Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 4 de julho de 2007

1168. Mais uma do senhor Pinto de Sousa


Well, enquanto o período da residência portuguesa da união europeia lá vai decorrendo, com o senhor Pinto de Sousa todo "sastifêto" porque a malta até já deixou de falar em diplomas, em Otas e numa série de outras coisas chatas, que, afinal, era o que referido senhor tanto queria...

... soube-se há pouco - no decurso da conferência de imprensa dada em conjunto por aquele senhor e mais o Presidente Lula da Silva e Durão Barroso - que a Cimeira UE-Brasil que está a ter lugar, não foi pensada nem idealizada pelo aludido senhor Pinto de Sousa, como ele próprio andou a dar a entender e pôs os comissários políticos que tem na Comunicação Social a propalar aos quatro ventos. Não.

A coisa processou-se de outra forma.

Durão Barroso foi, em 2006, ao Brasil e, ele e Lula da Silva, combinaram, congeminaram e acertaram tudo "à revelia" do senhor Pinto de Sousa.

Depois de terem tudo acertado, decidiram que, aproximando-se a presidência portuguesa da UE, seria "giro" que o encontro tivesse lugar nesta data e em Portugal. Contactaram então o senhor Pinto de Sousa que, como não podia deixar de ser aceitou a mãos ambas.

Pronto, aí tem a história, que foi contada, ainda que por alto mas neste sentido, no decurso da conferência der imprensa que os três há pouco deram.

Bem, no decurso dessa conferência, Pinto de Sousa, chegado o momento do esclarecimento, ficou estranhamente calado, no meio dos outros, qual totem, quiçá estátua da ilha da Páscoa. Claro. Que podia ele fazer?

Well
, acerca desta já sabemos como foi tudo pensado e preparado. Quanto à futura Cimeira UE-África ou UE-OUA, talvez que, na altura fiquemos também a saber de quem terá sido a paternidade...

Well... Gostava de saber como vai ele resolver o problema agora elvantado, por causa da TAAG.

Well... Alguém lho há-de resolver, claro!...
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1167. EosTv or some nonsense in Germany

A edição de 2 do corrente, da Voz da Alemanha (Deutsche Welle), na versão para todo o mundo e online, dá conta de que

Dicas sobre velórios e difusão de obituários farão parte da programação do novo canal de televisão alemão EosTV, dedicado a temas relacionados com a morte. A ideia é da Associação de Funerárias Alemãs.

Ora confira aqui... Como se vê não somos só nós que somos "esquisitófilos"...

Como bem diz o amigo Ralf Wokan, que me deu a dica e a quem agradeço umas boas gargalhadas que já dei, "grandes inventores estes alemães"...

Gentileza de R. Wokan
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1166. The Metropolitan Museum of Art

Não teve ainda oportunidade de visitar o Metropolitan Museum of Art, de New York, pelo que não conhece as novas galerias grega e romana?

Então, faça agora - a partir daqui - um pequenino tour, por gentileza do Museu, do The New York Times e do crítico de arte, Michael Kimmelman. Vale a pena.

Os museus que se prezam procedem assim. Não fazem como os museus portugueses que nada mostram e, portanto, não despertam a curiosidade do público, pelo que, em decorrência, têm baixíssimos índices de visitas.

Gentileza de L.Veríssimo
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segunda-feira, 2 de julho de 2007

1165. Perguntas a exigir respostas claras e urgentes

No momento que atravessamos, há várias perguntas que não é possível deixar de fazer e para as quais se deve exigir resposta pronta, clara, séria e não uma qualquer evasiva desonesta, porque nestas coisas não há meio termo: ou se é sério e transparente ou não se é.

Das muitas que podem ser feitas, aqui ficam estas, a título de exemplo:

1 - Que posição ou posições defendeu o governo português na última cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia, relativamente à questão do Tratado?

2 - Quais as cláusulas que o governo português propôs que fossem incluídas e quais as constavam do texto anterior que deu a saber que pretendia ver suprimidas? Ou limitou-se a estar atento e a tomar notas das decisões dos parceiros, com especial relevo para a Alemanha, para a redacção de que iria ser incumbido?

3 - Qual a posição do governo português relativamente à ratificação do Tratado?
Por uma questão de honestidade política, bater-se-à pela realização de referendo
- a que o partido do governo voluntariamente se obrigou - ou optará por mera ratificação parlamentar - assim faltando a mais um dos compromissos eleitorais que o levaram ao poder e que sistematicamente tem vindo a desrespeitar - ?

É sabido que a resposta a estas questões fundamentais não será dada, como tantas outras o não têm sido. Tal circunstância, porém, não deve levar a que as perguntas deixem de ser colocadas e exigidas as competentes respostas.

A cada qual a sua responsabilidade e correspondente respeito pela observância estrita.
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domingo, 1 de julho de 2007

1164. Os responsáveis


António Costa prepara-se para, com uma perna às costas, sem mérito especial e com enorme ajuda do governo do senhor Pinto de Sousa (o próprio Costa se encarregou já de o confirmar, propalando aos quatro ventos que o Governo o vai ajudar a pagar as dívidas da CML), vencer as próximas eleições na autarquia de Lisboa, em 15 do corrente.

Mas as ajudas que recebe não são apenas as que virão do governo, que mais para a frente se verão quais serão, na totalidade. Não são apenas essas, nem sequer são essas as decisivas para o resultado final.

Porque o facto decisivo para aquela que se prefigura como a fácil vitória de Costa é da total e exclusiva responsabilidade de Carmona Rodrigues e/ou Fernando Negrão, a ambos se podendo associar por inteiro Luís Marques Mendes.

Esta circunstância - já intuída de há muito - recebeu plena confirmação na última sondagem, publicitada há dois dias.

Nela se prevê a vitória de Costa com um total de 33% dos votos, seguido de Fernando Negrão com 18% e Carmona Rodrigues com 17,5%. Ou seja, mesmo descontando a aleatoriedade destas consultas de intenção de voto (cada qual encomenda as que mais lhe convêm), conclui-se que, sendo como os resultados apontam, o pleno dos votos de Negrão e Carmona - ainda que perdendo volume percentual por estarem divididos - ultrapassa o de Costa.

Acontecerá assim, muito previsivelmente, aquilo que acima ficou dito, ou seja, a tremenda responsabilidade de Negrão e Carmona na circunstância de o esforço dos eleitores de um e de outro resultarem infrutíferos, por falta de senso político e noção da responsabilidade cívico-eleitoral de ambos.

Movimentando-se em campos que se sobrepõem, os dois candidatos "assassinam-se" mutuamente e oferecem a Costa aquilo que ele jamais pensou vir a conseguir. A ele e também a Pinto de Sousa, que, assim, se vê livre de um concorrente dentro do seu próprio partido, em 2009.

Mais:

O senhor Pinto de Sousa consegue, por artes mágicas de adversários inábeis e pouco despertos para as realidades da vida, livrar o corpo da vergastada de terceira e retumbante derrota consecutiva (presidenciais e legislativas regionais foram as primeiras) após ter sido, ele próprio, eleito com ajudas imensas e pouco curiais, em Fevereiro de 2005.

Aqui se pode, por conseguinte, aquilatar do enorme serviço que aqueles senhores estarão a prestar ao PS de Pinto de Sousa - curiosamente PS também ;-) - e, consequentemente, o tremendo desaire que irão oferecer em bandeja de lata ferrugenta aos respectivos eleitores.

Lógico seria que fossem sopesados os pratos dos prós e contras da atitude que se impõe que seja tomada, mas que não o será, como bem sabemos.

E que conteriam esses pratos? Bem, enquanto que num estaria o "sacrifício" de um qualquer dos referidos candidatos, no outro estaria o interesse de Lisboa, dos lisboetas e, em primeiro plano, o dos respectivos eleitores.


Nada disso, o sacrifício de um, porém, irá acontecer, pelo que a vitória de Costa se ficará a dever ao enorme demérito político e de cidadania daqueles seus adversários e não a mérito próprio.

E assim anda a política - pequenina, pequenina - deste nosso Portugal.

Falta referir o terceiro responsável pela patética vitória de Costa.

Luís Marques Mendes é responsável também neste caso e talvez seja mesmo o primeiro deles, pela política que tem conduzido - melhor dito, pela política por que se tem deixado conduzir - não só em todo o processo autárquico lisboeta (e de longa data), mas relativamente a toda a actividade do próprio Partido Social Demcrata. A continuar assim, o partido tenderia a desaparecer, não fora o núcleo duro dos seus eleitores, que, haja o que houver, não o deixa tombar abaixo dos 30%, a não ser episodicamente, como aconteceu em 1985, com Cavaco, que, ainda que abaixo daquela fasquia, venceu as legislativas.

Aqui ficam, pois, apontados. Para a posteridade. Para todos os efeitos da posteridade, incluindo a conferência, em 15 do corrente, do que agora fica dito.

* * *

No caso de surgir algum rasgo de senso comum na actuação dos referidos três senhores - do que muito se duvida porque não se lhes vislumbra rasgo, golpe de asa e desprendimento para tal -, que os leve a conversarem e a ajustarem posições, com o tal "sacrifício" de um deles, é por demais evidente que o sacrificado teria que ser Fernando Negrão.

Mesmo descontando outras razões, igualmente muito ponderosas, avulta a do assombrosamente fraco conhecimento que tem revelado da causa autárquica em geral, mas principalmente da lisboeta, cujo ácume se verificou no já célebre episódio daquilo que, em desespero de causa, se tenta agora apresentar como mera e natural gaffe resultante de confusão de siglas, mas que todos quantos tiveram oportunidade de ouvir com atenção e não são tolos, sabem bem que se tratou de algo bem mais grave e penoso. De uma total confusão de propostas, só possível por nítida e incompreensível ausência de estudo de dossiers, aliada a débito de um conjunto de banalidades inconsequentes e introduzidas à pressa e descuidadamente no discurso oficial do candidato.

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sábado, 30 de junho de 2007

1163. Acabe-se com a aleivosia!

Corre por aí - com inusitada frequência, aliás - que o governo capitaneado pelo senhor Pinto de Sousa, tem horror a permitir que os portugueses possam usufruir do discutível mas impostergável direito de adoecer.

É hábito - de muito mau gosto, forçoso é que se diga - alegar-se em abono de tal tese as questões relacionadas com o encerramento de estabelecimentos hospitalares em quantidades verdadeiramente espantosas (e, em enormíssimo número de casos, sem justificação minimamente aceitável), a redução nas comparticipações do Estado em receitas medicamentosas, o aumento indiscriminado e cego das taxas moderadoras, bem como o corte abrupto de vários direitos a nível de cuidados de saúde até agora vigentes.

Pois bem, não obstante os fundamentos invocados parecerem razoáveis ex abundante, dizer-se tal constitui verdadeira aleivosia e só pode afirmá-lo quem, por razões - certamente ínvias - pretende denegrir os esforçados trabalho e competência do referido e muito estimável senhor e do mui excelso governo que capitaneia com alto e gabarito e mestria jamais vista.

É, pois, necessário repor a verdade. De imediato, se possível. E é-o.

Por isso, hic et nunc me apresso a vir fazê-lo proclamando, urbi et orbi que o senhor Pinto de Sousa e o seu nunca por demais incensado grupo de ministros, secretários de estado e correlativos, não consideram - nem jamais consideraram - a odiosa hipótese de coarctar aos portugueses o sacrossanto direito de adoecerem. Sim, os portugueses podem ficar absoluta e definitivamente descansados: ninguém os vai proibir de adoecerem. Era o que mais faltava! Adoeçam, pois, sossegadamente e com a maior das alegrias.

O que não se aceita de boa mente nas altas esferas decisórias do país, isso sim, é que, uma vez doentes, tenham o sumo desplante de desejar ser tratados em condições de dignidade humana e recuperar a saúde o mais rápida e eficazmente possível.

(Abra-se um pequeno parêntese para esclarecer que, fora do imbróglio, ficam apenas as mulheres que decidam abortar, o que parece justo, pela humanidade implícita no acto).

E pronto! Aqui ficam repostas a verdade e a justiça. Como era devido.

Que ninguém mais ouse dizer - pensar, sequer! - que os aludidos senhor e governo se preparam para não permitir que os portugueses continuem a desfrutar do inalienável direito de adoecer. Porque tal não é verdade. Permitem, sim senhor. E sem qualquer restrição. Adoeçam para aí, portanto, o mais que puderem, indiscriminadamente. O problema até é vosso. De quem adoece, evidentemente! Portanto, amanhem-se

* * *


Nota final para manifestação de estranheza:

Curiosamente - talvez não?! - desde que o actual governo e seu chefe, senhor Pinto de Sousa, tomaram em suas lavadas e alvas mãos as rédeas do cavalo do Poder, jamais se ouviu o também muito estimável senhor Jorge Sampaio afirmar - enfaticamente ou menos - que
há vida para além do déficit, frase que, como é sabido, proferia antes com todo o garbo e pundonor que são apanágio seu - bem como a quilométrica prolixidade de Luís de Góngora - para grande gáudio da rapaziada d'habitude.

Mas talvez que tal circunstância se fique a dever a evolução do esclarecido pensamento do senhor em causa que, quiçá, terá, entretanto, concluído que, contrariamente ao que vinha de supor, afinal, talvez seja emais exigir-se que, para além do
déficit haja vida, mas já não o seja tudo fazer para que haja dor, angústia, sofrimento e, muito a final de tudo, a salvífica morte, ainda que desamparada.
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1162. A asfixia democrática, segundo Mendes

Marques Mendes considera
que o Governo está a criar
um clima de asfixia democrática



O líder do PSD considera que José Sócrates está a executar um projecto de "controlo de poder pessoal", como não se tinha visto em anteriores governos do PS.

"Todos os governos têm os seus pecados, mas nunca se viu nada assim e os governos anteriores do PS, com os seus defeitos, nao têm nada a ver com que se está a passar. É um projecto de controlo de poder pessoal do primeiro-ministro sobre a administração pública e a comunicação social, em que os comissários políticos, sentindo as costas protegidas, acham que têm condições para punir o delito de opinião", salientou Marques Mendes.

"Povo Livre" online, órgão oficial do Partido Social Democrata


* * *

Será mesmo que o homem começa a sair da letargia e a despertar para a realidade envolvente? Se assim é, ainda bem, mas que é preocupante esta lentidão na percepção das coisas, lá isso... Aguardemos novos episódios, até porque estes fogachos podem ser mero e passageiro resultado de algum aperto interno...
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1161. Ora aqui está...

... sob o manto diáfano da fantasia (as sinuosidades a que já nos vamos habituando...), a nudez forte da verdade a espreitar timidamente e dando uns bitaites, aos poucos, para não escandalizar demasiado...



Presidente do PE admite ratificar tratado apenas nos parlamentos



Sócrates visitou ontem pela primeira vez as instalações permanentes

O presidente do Parlamento Europeu, Hans Gert Pottering, defendeu ontem, em Lisboa, a título pessoal, a legitimidade de os parlamentos nacionais dos 27 Estados membros ratificarem o futuro Tratado da UE.

A posição do dirigente do Partido Popular Europeu/Democratas-Cristãos foi assumida em conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro, José Sócrates, após uma reunião entre o Governo português e os líderes dos grupos políticos do Parlamento Europeu, nas instalações permanentes da presidência portuguesa, no Pavilhão de Portugal.

Sobre a controvérsia em torno da forma de ratificar o Tratado da União Europeia - em referendos ou por via parlamentar - o primeiro-ministro português ficou em silêncio.

DNotícias online 2007Jun30
(os destaques são da responsabilidade do Blog)

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sexta-feira, 29 de junho de 2007

1160. Exemplo ilustrativo


Última hora
2007-06-28 - 21:00:00

Caso remonta a 2000

Vereador condenado por acidente de trabalho

O vereador da Câmara de Setúbal foi condenado a três anos de prisão, suspensa por dois anos, devido a um acidente de trabalho que causou a morte a um trabalhador da Portucel, em Novembro de 2000.


Na altura dos acontecimentos, Paulo Valdez era director dos Serviços de Apoio da Portucel, que integrava o departamento de segurança. O trabalhador morreu na sequência de um atropelamento provocado por um empilhador.

O autarca foi condenado pelo não cumprimento das normas de segurança, mas assegurou que já interpôs recurso.


* * *

Esta é a notícia propalada (sim, propalada é termo mais adequado do que publicada...) pelo Correio da Manhã de 27 de Junho corrente, pelas 21.00 horas, na sua edição online. Chamo a atenção para as seguintes circunstâncias:

1 -
Última hora
- o Correio da Manhã começa aqui a inventar e a não dizer a verdade aos seus leitores. Não se trata de qualquer tipo de notícia de última hora. A condenação ocorreu no dia 8 de Maio último (que o jornal não refere, como, aliás, era de esperar...), portanto 50-cinquenta-50 dias antes da última hora do matutino.

A que propósito e com que intuito vem o jornal, em desfilada, 50 dias após, dar a notícia em última hora?


2 -
Vereador e Vereador da Câmara Municipal de Setúbal
- Paulo Valdez foi condenado (não se vai aqui discutir a decisão judicial, porque está em recurso) na qualidade de Director dos Serviços de Apoio da Portucel, que integrava o departamento de segurança.

Foi nessa qualidade que esteve em tribunal e foi julgado. Não em qualquer outra. Duvida-se mesmo que a Portucel algum dia permitisse que um vereador da Câmara Municipal de Setúbal - ou de qualquer outra - ali debitasse instruções ou ordens, sugestões sequer!...

O Correio da Manhã, atrasado, quis talvez compensar o deslize com uma pitada de sensacionalismo, provinciano e imberbe, é certo, mas sensacionalismo enfim.

Então, vá de lhe acrescentar o toque de mestre: vereador e vereador da Câmara Municipal de Setúbal.

Arrebitem-se ó orelhas!... Mais um patife de um autarca condenado. Isto é que é uma corja, hein?


Claro que, de imediato, surgiu o alvoroço. "Temos que dar cabo do gajo", pensou-se em várias redacções. E logo telefonemas em catadupa surgiram para o meu amigo.

Contou-me, esta manhã, que a pergunta sacramental era a seguinte:

- E então, sr. vereador, vai renunciar ao seu cargo na autarquia? O partido já lhe deu instruções nesse sentido?


Está a topar a coisa, não está?
E diga-me cá: isto é ou não uma miséria?

* * *

Falta, agora, a parte final deste post, que é tentar ensinar as estes aprendizes de feiticeiro como é que uma tal notícia deve ser dada, muito mais completa e até com elementos que muito gostariam de ter incluído, tendo em vista o intuito não declarado mas de rabo à mostra, mas que não incluíram porque até nisso são incompetentes.

Para começar e por respeito à verdade, não davam ao caso o tratamento de última hora. Última hora 50 dias depois?!
Ridículo!

Vamos lá e façam o favor de prestarem atenção, para ver se aprendem, que a gente não dura para sempre:

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Caso remonta a 2000
Quadro da Portucel condenado por acidente de trabalho


Um alto quadro da Portucel foi, em 8 de Maio último, condenado a três anos de prisão, suspensa por dois, devido a um acidente de trabalho que causou a morte a um trabalhador da empresa, em Novembro de 2000.

Na altura dos acontecimentos, Paulo Valdez era director dos Serviços de Apoio da Portucel, que integrava o departamento de segurança. O trabalhador morreu na sequência de um atropelamento provocado por um empilhador.

Paulo Valdez, que é também vereador eleito da Câmara Municipal de Setúbal, pelo Partido Social Democrata, foi condenado como responsável pelo cumprimento das normas de segurança, que não terão sido observadas, tendo afirmado ao CM entender não poder ser responsabilizado pelo sucedido pelo que, inconformado com a decisão, interpôs já recurso para a instância competente.

* * *

Custa muito fazer-se jornalismo isento e objectivo, acima de tudo com estrito respeito pela verdade integral?
Que objectivo é que o Correio da Manhã perseguia com esta notícia de última hora e tão canhestra? Tê-lo-à atingido?

Trata-se de um mistério que fica por esclarecer, mas que era bom que fosse trazido ao conhecimento público. Mesmo que com um atraso de 50 ou mais dias...

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quinta-feira, 28 de junho de 2007

1159. O Tratado que não pode passar

As minhas divergências relativamente às opções políticas de Francisco Louçã e do seu Bloco de Esquerda mantêm-se.

Reconheço, porém, que estou em perfeita sintonia com tudo quanto afirma na intervenção que teve ontem em S. Bento, na parte que ao Tratado da União se refere.

Também eu sou do entendimento de que um Tratado que diminua a Europa não pode passar.

Mais:

temos pela frente uma luta sem tréguas. Porque, ao deixarmos passar em claro uma enormidade destas, que nos afronta, perderemos o direito de a nós próprios considerarmos cidadãos de corpo inteiro.

Há, pois, que lutar;
há, pois, que não fugir do combate.


* * *

Pode ler aqui o texto da intervenção de Francisco Louçã, ontem, em S. Bento. Ou vê-lo e ouvi-lo aqui (link para o site do BE).

Sugiro-lhe que, em nome dos interesse geral do País e dos seus cidadãos, o divulgue tão amplamente quanto lhe seja possível.

Para que a Europa não deixe de ser um espaço democrático, pertença dos seus cidadãos, para se transformar num feudo de eurocratas sem senso comum e principalmente sem alma, com tendências cada vez mais acentuadamente autocráticas. De regresso talvez possível, mas de percurso com escolhos cuja transposição poderá assumir foros de esforço incomportável e custos assassinos.

Está cada vez mais nas nossas mãos - e apenas nas nossas mãos - evitar uma tal tragédia.

"Eles" não têm ponta razão. E estão em vias de, novamente, nos tramarem. Consentirmos que o façam é criminoso.
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1158. "Acha honesto" ?

No encerramento do debate parlamentar sobre os objectivos da presidência portuguesa da União Europeia no segundo semestre deste ano, o deputado do PSD Mário David recuperou as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros holandês que, após um encontro com o seu homólogo português, admitiu que o novo Tratado da União Europeia não seja referendado no seu país.

"Não penso que irá haver referendo. Respeitamos os desejos dos holandeses", declarou Maxime Verhagen, considerando que os resultados alcançados na Cimeira de Bruxelas respondem às questões levantadas pelos holandeses, quando chumbaram o projecto anterior.

"Para o ministro dos Negócios Estrangeiros da Holanda já há conteúdo suficiente para se decidir", salientou o deputado social-democrata Mário David, considerando que esta posição do Governo holandês "deita por terra" o argumento do executivo português de que "não há ainda o conteúdo" do novo Tratado da União Europeia.

"Para a Holanda já há conteúdo e isso é verdade", acrescentou Mário David, reiterando que "80 a 90 por cento do antigo Tratado foi recuperado".

Na resposta, o primeiro-ministro acusou os sociais-democratas de desonestidade, salientando que "há uma diferença entre admitir e dizer que não vai ser referendado". (Nota do blog - Anotou o preciosismo?)

"Acham isto honesto? Com sinceridade, eu não acho", disse, referindo-se ao facto do PSD ter dado como certo que a Holanda não irá referendar o futuro Tratado da União Europeia.

Em tom irónico, o primeiro-ministro pediu ainda aos partidos que já conhecem o texto do futuro Tratado para o enviarem ao Governo, pois assim o executivo poupará trabalho.

"Os partidos que já conhecem o novo texto, enviem-no ao Governo, assim poupam-nos trabalho. Se algum gabinete de estudos já tiver o Tratado, envie-o ao Governo", disse.

RTP online (bolds e outros realces da responsabilidade do Blog)

* * *

Resta saber quem está a ser verdadeiro e quem, pelo contrário, está a - usando um eufemismo - esquivar-se à verdade, ou seja, a faltar às suas responsabilidades, à ética de Estado a que está obrigado.

Se Maxime Verhagen, ministro dos negócios estrangeiros holandês (que, afirmando o que afirmou corre o risco de ser acusado pelos eleitores holandeses de os estar a defraudar, pelo que a sua atitude, além de gratuita, por sem motivo, é completamente desprovida de sensatez política e honorabilidade pessoal)

ou se, pelo contrário, José Sócrates.

Para falar com franqueza, não sei quem, na verdade, estará a querer ludibriar a opinião pública do seu próprio país.

À primeira vista, tudo indica que o ministro holandês não tem qualquer interesse em afirmar algo que, não correspondendo à verdade, muito o irá penalizar - e ao seu governo -, quando, daqui por algum tempo, se constatar que mentiu ao povo que representa.

Claro que tenho a minha opinião. No entanto, não a vou expender por ora, ficando na expectativa. Prometo, no entanto e desde já, não me calar, se aquilo que antecipo vier mesmo a acontecer...

E, você que me lê, que opina? Isso, opine, mas com cuidado... É que, como bem sabe, está visto que já chegámos à encruzilhada do demo, onde o "chifrudo" tem por hábito aparecer travestido de "cabrão", de pata fendida e rabo alçado. Atenção, portanto!...

Numa coisa estou completamente de acordo com o primeiro-ministro. Com ele cerro fileiras, pois, quando afirma, em jeito de pergunta: Acham isto honesto? Tem vocelência toda a razão, senhor Sócrates. Na verdade, "isto" não é honesto. Nada mesmo! Estamos em perfeita sintonia.

* * *

De qualquer modo e para já, de uma coisa estou certo e posso garantir a todos que me lêem: o executivo português, a começar pelo primeiro-ministro, não parece estar a conformar-se com a verdade quando, para justificar que não se fale nem trate do referendo, afirma que não há ainda o conteúdo (do Tratado).

É evidente para todos quantos não são lélés da cuca que há mesmo conteúdo. Se o não houvesse, o senhor Sócrates teria sido mandatado para redigir o quê?

Os restantes 26 países da UE estariam dispostos a entregar-se, de mãos atadas, nas do senhor Sócrates, ou seja, a deixar que o referido senhor metesse no Tratado o conteúdo que bem entendesse?!?!

Evidentemente que não. Não estão todos chanfrados! Definiram o conteúdo, redigiram as directivas e "pediram" ao senhor Sócrates:

- Caro amigo, agora que tem ai as nossas orientações, faça o favor de mandar que os seus serviços (ou quem entender) redijam um documento que não atraiçoe o espírito do que aqui deixamos decidido e de, no prazo x, nos apresentar o resultado do seu esforço, para que o possamos conferir, para se ver se está em conformidade, sem adulteração da nossa comum vontade e, por conseguinte, capaz de ser adoptado.

Ah! E não se esqueça: o trabalho tem que vir redigido em todas as línguas oficiais dos países integrantes, ok? Sim, sim. Na do seu também.

Foi isto o que se passou. É isto o que se passa. Será isto que se vai passar. Tudo o mais que se diga para lá do que dito fica, é material de enchimento de balões em quermesse de feira. Dura a eternidade inerente a qualquer balão de feira.

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1157. Definições

Democrata
do grego dêmos (povo) + krátos (poder)
>
pessoa partidária da democracia; tolerante

* * *

Autocrata
do grego autokratés
>

soberano absoluto; partidário do absolutismo; antónimo de democrata; intolerante


* * *

" Socrata "
do português só (único) + do grego krátos (poder)
>
único com poder, soberano absoluto, autocrata, antónimo de democrata; intolerante
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quarta-feira, 27 de junho de 2007

1156. A face de um...




Confirma-se a minha falta de jeito para polícia criminal.


Esta foi uma tentativa para mostrar a cara de um autocrata de quem já devíamos estar livres...

Falhei!

Oxalá outros não falhem. Não somente no retrato como, principalmente, no apear do dito do cavalicoque do Poder.

1155. Francisco Louçã e o Tratado da União

Acima de tudo a verdade deve ser respeitada. É o que com este post eu próprio quero fazer.

Francisco Louçã, de quem politicamente e por princípio não posso discordar mais do que discordo, em discurso no hemiciclo de S. Bento, no debate que antecede o início da Presidência Portuguesa da União Europeia, acaba de, preliminar e certeiramente arrasar o "entendimento" a que se chegou na Cimeira Europeia de há dias, acerca do Tratado da União.

Não era possível dizer mais - e de forma tão clara - do que Francisco Louçã disse, demonstrando o equívoco e - em certos casos, pior do que equívoco, o dolo - que constitui tal acordo, que talvez convenha a todos quantos lá pelos corredores de Bruxelas o congeninaram, mas que, efectivamente, é uma vergonha, um verdadeiro desastre, porque embuste, para os interesses dos povos que esses senhores supostamente representam.

E, relativamente ao caso português, Francisco Louçã foi mesmo de uma pontaria assombrosa. Está, no seu discurso, tudo o que havia para dizer e que era imprescindível que se dissesse. Pois bem, foi dito, está dito, ninguém o poderá já apagar.

Alguém o teria que dizer. Pessoalmente, gostaria que outro o tivesse dito, dada a minha total dessintonia com as opções políticas de Louçã. Mas mais ninguém o disse de forma tão ajustada como o fez o líder do Bloco de Esquerda.

Lapidar! Honra lhe seja!

De tal forma que vou solicitar ao grupo parlamentar do BE uma cópia da intervenção. Logo que disponha da cópia, tenciono publicá-la.
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terça-feira, 26 de junho de 2007

1154. The self portrait

Está provado que não dava para retratista da Polícia.
Qualquer serial killer estaria safo...
(este retrato era suposto retratar-me... Bem, retrato-me, não percebo nada disto)
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1153. Joe Berardo segundo Tavares Moreira

1152. Então, ó sôr candidato?!...

Em que é que ficamos...


ou

ou



ou tanto faz!...
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Ah, sim?...
...
Então, tá bem, prontos!....
...
...
...

1151. Queixa contra o primeiro-ministro

Foto Nuno Ferreira dos Santos/ PÚBLICO
Caso da licenciatura do primeiro-ministro
Autor de
blogue responde a Sócrates
com uma queixa-crime por difamação
e denúncia caluniosa

26.06.2007 - 10h35 José António Cerejo

António Balbino Caldeira, o autor do blogue Do Portugal Profundo, vai processar José Sócrates por difamação e denúncia caluniosa. A acção constitui a primeira resposta daquele professor do Instituto Politécnico de Santarém ao processo que o primeiro-ministro lhe moveu por causa das notícias que tem publicado, desde Fevereiro de 2005, acerca do percurso académico de Sócrates.

Segue aqui.

Gentileza de C. Rebelo

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1150. Baco - Rubens

Baco
Pieter Paul Rubens
1638-40
Óleo sobre tela, transferido de painel
Museu Hermitage
S. Petersburg - Rússia

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segunda-feira, 25 de junho de 2007

1149. "Um mar no deserto"

Mão amiga fez-me chegar o texto abaixo transcrito, publicado no jornal Público, em 19 Junho 2007.

Pelo interesse de que se reveste e principalmente pelas verdades que deita em cara a uns quantos governantes arrogantes, autocráticos e pouco esclarecidos (como, por via de regra, costumam ser...) e a mais uns quantos imbecis que, embora sem as responsabilidades de quem governa, ajudam à "festa", não resisto a trazê-lo ao conhecimento de quem me lê:

Um mar no deserto

Ao contrário do que se pensa, o Ministro Mário Lino não cometeu uma “gaffe”, quando se referiu à Margem Sul como sendo “um deserto”.

Na sua candura, o Ministro deu voz ao (pre)conceito, velho como a nação, de que “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”. Tentemos explicar melhor esta vetusta e elitista tradição, que, a meu ver explica a macrocefalia nacional e em grande medida o nosso subdesenvolvimento.

Na sua mentalidade reaccionária e provinciana, Salazar almejava um país, rural e ignorante, mais contido do que governado por uma administração burocratizada e repressiva.

Profundamente desconfiado com a industrialização do país, - porque, com razão, a sabia associada ao surgimento do proletariado - aceitou a estritamente necessária, entregando-a aos barões do regime, que aliás controlava e protegia e situou-a em território inimigo, isto é, na Margem Sul.

Consta que foi isso que anunciou na única vez que visitou Setúbal no âmbito da exposição regional, nos anos trinta. Doravante a mais bela região do país tinha o destino traçado: indústria pesada, química e extractiva, fortemente poluente, trabalho extensivo mal pago, actividades tradicionais sequelares porque incompatível com a contaminação industrial persistente, especulação imobiliária desenfreada, baixa qualidade de vida.

Foi esta região, precisamente a mais sofrida, a que mais expectativa criou com o 25 de Abril e a que mais se frustrou quando a esperança se gorou.

Afinal, o paradigma era para manter. A mesma sobranceria e arrogância centralista e centralizadora dos governos, a mesma conivência dos seus agentes locais.

Características naturais extraordinárias que fariam a riqueza de qualquer nação, desbaratadas numa voragem de lucro fácil e imediato, ao arrepio do mais elementar respeito pela natureza e pelo ordenamento do território.

Uma região fértil, um estuário detentor de uma biodiversidade espantosa, uma serra e um enquadramento paisagístico maravilhosos, uma história e um património de 5.000 anos reduzidos a um repositório de resíduos industriais.

Um nascente e promissor “mercado de resíduos”, como se lhe referiu o Ministro do Ambiente, imagine-se, quando veio inaugurar mais uma lixeira no Parque Industrial da Sapec.

Um “mercado de resíduos” por cima do maior aquífero da Península Ibérica, precisamente quando um dos maiores problemas ecológicos actuais da humanidade, é a carência de água potável.

Um Parque Natural, como o da Arrábida, que faz parte de uma imensa baía, que constitui o maior manancial do Atlântico Norte, onde o governo socialista deste país alega a utilidade pública, precisamente para prescindir de um estudo de impacte ambiental e de uma consulta pública, esses sim institutos que acautelam o interesse público, com o objectivo de aí queimar Resíduos Industriais Perigosos, numa absurda fábrica de cimento que já de lá devia ter saído há muitos anos.

Os nossos intelectuais, particularmente activos enquanto jovens, e agora cada vez mais mediatizados, bem se desdobram em cargos e fóruns onde se discute o aquecimento global, enquanto, em casa, a contaminação industrial lhes entra pela porta do quintal, enquanto outros, também em vias de institucionalização, celebram os poetas mortos, não vão os vivos dizer alguma inconveniência.

Os partidos do chamado arco governativo impõe-nos líderes locais de opereta, sendo os mais proeminentes recrutados como administradores ou funcionários dos industriais menos escrupulosos, cujas campanhas políticas são por estes apoiadas e subsidiadas.

E, no fim de contas, a estratégia é tão clara, que ninguém a parece ver, de tão óbvia que é. Há um dedo gigantesco a apontá-la, mas os interesses e os poderes fácticos insistem em não o enxergar.

Setúbal necessita de valorizar decisivamente aquilo que tem de melhor e mais genuíno que é a sua natureza privilegiada e recusar este paradigma industrial obsoleto e voraz.

Setúbal é uma porta magnífica do oceano. Mas é necessário conhecê-la, estudá-la e investigá-la, tirando o melhor partido das suas riquezas. Elas estão aí, praticamente gratuitas, e para todos; é só não as corromper em benefício dos mesmos de sempre.

Até o actual Presidente da República Cavaco Silva, que nos visitou no âmbito do 10 de Junho o reconheceu, quando disse: “… o património oceânico é único e de recursos geológicos, minerais, biotecnológicos, energéticos que são muito relevantes”.

Afinal e apesar do Ministro para além do deserto há sempre o mar.

João Bárbara

Médico - Setúbal

Gentileza de Pedro Sérgio

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sábado, 23 de junho de 2007

1148. O tretas




De quem me rio com tanto gosto?
De ti, é claro, ó tretas...
Pois ainda não topaste?
Olha que, então, és o único...

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1147. Ota e a verdade contornada

Permitam que um leigo na matéria, cidadão comum, vos diga apenas o seguinte:

Conheço Alcochete, o respectivo campo de tiro, Poceirão, Faias, Rio Frio, etc, vai para 31 anos. E conheço bem, pois que, com frequência, em passeio, passo por lá.

Não conhecia a zona da Ota. Depois desta questiúncula toda, resolvi ir até lá para conhecer.

Do que conheço de um lado e do que vi "in loco" e por fotos de outro, "apenas" sei o seguinte, que, aliás, qualquer cidadão minimamente não desprovido da capacidade de visão e de pensamento linear e rectilineo, de imediato saberá também:

1 - construir um aeroporto no campo de tiro de Alcochete, no Poceirão, em Faias ou no Rio Frio é incomparavelmente mais fácil e, logo, mais barato do que na Ota.

2 - alargar um aeroporto, sempre que for necessário, no campo de tiro de Alcochete, no Poceirão, em Faias ou no Rio Frio é possível e incomparavelmente mais fácil e, logo, mais barato do que na Ota.

3 - construir um aeroporto no campo de tiro de Alcochete retira a possibilidade de grandes negociatas imobiliárias, já que o terreno é do Estado.

4 - manter a Portela e construir faseadamente uma alternativa no campo de tiro de Alcochete, não somente colhe os benefícios atrás apontados e cria os "desconfortos" também referidos, como lhes acrescenta mais um, a saber: impede, de forma radical, negociatas imobiliárias na Portela.

Estas são verdades incontornáveis. Tudo o que rodar à volta disto, evitando isto, parece-me mais dialéctica de pochette do que outra coisa.

5 - construir um aeroporto no campo de tiro de Alcochete, com ou sem a manutenção da Portela, é, pois, do interesse do País no seu todo.

6 - fazê-lo na Ota, será, portanto, do interesse de muitos, concedo, somente não parecendo sê-lo do País.

Poder-se-à construir o aeroporto na Ota, por conveniências várias.

Não será possível, porém, a subtracção ao labéu de que tal se fez apenas "porque sim" ou porque convinha a interesses difusos assolapados em cantos esconsos atrás de cortinados e não por razão fundamentada, estruturada, com pés e cabeça, em respeito por princípios de Ética de Estado.

A verdade não se apaga. Contorna-se, como é evidente. É, porém, insusceptível de ser apagada.
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1146. Artº 256º do Cód. Penal Português em vigor

Artigo 256º
Falsificação de documento

1 - Quem, com intenção de causar prejuízo a outra pessoa ou ao Estado, ou de obter para si ou outra pessoa benefício ilegítimo:

a) ...

b) Fizer constar falsamente de documento facto juridicamente relevante; ou

c) ...

é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.

2 - A tentativa é punível.

3 - Se os factos referidos no nº 1 disserem respeito a documento autêntico ou com igual força, (...) o agente é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos ou com pena de multa de 60 a 600 dias.

4 - Se os factos referidos nos nºs 1 e 3 forem praticados por funcionário, no exercício das suas funções, o agente é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos.

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1145. Continuamos ridículos, hein?


Não concorda?
Então, vejamos:

1 - O led da notícia reza assim:

TGV Lisboa e Madrid não se entendem sobre a velocidade dos comboios; Cavaco manda recado dos EUA; PS sofre de "síndroma" da Ota.

2 - Na notícia acrescenta-se que, enquanto a Espanha quer que o TGV entre Lisboa e Madrid circule a 250 km/hora, Portugal prefere os 350.

3 - Se fosse ao contrário, percebia-se. Mas não, é assim mesmo. Vejamos mais:

Arriscamo-nos a uma situação de verdadeira caricatura, qual seja a de, em Portugal, país miniatura, os comboios de alta velocidade circularem a 350km/h e, ao cruzar a fronteira com um país territorialmente enorme, passarem a andar a passo de alfa pendular...

Como é que um país com a nossa dimensão, sem profundidade (pelos vistos não apenas territorial...), se mete nestas encrencas estúpidas?

Então, nos 300km entre Lisboa e Porto, com não sei quantas paragens pelo meio, circularemos a 350km/h (claro que se trata de apenas bravatas inconsequentes, mais próprias de juventude inexperiente mas convencida de que tudo sabe, porque a vida há-de abrir os olhos e as mentes e acabar-se-á por cair da realidade...) ao mesmo tempo que, numa viagem de 600km, os primeiros duzentos serão feitos a 350 e os restantes quatrocentos a 250!

Mas quem foi que ensandeceu?

Claro que se percebe bem a resistência à realista "vontade" espanhola.

Se se vai aceitar que, na linha Lisboa Madrid se circule a 250km/h, como é que, óspois, se justifica, perante o "respeitável público", a cega teimosia nos 350km/h que se pretende "meter" à força entre Lisboa e Porto?

Pois...

Mas mais:

E se assim for, isto é, se se constatar que não há razão de razoável razoabilidade para que os comboios circulem entre Lisboa e Porto a mais de 250Km/h, onde fica a argumentação para criar o TGV entre as duas cidades? Como tem sido dito à saciedade, o Alfa pendular é mais do que suficiente, com a sua velocidade de 220km/h.

E aqui bate o ponto de toda esta incongruência, deste estúpido esbanjar de recursos.

Para além da evidência dos enormes e escusados encargos que se estão a criar para o país (não pára o sorvedouro de recursos, por manifesta incompetência... e oxalá seja apenas por incompetência...), a única consolação que nos resta é que, de ridículo em ridículo, acabaremos por ser deixados em paz e sossego. Queiram eles, eles não queiram...

Em resumo, para além dos ridículos: Portugal apenas "necessita" de uma linha de TGV. Entre Lisboa e Madrid. E isto apenas para não destoarmos da Europa.

Dentro do país, a opção Alfa Pendular é mais do que suficiente.

Para se ter uma ideia, bastará que se anote que, no Alfa, se sairmos de Faro às 10 da manhã, poderemos almoçar em Vigo, lá pela 1 da tarde.

Fica tudo dito, não?

Acabem, pois, com essa marmelada de pouco siso e com as triste figuras de teimosia insensatas! Só vos colocam mal e envergonham-nos imenso, porque lá fora são capazes de pensar que somos como vocês... E disso, Deus nos livre, porra!
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Alguém tem por aí um analgésico, mesmo fraquinho?
É que, de tanto rir, com estas anedotas, já me dói a pança, carago!

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sexta-feira, 22 de junho de 2007

1144. Late afternoon thought... (xic)

O Poder torna-se ilegítimo,
no preciso momento em que despreza a Ética
Ruvasa
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1143. Não é democrata quem assim se diz

Foto Wikipedia

Nascido em 20 de Abril de 1889, em Braunnau, Áustria, filho de Alois e de Klara, Adolfo foi o responsável por um dos maiores genocídios já registados na História da Humanidade.

Em 1930, tornou-se cidadão alemão e, em 1933, em eleições democráticas, chegou ao poder, na qualidade de chanceler alemão.

A partir daí a história da sua existência foi um rol de atrocidades de toda a espécie, que só terminou quando, encurralado no bunker em Berlim, cometeu suicídio.

A história deste patife sem nome deve servir de lição para todos, à laia de prevenção, ainda que seja necessário, em alguns casos, ter em consideração as devidas proporções.

Mas há uma conclusão que se pode retirar por inteiro e sem delongas:

Não é por se ter acedido ao poder de forma democrática que democrata se é.
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quinta-feira, 21 de junho de 2007

1142. Sem comentários

Prática do aborto isenta de pagamento de taxas moderadoras

Todas as mulheres que decidam interromper voluntariamente a gravidez estarão isentas de taxas moderadoras no Serviço Nacinal de Saúde, tal como qualquer outra grávida. A garantia foi dada hoje pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, em conferência de imprensa, onde apresentou a regulamentação da nova lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), que entrará em vigor no dia 15 de Julho.
Público online

1141. Não está prescrito



Talvez convenha esclarecer que o procedimento criminal contra o ilícito consubstanciado na inclusão de falsidades em documentos oficiais do Estado Português

não está prescrito

pelo que nada impede - e, muito pelo contrário, tudo aconselha e obriga - que seja instaurado o mais rapidamente possível, para que não aconteça vir a prescrever e, consequentemente, a deixar impune o seu - até hoje desconhecido - autor e desacreditada a Justiça Portuguesa e o próprio País.

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1140. Frasear é uma arte...

Nós até aceitamos os casamentos entre homossexuais,
desde que sejam entre homem e mulher.

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Não à Constituição Europeia,
Sim à Invasão Espanhola



Blog Ai o artista
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quarta-feira, 20 de junho de 2007

1139. Abraço solidário

Aqui fica um abraço solidário para o António Balbino Caldeira, agora arguido ignora-se por que razão, mas presumindo-se que... nem por delito de opinião sequer.
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