma também?
Émile Munier

quinta-feira, 31 de maio de 2007

1104. Pintura fotográfica (3)

A roda da costura
Daniel Knight

Lembro que, para ampliar a imagem, deve nela clickar.
Lembro igualmente que a melhor visualização possível deste conjunto de fotos se obtém na resolução de écran de 1280x1024pixels, 32 bits, de monitor de 17", em browser Firefox 2.0.0.3
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segunda-feira, 28 de maio de 2007

1101. Divino esquecimento...

Olhando p'ra Lisboa ali tão perto,
lá no alto, de cabelos bem ao vento,
Cristo-Rei foi pregar para o deserto

esquecendo-Se dos

em S. Bento

Corre por aí... que Cristo é, afinal, mais esquecido do que se supunha...


Post-Scriptum (31 Maio 2007)

Durante dois dias estiveram aqui duas imagens.
Subitamente, porém
- e não sei porquê - desapareceram, levaram sumiço, "escafederam-se".
Espero
- sinceramente espero - que o actual desgoverno do noss'primêro não tenha já também poderes sobre o Blogger, caso contrário mais vale emigrarmos já.

De qualquer modo, quero esclarecer que as duas imagens eram apenas uma, embora repetida, representando um maço de cigarros "Camel", ou seja, eram dois "camels".

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domingo, 27 de maio de 2007

sábado, 26 de maio de 2007

1099. Lagos Nahuel Huapi e Moreno

Patagónia Argentina, Bariloche
Lagos Nahuel Huapi e, mais além, Moreno
Foto colhida do Sítio do Campanário, no alto do teleférico
Nov2004
Click na foto, para ampliar
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1098. Hotel Llao Llao e Tronador

Patagónia Argentina, Bariloche
Hotel Llao Llao e Monte Tronador
Nov2004

Foto Ruvasa
Click na foto, para ampliar
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sexta-feira, 25 de maio de 2007

1097. A acordar da letargia?





Será, enfim, o começo do despertar da letargia?

1096. Struggle for life !

1095. Receita para acabar com o desemprego

O desemprego em Portugal atingiu o maior índice de sempre, de há mais de 20 anos para cá. Andará pelos 8,4%.

Pois bem: é problema de fácil resolução, agora que os "amigos" do noss'primêro andam assanhados à procura de quem seja punível.

Pespegue-se em cada funcionário público (e só nesses, porque - parece! - é nessa classe que vegeta a pior malandragem!...) e a cada um que, nos últimos três meses, tenha dito não uma mas 5 graçolas - parvas ou não, não contando as repetições... - acerca da licenciatura do noss'primêro, aplique-se a pena de aposentação compulsiva ou mesmo a de demissão. Sem apelo nem agravo.

Ver-se-á, de imediato, surgir emprego para toda a gente de boa vontade - e até sem ela... - e constatar-se-á ser necessário importar uma dúzia de cargueiros atulhados de gente da estranja, pois que os de cá não chegarão para preencher as lacunas.

Podem começar por mim. Para dar uma ajuda, aqui deixo uma graçola sem piada nenhuma, mas foi o que se pôde arranjar, assim do pé para a mão. E, na emergência, deve servir...
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1094. Aeroporto do Funchal

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quinta-feira, 24 de maio de 2007

1093. Rio

Gentileza do Pedro Sérgio
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1092. Ena, pá!

Gentileza da Marisa
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1091. Eles dizem cada uma...


Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o norte do sul do país.
Almeida Santos a saída de uma reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista

* * *

Esta é de gritos! E só se desculpa a AS devido à avançada idade, que o fará - quem sabe?... - imaginar que somos todos uma cambada de idiotas, tendo ficado a iluminação de espírito pertença exclusiva de SExa!

A levar a sério a afirmação do ilustradíssimo e preclaro tribuno, escrevinhador de méritos quilométricos e legislador de toneladas, o melhor era nada fazer em circunstância alguma, seja onde for, em que data seja, com que intenção aconteça, pois que... lá pode vir a dinamite e estragar toda a festa!

E, claro, é preciso ter em conta que a dinamite que "dinamita" uma ponte, também as dinamita todas, desde a 25 de Abril, até à de Vila Velha de Ródão, passando por todas as restantes, incluindo a que está em vias de ser acabada, por estes meses mais próximos...

Apre! E há pachorra para "isto"?

Eles são... capazes de afirmar tudo e mais alguma coisa. Com a maior cara de pau!...

E é que a cada cavadela, sua minhoca!...

Ao menos que tenham o decoro de se calarem

* * *

Escrito mais tarde, pelas 14,20horas (olhem, também depois do almoço...):

* Em que margem do Tamisa ficam Gatwick e Heathrow? E como é que se governam os da outra margem?

* Em que margem do Sena ficam Charles de Gaulle e Orly? E a malta da oura margem, como é que se governa?

Sim, como é que se desenrascam essas gentes ignaras e palermas, tanto de Paris como de Londres, se aparecer um bacano qualquer com cem gramas de dinamite no bolso das cuecas, e, com eles, rebentar uma ponte... ou duas... ou três?

Por favor, "titio" Almeida Santos, vá descansar. Talvez dormir uma sestazita que, desde a descolonização - e até antes - já fez o suficiente para bem a merecer! E não diga mais coisas dessas, que não lhe ficam bem! Ou ainda não percebeu isso? Em última análise faz-se-lhe um desenho, caramba! Não custa nada... Palavra!

.....

1090. Eles dizem cada uma...


Fazer um aeroporto na margem sul seria um projecto megalómano e faraónico porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio...
Mário Lino num almoço com economistas

* * *

Contrariamente ao que diz o ilustre e elegante ministro, todas as razões que enunciou para não levar para a margem sul do Tejo o novo aeroporto de Lisboa são razões acrescidas para... o levar precisamente para lá!

Para que chame gente, para que se criem hospitais, escolas, hotéis, para que se estabeleça comércio, para que a região se desenvolva, caramba!

A menos que o
sôr ministro seja dos que têm horror ao desenvolvimento harmonioso do país...

Quererá o governante de fino trato e rara perspicácia que o interior e bem assim todas as regiões desfavorecidas de Portugal, persistam nesse estatuto e, se possível, se vá alargando cada vez mais o fosso entre as privilegiadas e as outras?

E por que razão declarações deste tipo são feitas no final de almoçaradas? Não seria de melhor aviso que o fossem no princípio? Ou, melhor ainda, em outras ocasiões menos propícias a "confusões"?

Mas, afinal, que governantes são estes, que conseguem abrir a boca sem que nela entre mosca?

Por outro lado, não compreendo a reacção de indignação e ofensa grave de autarcas e outros políticos da margem sul.

Pois então, meus caros, não é verdade que não ofende quem quer, apenas quem pode? E não é verdade também que estamos mais do que cientes de que o cidadão Mário Lino, circunstancial e temporário dono de um ministériozito, é incapaz de ofender seja quem for, mesmo que viva obcecado por essa intenção?


Post scriptum (20,10horas):

Disse também o sôr ministro que há problemas ambientais e de perigo na zona da península de Setúbal.

Atão, ó sôr ministro, diga-me cá vocemecê onde é que está situado o aeroporto militar do Montijo. E, então, como é? Aí já não há problemas ambientais e de perigo?

Tch... tch... tch... Ó sôr ministro... Atão, tal nã tá a moenga, hã!? Afine lá essa côsa, porra!

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quarta-feira, 23 de maio de 2007

1089. Ballet acrobático

Espectáculo de ballet acrobático
Shanghai, China, Nov 2006

Foto Baião Lima
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1088. La Boca

La Boca, Buenos Aires, Argentina
Com as coloridas casas de El Camiñito
2004
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1087. Puerto Williams


Região de Magallanes, Ponta Sul do Chile.

Puerto Williams é a povoação situada mais a sul em todo o planeta. A Antártida é já ao virar da esquina...


Foi criada como entreposto militar chileno e praticamente assim se mantém.

Além das acomodações militares, escassas, existe uma igreja (que se vê na foto) um posto de correios e telefone, (que funciona consoante a posição do satélite), e duas ou três casas de comércio e bares, além de lojas indígenas de artesanato.

Poucos quilómetros mais acima, situa-se a pequena cidade argentina de Ushuaia.
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1086. Pinguim imperador

Click na imagem, para ampliar

O pinguim imperador é a maior espécie existente.

Tem 1,30m de altura e chega a pesar 38kg.


Vive exclusivamente no gelo da Antártida e aí se reproduz, a partir dos 4 anos.

A esperança de vida destes animais é de cerca de 20 anos.

Tem como únicos predadores a foca-leopardo e a orca, sendo caçado quando entra o mar em busca de alimento.

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terça-feira, 22 de maio de 2007

1085. Eles dizem cada uma...

foto Público

"António Costa é a pessoa indicada para o cargo de presidente da câmara. Não se faça uma leitura nacional, porque o que se está a passar em Lisboa é em Lisboa que está a acontecer"
Jorge Sampaio, em apoio de António Costa, candidato à CMLisboa

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Reaparecido - talvez para tentar perceber melhor o sarilho em que meteu o país e, pelos vistos, um tanto aflito com o que viu - Sampaio logo se apressou a alertar e rogar ao povo de Lisboa que, por favor, não confunda Câmara com Governo.

A que se deverá tamanho receio, quando as encomendadas sondagens "lhes" dão maiorias sucessivas até à consumação dos séculos?
Ora, desse ponto de vista, convém-lhes mesmo que os alfacinhas confundam uma com o outro. Ou não? A lógica já não é uma batata? Bem, com Sampaio nunca se sabe...
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1084. Santiago do Chile

1083. Eles dizem cada uma...

foto Expresso

"O meu partido é Lisboa"

Slogan registado pela campanha de Carmona Rodrigues


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Pergunta de La Palisse:

- E o inteiro dele quem é?
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1082. Eles dizem cada uma...

foto DN

"Não estou nada preocupado".

Fernando Negrão, acerca da eventual candidatura de Carmona Rodrigues


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La Palisse atropelado pela evidência, com os velhinhos a assistir, boquiabertos, as dentaduras a resvalarem para o chão...
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1081. Eles dizem cada uma...


"Tenho a solidariedade do deputado Manuel Alegre. Sei que ele está no PS e que em relação aos socialistas há o problema da disciplina partidária.
"

"Ele está no PS.
Não sei em quem vai votar, o voto é secreto."
"
Helena Roseta - DNotícias

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La Palisse ultrapassado pela esquerda...
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segunda-feira, 21 de maio de 2007

1080. Oooops, fugiu-me a boca...


O noss' impagável primêro na cerimónia de entrega do certificado de nacionalidade portuguesa a mais de 300 imigrantes, que decorreu no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa:

Quero deixar-vos também uma palavra de confiança, confiança em vós, nas vossas famílias e a certeza que cada um de vós dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre... perdão, para um país mais solidário, mais próspero, evoluído.

sábado, 19 de maio de 2007

1079. Ingenhêrices...


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1078. Com papas e bolos...

foto Expresso

É fatal que aos olhos dos mais atentos apareça com
laivos de caricatura e pouca sisudez alguém que se apresente como campeã da Cidadania, depois de ter andado 33 anos a militar - "e a dar cabo da paciência", é certo também - em vários partidos, de que sempre saiu com zanga por não lhe terem feito as vontades pessoais.

Ainda agora, não fora não lhe terem dado no PS o acolhimento que pretendia para uma candidatura à CML, e certamente que a dita autoproclamada campeã estaria muito contentinha da silva no Largo do Rato, entretida a mandar às malvas a "tão amada" Cidadania, como, aliás sempre fez.


Estas coerências é que me matam. E, mais do que elas, só me assassinam com maior eficiência as incapacidades de juízo crítico dos eleitores portugueses.

Não há dúvida, com papas e bolos...

Mas também não é mal feito. Tantas vezes hão-de bater com a cabeça na parede, que um dia talvez ela se quebre, abra e alguma luz vá iluminar o interior.
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